
Beyoncé passou o ano de 2013 trabalhando não só em sua turnê Mrs. Carter Show Tour, que veio à nossa cidade de Fortaleza, como em seu álbum auto-intitulado, que incluía 14 novas músicas e 17 videoclipes. Mas agora é a hora de avaliar o trabalho da cantora do Pop e R&B…
O álbum “Beyoncé” foi extremamente arriscado, por não fazer uma divulgação como normalmente acontece com os álbuns Pop, mas o conteúdo foi bem recebido pelo público. Na primeira vista, seria por causa da novidade, mas no final o álbum se mostrou consistente.

Ainda não sabemos se o lançamento surpresa, que gerou muito buzz depois do lançamento, irá levar outros artistas a fazer o mesmo, mas com certeza, mudou a forma como a indústria pop estava vendendo. Não há um grande hit, há um ótimo álbum.
Beyoncé explicou que era isso que gostaria de transmitir, ela queria que o álbum fosse uma experiência única. Mas ela sabia que tinha um bom álbum nas mãos, por isso resolveu lançá-lo dessa forma. “Beyoncé” trouxe de volta a sensação de escutar o álbum todo e escolher as suas músicas preferidas.

Além disso, os vídeos que compunham o Visual Album mostraram exatamente o que a cantora gostaria de passar em cada faixa, criando as imagens de cada música em nossa mente. Se isso não é inovação, diga então o que é.

Mas tudo não são flores. Há quem diga que o “Beyoncé” deveria ter um grande hit uptempo entre as músicas que viajam através da música black americana, R&B e Hip Hop. Mas será que fazer faixas comuns do Mundo Pop é a vontade da poderosa Beyoncé? Pelo visto ela não está se importando com os comentários dos fãs das músicas prontas para as pistas.
Confira a seguir nosso faixa-a-faixa do álbum auto-intitulado de Beyoncé:
1. Pretty Hurts: De cara a música composta pela Sia faz você pensar que está escutando um single. A midtempo é tão boa que no final da primeira audição, você já sai cantando “Pretty Hurts”. Deveria ter sido o primeiro single do álbum, com certeza seria hit. Nota: 10,0.

2. Haunted: Na segunda faixa do álbum, Beyoncé trás duas músicas em uma, no início tem “Ghost”, que é uma explosão de batidas orgânicas, traz a cantora fazendo uma espécie de rap sombrio sobre a vida estar indiferente. A segunda parte é “Haunted”, que ganhou um clipe inspirado em “Justify My Love” da Madonna, traz a voz aveludada de Beyoncé de volta. Nota: 10,0.
3. Drunk In Love (feat. Jay-Z): Nessa música, Beyoncé consegue tirar a máscara de ser sempre uma garota perfeitinha e mostra que é mais sensual do que se imagina, mas não chegando a ser vulgar – vamos deixar isso para mais tarde. Esse é o primeiro single oficial do álbum e é divertida e sexy, totalmente R&B, ainda mais com o Rei do Rap, Jay-Z. Nota: 10,0.
[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=p1JPKLa-Ofc[/youtube]
4. Blow: Essa é uma das faixas mais pop do álbum, com uma letra ambígua e um ritmo gostosinho. O vídeo da música ficou meio retrô com um toque da década de 80, e com referências ao clássico vídeo de Mariah Carey, Heartbreaker. Nota: 10,0.
5. No Angel: Essa é a única música que você passaria de todas as 14 músicas. A faixa traz a voz de Beyoncé em tom em que ela não está acostumada e em determinado ponto a melodia acaba fazendo um tipo de repetição que não agrada muito. Apesar disso, a faixa ganhou um vídeo muito legal. Mas continua descartável. Nota: 5,0.

6. Partition: Aqui o 2 em 1 volta, com um início explosivo e um final incrível. Os primeiros minutos nós escutamos uma música guetto, “Yoncé”, com Beyoncé colocando os caras na parede com suas amigas.
Já “Partition” mostra uma Beyoncé que o público nunca pensou ver, uma cantora safada, só imagina Beyoncé com seu marido Jay-Z, pedindo pro motorista levantar a divisória da limusine, o que você acha que vai acontecer? Sim, um irmão pra Blue Ivy. A faixa é a favorita dos fãs e se tornou o terceiro single do álbum, o primeiro single extremamente sensual da cantora, com mais insinuações sexuais do que o mercado americano está acostumado. (Sim! Ainda estou surpreso com a escolha do single e tive que editar esse texto, depois que vi o lançamento oficial do vídeo na VEVO da cantora. rs) Nota: 10,0.
[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=pZ12_E5R3qc[/youtube]
7. Jealous: Nessa música Beyoncé mostra que tem ciúme, daqueles doentios de esperar pela pessoa em casa e pensar mil coisas que ela possa estar fazendo com outro alguém. Jealous consegue passar a aflição de estar sendo traído, mesmo que não esteja. E ao mesmo tempo, mostra uma fragilidade. (Quem será que é ciumento? Jay ou Bey? Aposto na Beyoncé, já que ela é de Virgem. rs) Nota: 10,0.
8. Rocket: Aqui a danadinha Beyoncé volta com um música que uma ode ao sexo carinhoso. A primeira frase da canção, “Let me sit this ass on you.” (Deixe-me sentar essa bunda em você), já mostra que o tema será bem mais picante do que se imagina, com direito às preliminares até o final explosivo. Linda e explícita! Nota: 10,0.

9. Mine (feat. Drake): Aqui Beyoncé expõe um pouco seu relacionamento na letra, mostrando que sua inquietude em um relacionamento e o momento certo de dizer que pertencem um ao outro. A música é cheia de sons experimentais que fazem de Mine uma espécie de obra de arte, assim como o seu vídeo. A participação de Drake deixou a música mais forte, mas ainda assim emocionante. Nota: 10,0.
10. XO: Assim como o título precede, essa é a faixa mais doce do álbum, contando como se curte um amor naquele momento através dos Beijos e Abraços, o que XO representa. É aquele tipo de música que dá para se cantar junto. Talvez essas sejam as razões para ter virado single junto com Drunk in Love. Nota: 10,0.
[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=3xUfCUFPL-8[/youtube]
11. ***Flawless (feat. Chimamanda Ngozi Adiche): Aqui a pauta clássica vem à tona, assim como em Blow, Partition e Pretty Hurts, o Feminismo. A faixa também é dividida em duas, em “Bow Down”, Beyoncé parece irritada mandando que as vadias se curvem pra ela, nada que nós não possamos usar para nós mesmo. E em “Flawless”, que é introduzida pelo discurso feminista de Chimamanda, Beyoncé mostra que a perfeição vem de algo muito mais profundo: a Família. Nota: 10,0.
12. Superpower (feat. Frank Ocean): A faixa consegue se definir exatamente pelos adjetivos que há na letra, “Uma Energia Sutil”, “Resistente”, “Como Um Tubarão”, como um “Superpoder”. Isso tudo é para definir o “Amor”, o mais poderoso e imponente dos sentimentos! No vídeo, Beyoncé traz o tema das manifestações e a participação de vários artistas negros, como Luke James, Pharrell Williams e suas irmãs do Destiny’s Child, Kelly Rowland e Michelle Williams. Nota: 10,0.

13. Heaven: Essa não é uma música feliz. Ela conta a história de ver alguém muito próximo morrer e na simplicidade da canção perceber o que realmente importa na vida são as pessoas que você ama. O vídeo traz a participação da bailarina Ashley Everett. Nota: 10,0.
14. Blue (feat. Blue Ivy): A baladinha é clara, uma homenagem de Beyoncé à sua filha que dá nome à canção. A música é incrivelmente linda, doce e cheia de sentimento, parece genuína, assim como o álbum todo. Nota: 10,0.

Com 14 faixas, Beyoncé conseguiu fazer um álbum redondo, com um número de faixas ideais e uma sonoridade diferente do que ela está acostumada. Aparentemente a simplicidade do 4 deu a impressão que “Beyoncé” é o trabalho mais complexo da cantora.
Na verdade, é impossível, principalmente para quem é Beyhive, não tentar linkar as músicas com a vida da cantora. E sim, nós conseguimos conectar as coisas. Confira a nota do blog para o “Beyoncé”:

Vale Baixar: Pretty Hurts, Drunk In Love, Blow, Partition, Mine, XO, ***Flawless e Blue.





Apague urgente seu comentário sobre PARTITION nunca ser single, kkkkkkkkkkkkkkkkkk, ELA ESCOLHEU COMO PRÓXIMO SINGLE (TERCEIRO)! LOL
Hahahahaha Foi mesmo, Weider! Tô chocado ainda! *o* A sociedade não está pronta pra Partition! hahahaha
essa foi uma crítica feita por um fã, da pra ver logo de cara, a Beyonce e poderosa e a melhor cantora pop da atualidade, não nego, mas ela não é perfeita ne.
Se é uma crítica feita por um fã, eu devo parabenizá-lo por ser um fã tão esclarecido.
Sim, por que como fã, acostumado à sonoridade usual de Beyoncé, a primeira impressão seria de estranhamento – como foi comigo -, afinal este trabalho difere bastante de qualquer outra coisa que ela tenha feito. A princípio fiquei muito confuso sobre o que estava ouvindo. Não entendi direito a ‘vibe’ daquelas músicas, fiquei procurando alguma de fácil assimilação, algum pop característico, de letra óbvia e melodia radiofônica… esse foi o meu erro. Durante alguns dias fiquei frustrado com o novo trabalho da Mrs. Carter e me afastei dele. Até que olhei bem direto para aquela capa toda preta, sem foto sexy ou em close-up, e me liguei: Não foi essa a intenção.
A ideia aqui é justamente fazer algo mais confessional, mais pessoal e fora dos padrões preestabelecidos – vide o lançamento, que foi algo sensacional e inesperado. Ao fazer as pazes com o álbum, me deixei curtir as músicas, compreendendo e, principalmente, sentindo o que estava por trás de cada uma: todas as camadas de interpretações, toda a pluralidade nas sonoridades e como são lindas as canções.
É um álbum realmente bem produzido, cheio de bons momentos como “Jealous” e “Mine” (só pra citar algumas) que mostram vulnerabilidade e sentimento mais genuínos do que todas as baladas que ela já lançou juntas. E é certamente o melhor da carreira dela disparado.
não achei o álbum perfeito algumas musicas não estavam tão boas e você deu 10 em quase todas. achei um álbum bom, nota 8 pra mim.
Senti falta de Grown Woman mesmo não sendo parte do disco é bônus