
Em Me. I Am Mariah… The Elusive Chanteuse, Mariah Carey decidiu mais uma vez falar de si mesma, agora de uma forma mais crua, natural, simples. Mas o que torna tudo lindo são as camadas diferentes de música para música. Veja a seguir…
Ao longo de sua carreira Mariah já vinha fazendo de sua vida todo um conceito, os álbuns contam sempre uma história moldada por ela, muitas vezes ela é o centro das atenções, porém a forma como isso é tratado é diferente em cada álbum.
Nesse álbum de 2014, Mariah Carey parece mais simples do que “Memories Of An Imperfect Angel” e mais natural do que a “Emancipation Of Mimi”, deixando-se levar através de estilos que ela vem desenhando desde o “Daydream”.

Passando pela era de ouro da Motown e pelo som Disco, chegando aos anos 90 e o atual Hop Hop, o álbum dá ênfase aos instrumentos orgânicos e deixa de lado sintetizados, tudo isso faz brilhar a voz e o estilo de Mariah.
Veja as notas de cada uma das faixas de “Me. I Am Mariah… The Elusive Chanteuse”:
1. Cry: Com uma letra falando de arrependimento, Mariah começa o álbum remetendo às suas primeiras músicas, ainda do Daydream. Em Cry o foco é sua voz e um piano, deixando a história da música soar e um refrão repetitivo para exemplificar que não tem mais nada a dizer. Nota: 10,0.
2. Faded: Apesar da batida produzida pelo Mike Will Made, a música R&B ficou doce e romântica. Nota: 9,5.
3. Dedicated: Como a anterior, a música remete ao R&B com sons orgânicos e a voz suave da cantora em destaque. O único problema é o refrão fraquinho. Nota: 8,0.
[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=oe1wtkkt9-E[/youtube]
4. #Beautiful: No single que virou hit a seis meses do lançamento do álbum, Mariah e Miguel conseguem produzir uma relíquia do R&B, com um suave toque retrô. Sim, a Hashtag continua. Nota: 10,0.
5. Thirsty: Essa é a música mais Pop e radiofônica, claro que por isso, esse é um dos singles do álbum. Nota: 10,0.
[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=5BYNma9wxxw[/youtube]
6. Make It Look Good: A música no estilo R&B traz de volta o som de clássicos da Motown, assim como “Cry” lembra muito as músicas de seus primeiros discos. Nota: 9,5.
7. You’re Mine (Eternal): Sua voz e letras suaves se misturam às batidas para criar a melhor midtempo do álbum, traz a voz inconfundível de Mariah. Podemos dizer que essa é uma música que somente ela poderia cantar. Nota: 10,0.
[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=toOlPqXW75A[/youtube]
8. You Don’t Know What To Do: Esse é outro momento pop, mas ainda assim, deixa um ar meio nostálgico da era Disco, principalmente pelo piano introduzindo o som animado do restante da música. Nota: 10,0.
9. Supernatural: A midtempo traz os Dem Babies, os filhotes de Mariah. Mas o que deveria ser algo bonitinho com as vozes de seus filhos acabou se tornando um pouco irritante, não ficou nada parecido com Boy (I Need You). Nota: 8,0.
10. Meteorite: Essa música vai entrar para o time de músicas que deveriam ser single. “Meterorite” é Disco, não pronta para as pistas de hoje, mas cantável e divertida, parece muito com as músicas de Donna Summer. Difícil ficar parado com uma música como essa. Nota: 10,0.
11. Camouflage: A balada começa tímida e depois acaba enaltecendo o poder de Mariah. Ela consegue guiar a música somente com a voz. Mas a música parece quebrar o ritmo do álbum. Nota: 9,0.

12. Money: Depois de músicas que flertaram com a Disco, R&B e Hip Hop, faltava os anos 90, podemos dizer que “Money” vai fazer você lembrar desses anos, sutilmente. Nota: 9,5.
13. One More Try: Essa é uma regravação de um hit de George Michael de 1987. A versão ficou bem fiel à original, apesar de Mariah ter se apropriado da música perfeitamente. Será que há a possibilidade dos dois cantarem juntos? Nota: 10,0.
14. Heavenly: Mariah termina a versão standart do álbum com uma música que é realmente a sua cara, sua voz ecoando em um arranjo simples e um coral fazendo a faixa brilhar. Nota: 9,5.

15. It’s A Wrap: Essa é a primeira música do Deluxe, trazendo a participação da diva R&B Mary J. Blige. Não dá pra saber porque ela decidiu que a parceria estaria somente no Deluxe, já que é uma música incrível. Você nota que a participação de Mary deveria ser maior. Nota: 10,0.
16. Betcha Gon’ Know: Diferente de It’s A Wrap, dá pra entender poque “Betcha” não está entre as principais, ela traz sintetizadores que não combina com o restante do álbum. A participação de R. Kelly é o trunfo da canção. Nota: 9,0.
17. The Art Of Letting Go: Essa seria a música-título do álbum. Ela quebra paradigmas por ser uma música R&B sem refrão, mas parecida com um poema cantado. Uma bela canção que não desperdiçada como “Triumphant”. Nota: 10,0.
[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=5mSezvKLxVM[/youtube]
No geral, “Me. I Am Mariah…” é um ótimo álbum com seu ar clássico e cheio de nuances, porém os maiores deslizes estão na parte artística. Apesar da linda capa, é algo que já vimos em seus trabalhos anteriores.
O título não poderia ser mais confuso, mesmo com um vídeo explicativo, talvez se resumisse a “Elusive Chanteuse” ou mesmo “Me. I Am Mariah.” soaria bem melhor. Essa bagunça faz o álbum se perder em suas características.
ME. I AM MARIAH… THE ELUSIVE CHANTEUSE | MARIAH CAREY

Vale a pena baixar: Cry, #Beautiful, Thirsty, You’re Mine (Eternal), You Don’t Know What To Do, Metereorite e One More Try.





Amo demais este trabalho de Mariah ! Diva