
O Funk Carioca está ultrapassando as barreiras e começa a chegar na Música Pop. Veja a seguir o que essas cantoras Pop fizeram com os sons do Funk carioca.
O Funk Carioca tem suas raízes ainda nos Anos 80 e sempre foi visto como um estilo musical dançante que anima as festas, mas também um estilo da favela, segregado, dos pobres, negros.
Para muitos, o estilo nem é uma forma de cultura, ou é algo sem valor algum. O que é algo completamente equivocado, o Funk é uma forma de expressão rica e cheia de significados, tanto para aqueles que à escutam, quanto para os que produzem as músicas, os formadores de opinião.

Mas o Funk carioca começou a quebrar barreiras no Brasil nos Anos 90, e na europa em meados dos anos 2000. Hoje, o funk vem ganhando forma dentro da Música Pop brasileira, que parece cada vez mais se limitar a cantores sertanejo e bandas de pop rock.
Mudando esse quadro, algumas cantoras resolveram utilizar os samples do Funk em suas músicas. Como foi o caso de Wanessa, com “Sticky Dough”, o single carro-chefe do álbum DNA, lançado em 2011.
[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=F4rRHhpvgMM[/youtube]
Na música, Wanessa mistura vários estilos como Dubstep, Pop e Funk, vários são os samples do Funk carioca na música.
Assim como Wanessa, outra cantora do meio Pop Eletro House também arriscou a inclusão do Funk em sua música mais recente: Lorena Simpson.
A loira que sempre emplaca hits nas pistas de dança de todo o país, utilizou o Funk na música “To The Ground”, lançada este ano e com direto a um clipe bem focado na cultura da favela, mesmo com as influências Pop americanas.
[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=PhnsDIKHijg[/youtube]
Se Wanessa e Lorena Simpson levaram o Pop ao Funk, uma das cantoras de maior sucesso popular hoje fez o caminho inverso.
Anitta repaginou o Funk e trouxe uma espécie de Pop utilizando os instrumentos característicos, além dos discursos sobre relacionamento e poder, tudo muito parecido com o ritmo do Rio.
[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=FGViL3CYRwg[/youtube]
Com “Show das Poderosas”, Anitta mostrou que uma cantora de Funk pode se tornar uma grande sensação popular.
E não foram somente cantoras brasileiras que usaram o som da favela. A cantora britânica M.I.A. em 2005 estreou na música com um álbum “Arular” cheio de referências do Funk. Tudo graças ao produtor Diplo, que conheceu o ritmo na europa e utilizou em várias músicas da cantora.
[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=2LFdPVf1diw[/youtube]
A mais famosa “Bucky Don Gun” virou sucesso até aqui no Brasil. O álbum fez muito barulho para um independente e se tornou sucesso em alguns países, incluindo os EUA.
Já com a cantora sueca Elliphant o funk chegou a pouco tempo, em Janeiro do ano passado ela lançou a música “Make It Juicy” em seu primeiro EP auto-intitulado.
[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=u5LtM7UZPAw[/youtube]
A produção é incrível e deixa qualquer um “babando”, assim como o sucesso de M.I.A., o funk está presente em toda a faixa.
Apesar do preconceito que a música sofre, (Ou você pensa que todas as músicas de Funk são ruins? Todas músicas de Pop são boas?) é claro que o Funk está mais próximo de todos e a cultura dos pretos, favelados e pobres devem ser ouvidas e, também, utilizadas em outros ritmos. E nós gostamos e torcemos por isso!




