Discografia

Voando alto

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Ele pula, brinca, usa fantasias, faz piada, canta, toca guitarra. Quando está em cima de um trio elétrico o cantor Durval Lelys, o Durvalino Meu Rei, não economiza energia e faz questão que o público gasta a sua também. Fã do rock de bandas como Pink Floyd, foi no coração da música baiana que ele encontrou abrigo quando decidiu deixar a faculdade de arquitetura de lado. Foi então que nasceu, em Salvador no ano de 1987, o Asa de Águia, banda cujo nome traz uma homenagem a um dos esportes de sua predileção: a asa delta. Em entrevista por email, Durval conta mais sobre sua intimidade com os palcos e ainda manda um recado para os fãs que estão ansiosos pelo Fortal 2010.

BLOG DISCOGRAFIA – O que vocês estão preparando para o Fortal 2010?

Durval Lélis Muita alegria e energia. Vamos fazer uma festa bonita, animada e não deixar ninguém parado, afinal o Fortal acontece só uma vez por ano!

BD – Em 2010, a Axé Music completa seus 25 anos. O marco foi o lançamento da música “Fricote”, de Luiz Caldas. O que mais mudou nesse gênero lá do começo até hoje?

DL O nosso carnaval virou uma vitrine para o mundo e hoje encontramos todos os ritmos, do axé ao eletrônico. Nesses 25 anos o axé cresceu mais ainda agregando força e conquistando mais fãs de diversas idades. O Asa, por exemplo, tem uma legião de fãs adolescentes que vem crescendo muito e isso é maravilhoso não só para nós mas também para o movimento do axé music.

BD – E nesse sucesso todo da música baiana, o Asa de Águia é uma das bandas fundamentais, principalmente, pelas micaretas. A que vocês atribuem este sucesso?

DL – Sempre acreditamos que o carnaval e o futebol eram as duas paixões do brasileiro. Optei pelo carnaval por ser apaixonado por música e ser um guitarrista. Deu certo e aqui estamos disseminando nossa música e alegria nas micaretas.

BD – Você é formado em arquitetura, mas, desde 1987, se dedica à música e ao Asa de Águia. Como aconteceu essa troca? Foi uma escolha difícil?

DL – Na época eu trabalhava num banco local daqui e resolvi largar tudo e me dedicar à música. Eu já tocava no bloco Pinel e queria ter a minha própria banda, foi quando resolvi fundar o Asa de Águia. Dificuldades sempre encontramos quando iniciamos qualquer coisa, mas tudo deu certo. Nosso som agradou e continua conquistando novos fãs até hoje.

BD – Com mais de 20 anos de carreira, hoje você é a cara do Asa. Sua irreverência, suas fantasias e o carisma já viraram marcas registradas. Qual é a sua sensação hoje quando pisa no palco para tocar com o Asa?

DL – Emoção… Você trabalhar levando alegria para as pessoas é uma sensação indescritível.