Por Camila Holanda (@camilasholanda)

Ao longo da carreira, Rubens lançou quatro discos, todos produções independentes: Assim, meio de lua… (1998), Segundas Intenções (2001), Todas as Tribos (2007) e Arteiro (2010). Neles, trabalhou de cantor intérprete e de compositor. Porém, o trabalho mais curioso e ambicioso é o songbook, como ele mesmo caracteriza, em que diversos cantores foram convidados.
Rubens meio que saiu distribuindo as composições em formato bem simples, apenas com voz e violão. A intenção era que os artistas ficassem interessados e gravassem com seus próprios arranjos e músicos escolhidos. Algum tempo depois, a resposta: as canções começaram a ser enviadas para ele. O que, inicialmente, era pra ser um disco, transformou-se num box com três. Cada um, com 15 gravações.
Os temas das letras são diversos, assim como os estilos e os arranjos. Nunca parecidos. De reggae a marchinha carnavalesca, a maioria das músicas tem a pegada de encantar ao ouvir pela primeira vez. Alguns exemplos são: Ciranda do amor (Leila
Pinheiro), Não me leve a mal (Edu Krieger), Diferente (Silvia Machete), Quase Brega (Cida Moreira) e Amor de dois (Chico César). No entanto, algumas músicas passam batidas, sem grande expressão, o que acontece muito em trabalhos extensos.