
Esse retorno, enfim, acontece cerca de um ano depois, mais precisamente esta noite. O local escolhido para a apresentação é o mesmo de um ano atrás, o Teatro do Via Sul. “Eu lembro da ótima energia do público, do show esplêndido e das caipirinhas que tinham no camarim”, comenta o músico em entrevista por email. Sem perder o bom humor, Pizzarelli vem agora para apresentar as canções do seu novo disco, Double exposure, lançado em maio deste ano. Ao seu lado, está a banda formada por seu irmão Martin Pizzarelli (baixo acústico) além de Larry Fuller (piano) e Tony Tedesco (bateria).
Depois da Bossa Nova, de Beatles e Nat King Cole, este novo trabalho do músico faz um passeio pelas praias ensolaradas do pop e do rock. “Eu selecionei canções que eu cresci ouvindo com artistas que eu adoro”, conta ele citando seus preferidos. Entre sucessos e canções mais obscuras, o repertório de Double exposure deu uma roupagem, ainda mais elegante e sofisticada para canções como Harvest moon (Neil Young), In memory of Elizabeth Reed (Allman Brothers) e Free man in Paris (Joni Mitchell). Fã incondicional de João Gilberto, Pizzarelli ainda jogou um banho Bossa Nova por cima de Rosalinda’s eyes (Billy Joel).
Mas, assim, como os sons que vêm de Liverpool, o Brasil também tem seu lugar cativo na vida do americano. Além de ser presença constante nos palcos tropicais, ele conta que agora tem incluído o Chorinho numa lista de preferências que já incluía Elis Regina, Djavan e outros. Saindo da música, ele completa: “Eu gosto da alegria que vejo nas pessoas do Brasil. Também a forma como a música está na vida das pessoas e o quanto elas são orgulhosas dos seus jogadores de futebol e músicos”. Sobre sua passagem por Fortaleza, infelizmente o tempo não permitiu muita coisa, mas foi possível pelo menos ver o mar pela janela do hotel. “É mesmo muito bonito”, elogia ele dizendo o que espera para este retorno à Cidade: “Mais do mesmo, diversão, música e amor”.