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50 histórias do mundo roqueiro são reunidas em livro

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Embora o assunto já tenha rendido centenas de publicações pelo mundo inteiro, a mitologia que gira em torno dos ídolos do rock continua atraindo a atenção dos curiosos. Confusões, excessos, casos extraconjugais, farras homéricas, inspirações malucas e viagens alucinadas se fazem presentes na história de qualquer ídolo pop de qualquer época. E é essa mitologia que vem contada no livro 50 fatos que mudaram a história do rock, de Paolo Hewitt. O autor é jornalista e já colaborou com publicações importantes para o mundo pop, como a Melody Maker.

Lançado pela editora Verus, esse novo livro de Hewitt é um apanhado de algumas histórias que, na visão do autor, tornaram-se marcantes para os protagonistas do pop e do rock e, de alguma forma, ajudaram a redefinir um dos estilos mais populares que se tem conhecimento no mundo. Organizado em pequenos textos que fluem numa narrativa leve e informativa, 50 fatos… tem como princípio uma ideia cronológica. O ponto de partida é 1960, com a ida de Elvis Presley, ídolo maior da transgressão dos anos 50, ao programa de Frank Sinatra, cantor conservador, até então, avesso a modismos. O encerramento do livro se dá na morte de Michael Jackson, em 2009.

Pegando os personagens escolhidos para abrir o fechar o livro, já dá pra entender que o entendimento de rock para Hewitt é elástico. Da mesma forma, é elástica a ideia de “mudaram a história”. Talvez esse seja o porém da seleção de fatos feita pelo autor. Nem tudo que está ali foi capaz de mudar a história do rock. O primeiro show de Jimi Hendrix nos EUA, a morte de Ziggy Stardust pelo sei pai David Bowie e a morte de John Lennon são, de fato, histórias fundamentais para se compreender o rock. No entanto, o mesmo não pode ser dito da implicância da imprensa com Boy George ou do desaparecimento de Richey Edwards, guitarrista do Manic Street Preachers.

Há também a presença de personagens que, no máximo, orbitam o mundo roqueiro, como Madonna, Sinéad O’Connor, Bob Marley e James Brown. Cada um foi importante no seu tempo e no seu assunto, mas nenhum desses fazia rock. Brown, talvez, seja um cara do rock, mas é algo aberto a polêmicas. Ainda assim, pesa a favor de Paolo Hewitt a qualidade das suas análises e da edição, feita com papel de qualidade e recheada de boas fotos. O pecado, talvez, tenha sido fechar o título para um único estilo.

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