Discografia

Céu fala sobre a turnê Caravana Sereia Bloom, que passa essa noite por Fortaleza

Ceu_credito_Renan_CostaQuem já ouviu os discos da cantora e compositora paulistana Céu, já conhece seu jeito manso de se expressar. Cantando ou conversando, é assim que ela defende suas palavras. No entanto, a despeito do título do seu segundo disco, Vagarosa, ela tem construído uma carreira sólida no Brasil e no exterior, sem abrir mão do próprio estilo e respeitando o próprio ritmo. “Tenho sido honesta com minha música”, confirma a artista em entrevista por telefone. Perto de vir a Fortaleza para apresentar seu terceiro trabalho, Caravana Sereia Bloom, lançado em 2011, ela falou sobre a repercussão que seu trabalho tem conquistado no exterior, bem como das parcerias que têm feito com músicos cearenses. Acompanhe.

DISCOGRAFIA – Esta é a primeira vez que você traz o Caravana Sereia Bloom a Fortaleza. Como vai ser o show?

Céu – É tardiamente até que eu chego em Fortaleza, onde eu tenho tantos amigos. Esse show já tá rodando o Brasil e lá fora há cerca de dois anos. Pretende levar o show exatamente como tenho apresentado nesse tempo, com a iluminação, figurino que tenho usado. É tudo muito baseado no Caravana, mas com músicas dos outros discos que o público pede. E vou acompanhada do Lucas Martins (baixo), Bruno Buarque (bateria), DJ Marco (vocais, samples) e Dustan Gallas (guitarra).

DISCOGRAFIA – Mesmo sendo a mesma apresentação, o que esse show ganhou com o tempo?

Céu – Na estrada, o show sempre vai ganhando mais molho e vai ficando mais redondo. Tá muito gostoso rodar com ele. Nós (ela e a banda) temos um entrosamento de longa data. E isso ajuda muito ao show. Já estamos no segundo ano. É muito show. Muito show.

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DISCOGRAFIA – Você é uma das mais bem sucedidas cantoras brasileiras no exterior, sem cantar Bossa Nova. E, no Brasil, não é comum lhe ouvir no rádio ou na TV. Seu circuito maior é fora do Brasil?

Céu – (O circuito) nunca foi mais fora do Brasil. É que reverbera bastante quando eu toco lá fora. Sai em jornais e revistas, mas nunca foi prioridade a carreira internacional.

DISCOGRAFIA – Mas o seu som tem boa recepção fora?

Céu – Eu acho… É difícil responder. Estou há muito tempo fazendo isso. Desde o primeiro disco, já tinha uma história lá. Isso vai muito da inteligência de quem fechava os shows lá. Quando você mostra seu som pra pessoas de outras culturas, ele vai se espalhando. Eu construí uma historinha lá e sempre com o mesmíssimo show (que faz no Brasil). Até já tentaram que eu fizesse outro tipo de música, mas não quis.

ceuDISCOGRAFIA – Você tem um modo particular de lidar com a carreira, com lançamentos distantes um do outro e nenhum DVD até agora. Tem medo da exposição?

Céu – Eu acho que tem a ver com meu temperamento de vida. Não sou unicamente uma artista. Sou mãe e tenho outras coisas pra cuidar. Pra contar novas histórias novas tem que viver novas histórias. Não tem a ver com meu modo de composição. Acontece que, hoje em dia, dois anos e o disco já é considerado velho. Eu não acho isso. Não tenho DVD não é por escolha. É por falta de oportunidade e esse ano ele (DVD) sai. Não sou vagarosa. É um conjunto, uma série de decisões. Tenho sido honesta com minha música. Não é uma coisa estratégica.

DISCOGRAFIA – Você faz parte de uma geração de artistas que conta com cearenses na banda, caso também do Otto e da Bárbara Eugênia. O que procura no som de gente como o Fernando Catatau ou Dustan Gallas?

Céu – Eu sou fã do Cidadão Instigado. Conheço o Catatau há muitos anos. Eu participava da banda do Beto Villares e o Fernando tocava guitarra. Desde então, é uma história longa de convivência. Eu tô sempre vendo o que eles estão fazendo e é uma banda que tem muito comprometimento com o próprio som. Eles têm espalhando um som bacana. Os músicos do Cidadão são muito firmeza. Além disso, a Isadora Gallas, mulher do Dustan, é quem faz o meu figurino. Eu vejo alguma coisa cearense no que eles fazem, mas é certamente diferente do que você vê. O cearense tem uma personalidade muito cearense e todos têm muito humor.

DISCOGRAFIA – Além do seu trabalho individual você montou projetos paralelos como o Sonantes. Alguma chance de reativar essa banda e gravar um novo disco?

Céu – Caramba! Acho difícil, viu? Nunca diga nunca, mas é difícil por que foi um disco que a gente fez de uma forma meio maluca. Acho difícil fazer um número 2. Agora, eu dificílimo. Mas nunca diga nunca.

Serviço
Céu – Caravana Sereia Bloom
Quando: sexta-feira (4), às 21h
Onde: Órbita Bar (Rua Dragão do Mar, 207 – Praia de Iracema)
Quanto: R$ 40. À venda no quiosque da Bilheteria Virtual (Del Paseo), escritório da Rádio Órbita (R. Dragão do Mar, 6 – Praia de Iracema), site da Bilheteria Virtual e no local
Outras informações: 3453.1421

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