Discografia

Depois das férias e da Copa… (2)

Vamos a mais alguns discos que chegaram pouco antes ou durante minhas férias no mês de junho. A seleção é misturada mesmo e não está seguindo nenhuma ordem preestabelecida. Simbora.

1. Moreno Veloso – Coisa boa (Maravilha8/ Pomelo Produções)

img-1022992-moreno-veloso-coisa-boaLonge da popularidade inabalável do pai Caetano, Moreno já tem uma longa história na música que caminha na própria velocidade e ainda pode surpreender muita gente. Este novo trabalho tem algo de Canções praieiras, algo de João Gilberto, algo do trio +2, nada da Orquestra Imperial e muito do próprio Moreno. Em Coisa boa, menos é mais e, mesmo no samba baiano Não acorde o neném, os arranjos mínimos é quem dão o tom. Sem muita pretensão, o sobrinho de Maria Bethânia apenas bota pra fora tudo o que aprendeu ao longo da vida.

2. Vanessa Longoni – Canção para voar (independente)

cantora.gaucha.vanessa.620Gaúcha radicada no Rio de Janeiro desde 2010, Vanessa buscou o clima ensolarado da Cidade Maravilhosa neste que é seu segundo disco. O trabalho é constituído do que se chama mais comumente de MPB, sem invenções, riscos ou arroubos. A voz da intérprete também se mantém na retaguarda, sem se expor por completo. O repertório é inédito e poderia ser melhor aproveitado com um pouco mais de calor. A música que dá nome ao disco, por exemplo, é bonita, mas não chega a empolgar. (P.S.: Mais uma vez, não consegui encontrar a capa do disco. Logo que achar, eu coloco)

3. Celso Sim – Tremor essencial (Circus Produções)

image_20Nada parece ser tão comum no trabalho de Celso Sim (Celso Pacheco Simões), mas também nada parece hermético ou cabeçudo. É só boa música, com bons arranjos e uma ousadia bem dosada, que pode estar na letra, no arranjo ou nas intenção. Dando grande valor à palavra, que vem emoldurada em arranjos intrigantes, este Tremor de Celso traz coisas como “Quando você vai embora, avassala-se em mim corrosiva erosão” (Siderada) ou “E foda-se o iluminismo. Na terra de Santa Cruz, apagaram o candeeiro e privatizaram nossa luz” (Tupitech). A propósito, o disco ainda tem participações de Arnaldo Antunes e Elza Soares. Tá bom, ou quer mais?

4. Pedro Lima – Liberdade

78-3Paulistano com 15 anos de carreira e trabalhos prestados a nomes como Marina de la riva, Fabiana Cozza e Simoninha, Pedro Lima liquidifica suas boas influencias nesse segundo disco. Com muita elegância, ele mostra nove faixas que balançam entre a MPB e o jazz, ambos sem caretice. Como quem estudou cada movimento de César Camargo Mariano e João Donato, ele apresenta um trabalho de alto nível que tende a crescer com o tempo.

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