Discografia

Tetê Espíndola comenta o show de hoje em Fortaleza

Tetê Espíndola e Alzira E dividem o palco da Caixa Cultural de Fortaleza na tarde de hoje. Por conta das chuvas que invadiram o equipamento no último sábado, as três sessões programadas para o fim de semana foram deslocadas para hoje.

No encontro, as irmãs de Campo Grande relembram suas carreiras individuais e o projeto em duo Anahí, lançado em 1998. Abaixo, Tetê detalha suas impressões sobre o projeto. Em outro post, é Alzira E quem conta sua versão. Confira.

DISCOGRAFIA – Como será esse show em Fortaleza?
Tetê – O repertório desse encontro valoriza o dueto de duas irmãs que gostam de cantar juntas desde sempre. Além de guarânias e polcas que marcaram a nossa infância, vamos cantar clássicos da nossa música de raiz, que estão na memória de cada brasileiro para que todos possam cantar com a gente e alimentar a alma.

DISCOGRAFIA – Apesar de só terem gravado um disco em dueto, a parceria com sua irmã Alzira já vem de muitos anos. O que você mais gosta desse show em parceria com ela?
Tetê – A gente tem uma “cumplicidade” de sangue pois convivemos desde a infância com nossas fantasias e brincadeiras. A musicalidade familiar que aflorou na adolescência e vibra até hoje em parcerias é o que me move com  muito prazer pra manter esse show vivo há quase 20 anos.

DISCOGRAFIA – Além das vozes, esse show tem um encontro de instrumentos de cordas bem curioso. Como são criados os arranjos desse show?
Tetê – Os arranjos que fazemos com a minha  craviola e violão “chão” de Alzira E são intuitivos e detalhistas pois ensaiamos sempre pra não perdê-los de vista, uma mistura perfeita para as nossas vozes tão opostas.

DISCOGRAFIA – Seu repertório passa por canções urbanas e outras que remetem aos interiores do Brasil. Que espaço essas duas porções ocupam na sua carreira hoje? Alguma delas te agrada mais?
Tetê – Bom agora vamos falar da minha multiplicidade, essa parceria do CD Anahí é uma das minha facetas que estão na estrada. Tenho amadurecido pelos palcos da vida o meu Craviolando onde mostro um repertório de composições especialmente feitas na craviola esse instrumento que toco há mais de 30 anos. Em Recife, também pelo edital da Caixa ano passado, nasceu o show Cantando e contando os festivais, onde sou apenas a interprete acompanhada por um trio com a participação bem especial do violão e voz de Sérgio Espíndola, mais um irmão talentoso. Cantando músicas que marcaram a minha trajetória dentro desses 50 anos da história dos festivais da MPB até o Festival dos festivais em 1985 onde canto  Escrito nas estrelas.

DISCOGRAFIA – Atualmente, a música sertaneja é uma das principais forças da indústria fonográfica, mas numa versão pop voltada para grandes públicos. Qual sua opinião sobre esse rótulo do “sertanejo universitário”?
Tetê – A música brasileira tem seus “modismos” e publico para todas essas vertentes ainda bem né? Tento acompanhar o que rola por aí dando uma “pausa” na  MPB que valoriza a boa  poesia e sutilezas de instrumentação.

DISCOGRAFIA – Seu filho Dani Black é uma sensação entre os novos nomes da música brasileira. O que você tem achado do trabalho? De que forma você contribui com a carreira dele?
Tetê – Dani Black é um guerreiro nato. Ele, com sua guitarra e seu carisma, vai abrindo espaço para suas belas canções e sua voz privilegiada pelo DNA de uma família que canta e faz poesia há muito tempo.

DISCOGRAFIA – Sua música já esteve em muitos festivais internacionais, inclusive de jazz. Como anda essa carreira internacional? Por onde você tem cantado?
Tetê – Em  Paris, onde mantenho uma parceria artística com o compositor e produtor francês com alma brasileira  o Philippe Kadosch. Acabei de concretizar um novo projeto Outro Lugar, gravado em Campo Grande MS, com o melhor time de instrumentistas, que atuam com a minha craviola e minhas canções, mixado e masterizado por Kadosch, estou muito feliz e animada com esse momento logo mais vou lançá-lo pra os ouvidos atentos.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.