Discografia

Alzira Espíndola comenta seus 30 anos de carreira

Por email, Alzira E dá suas impressões sobre o show que traz a Fortaleza.

DISCOGRAFIA – Como será esse show em Fortaleza?

Alzira E – Devo lhe dizer que me apresento como Alzira E, nos últimos 10 anos, pois temos uma família grande e talentosa. Achei melhor trabalhar com uma marca nominal, individual e poder ser uma soma para a família. É com muito prazer tocar para o público de Fortaleza, ter a oportunidade de estar no Nordeste do nosso país com esse repertório memorável e basicamente do Sul.

DISCOGRAFIA – Apesar de só terem gravado um disco em dueto, a parceria com sua irmã Tetê já vem de muitos anos. O que você mais gosta desse show em parceria com ela?

Alzira E – O albúm Anahí se tornou um símbolo de união pra nós, dedicado a nossa mãe, nos conforta e nos leva a uma viagem desde a infância até os dias de hj!

DISCOGRAFIA – Além das vozes, esse show tem um encontro de instrumentos de cordas bem curioso. Como são criados os arranjos desse show?

Alzira E – A linguagem sonora dos nossos instrumentos também foi um presente desse encontro, pois existe uma complementação entre o violão e a craviola , virando uma espécie de marca registrada nossa, nesses arranjos.

DISCOGRAFIA – Esse ano seu disco de estreia completa 30 anos. O que esse álbum representa para você hoje? Com a passagem do tempo, o que ele ganhou ou perdeu para você?

Alzira E – 30 anos passam rápido no final das contas, ainda sinto muito a apresentar, aprender, ousar. Ele carrega a pureza da voz ainda jovem e imatura, a frágil linha que já aparecia no caminho das minhas composições. O bom é que não sinto falta de nada, nem ganhos nem perdas.

DISCOGRAFIA – Seu disco de estreia foi produzido por Almir Sater, um dos principais compositores da música sertaneja. No entanto, esse termo “música sertaneja”, hoje, remete, a uma cena apelidada de “sertanejo universitário”, que é uma maior força da indústria fonográfica atual. Qual sua opinião sobre essa cena do “sertanejo universitário”?

Alzira E – Eu acho que são mais manobras do mercado, de cuja cena me mantenho afastada, mas ainda existe o sertanejo verdadeiro, a música que reflete o mundo brejeiro, a viola caipira, as festas tradicionais e rurais.

DISCOGRAFIA – Você foi muito próxima do Itamar Assumpção, um compositor que ainda desperta curiosidade e vem passando por um processo de redescoberta nos últimos anos. Pra você, quem é Itamar Assumpção e qual a importância de ouvir suas músicas ainda hoje?

Alzira E – Itamar tem importância na minha carreira e na minha vida pessoal. Em 2015 lancei o CD O Que Vim Fazer Aqui, só com parcerias inéditas com ele, do nosso arquivo de composições, que não foi pequeno. Estou levando alguns exemplares desse CD para o publico de Fortaleza, esse disco que tem me dado muitas alegrias nesses dois últimos anos. Itamar esta sempre vivo nos meus dias!!

DISCOGRAFIA – Esse ano você completa 60 anos. Se eu pudesse te dar de presente uma parceria inédita com qualquer compositor, vivo ou morto, com quem gostaria de fazer uma música e por que?

Alzira E – Talvez eu sonhasse em ter uma parceria com Guimarães Rosa, pois o acho fantástico, e o rítmo e a profundidade que tem em as suas estorias. Seria lindo acompanhar ao violão!!