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Valeska Andrade

Dados preliminares de uma pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) indicam que 45% das brasileiras que dão à luz não planejam a gravidez. O estudo Nascer no Brasil: Inquérito sobre Parto e Nascimento já ouviu 22 mil mulheres, de um total de 24 mil que serão entrevistadas em 191 municípios. O levantamento, de acordo com a Fiocruz, tem como objetivo conhecer as principais complicações maternas e de recém-nascidos registradas no País, por meio de informações sobre interrupção de gravidez, assistência pré-natal, e local e acompanhamento do parto. Dados aferidos até o momento mostram ainda que 53% dos partos no Brasil são por meio de cesariana, com prevalência nas regiões Centro-Oeste e Sudeste.

Fonte: Diário de Pernambuco (PE)

Valeska Andrade

As autoridades de saúde dos Estados Unidos decidiram recomendar com ênfase que meninos com idade entre 11 e 12 anos sejam vacinados contra o HPV. Até agora, essas vacinas eram dadas regularmente apenas em mulheres e meninas. O HPV pode causar verrugas e levar ao desenvolvimento de câncer do colo de útero. Está associado também ao câncer de pênis, tumores anais e de orofaringe. No Brasil, a vacina pode ser tomada apenas na rede privada. A incorporação ao calendário de imunização público do País está sendo discutida. “É necessário estudar o custo e os benefícios dessa medida. Somente para meninas, a vacinação na rede pública levaria ao incremento de quase três vezes o orçamento do Programa Nacional de Nacional de Imunizações”, disse o epidemiologista Jarbas Barbosa, Secretário de Vigilância em Saúde.

Fonte: Revista IstoÉ

Valeska Andrade

Depois dos eletroeletrônicos, do cartão de crédito e dos móveis, a educação entrou no radar da nova classe média, segundo João Paulo Cunha, consultor da Data Popular. Segundo ele, é crescente o interesse dessas famílias em trocar o ensino público pelo privado para seus filhos. Esses pais querem dar aos filhos algo que muitos deles não tiveram. A projeção do Data Popular é que a classe C supere, nos próximos anos, os gastos dos mais ricos com a educação. Em 2012, os brasileiros devem gastar com educação 7,5% mais que em 2010, já descontado o efeito da inflação. O levantamento, que foi feito com base nos números da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela que, do total de despesas com educação da classe média, 76% vão para matrículas e mensalidades.

Fonte: Gazeta do Povo (PR)

Valeska Andrade

Alguns estudantes são a prova de que brilho individual é peça importante para superar a precariedade do ensino brasileiro. Isso porque está em curso uma mudança que tem embasado a maior presença de alunos oriundos da educação pública nas salas de aula dos principais centros acadêmicos do País. “Antes, uma série de alunos de escola pública com grande potencial não chegava à academia por achar que não conseguiria passar no vestibular”, avalia o cientista social Juarez Dayrell, coordenador do Observatório da Juventude da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Isso mudou. “Na última década houve uma transformação de imaginário que colocou na ordem do dia das camadas populares o desejo de ir à universidade”, considera Dayrell, que observou essa tendência em uma pesquisa com 245 jovens do ensino médio público paraense.

Fonte: Revista IstoÉ

Valeska Andrade

No conjunto dos países desenvolvidos e das principais economias emergentes, nenhuma outra nação reduziu tanto a diferença entre ricos e pobres nas últimas duas décadas quanto o Brasil. Entre 1995 e 2008, o coeficiente de Gini caiu de 0,605 para 0,549. Na comparação dos extremos da população nacional, o avanço também foi impressionante. Em 1995, a renda média dos 10% mais ricos era 83 vezes a dos 10% mais pobres. Essa relação passou para menos de cinquenta vezes em 2008. Trata-se do melhor desempenho em um ranking de 29 países elaborado a pedido da revista Veja pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). “A renda dos pobres aumentou em níveis chineses e a dos ricos no mesmo ritmo de um país europeu estagnado”, diz o economista Marcelo Neri, da Fundação Getulio Vargas.

Fonte: Revista Veja

Valeska Andrade

Em artigo, Mozart Neves Ramos, conselheiro do Todos Pela Educação e membro do Conselho Nacional de Educação, analisa os quatro primeiros relatórios de monitoramento das cinco metas do movimento Todos Pela Educação, o De Olho nas Metas. Os dados revelam avanços importantes nas séries iniciais do ensino fundamental, tanto no atendimento quanto na aprendizagem e conclusão escolar. “Por seu lado, eles mostram uma nítida estagnação na aprendizagem nas séries finais dos ensinos fundamental e médio, especialmente em matemática”. Na média nacional, apenas 5,8% dos estudantes do ensino médio sabem o que esperado para suas séries. “É chegada a hora de tomar decisões estratégicas. Caso contrário, teremos um País de economia próspera, mas incapaz de formar os nossos jovens para aproveitá-la”, conclui.

Fonte: Correio Braziliense (DF)

Valeska Andrade

A obesidade em crianças e adolescentes será tema de uma campanha anual do Ministério da Saúde que envolverá, neste ano, cerca de 5 milhões de estudantes de escolas públicas do País. Até esta sexta-feira, equipes de saúde vão pesar os alunos, calcular o índice de massa corporal e fornecer orientação nutricional. Estudantes com excesso de peso poderão ser encaminhados a unidades de saúde. A Semana de Mobilização Saúde na Escola tem como público alvo alunos de 5 a 19 anos de 22 mil escolas em 1.938 municípios (cerca de um terço das cidades do País). Segundo o secretário nacional de Atenção à Saúde do ministério, Helvécio Magalhães, o objetivo é evitar “uma tragédia futura, que é uma geração de obesos, hipertensos e diabéticos”.

Valeska Andrade

A partir do próximo semestre, os carrinhos de bebê terão que passar por avaliação do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) antes de chegarem às lojas. A medida foi tomada após levantamento apontar que esses itens estão entre os principais causadores de acidentes com crianças no País. “Os fabricantes terão um prazo para se adequar ao processo, e ao final de três anos teremos a medida totalmente implementada”, disse o chefe substituto da Divisão de Programas de Avaliação da Conformidade do Inmetro, Leonardo Rocha. Um dos problemas comuns está relacionado ao cinto de segurança, que pode causar estrangulamento. De acordo com o instituto, 15% dos relatos de acidentes feitos ao Inmetro entre 2007 e 2012 foram com itens para crianças e, destes, 8,7% ocorreram com carrinhos.

Fonte: Folha de S. Paulo (SP) e Zero Hora (RS)

Valeska Andrade

As próximas gerações devem aprender programação com tanta naturalidade quanto seus pais aprenderam a montar quebra-cabeças. A disciplina, defendem estudiosos norteamericanos, é uma espécie de “nova matemática”. Uma equipe de pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e da Universidade de Tufts, nos Estados Unidos, já está se preparando para educar as crianças dessa nova era. Eles pretendem ensinar a linguagem dos computadores para crianças da pré-escola, na faixa entre 5 e 7 anos, ao mesmo tempo em que elas aprendem o beabá. “Programação é apenas mais uma maneira de se expressar, assim como desenhar com giz de cera, construir com blocos de Lego e aprender a escrever”, argumenta Mitchel Resnick, pesquisador do MIT e um dos idealizadores do projeto.

Fonte: Correio Braziliense (DF)

Valeska Andrade

O acesso à pílula do dia seguinte no Sistema Único de Saúde (SUS) é precário e as adolescentes são as que mais encontram dificuldades ao buscarem o medicamento. Embora diretrizes do Ministério da Saúde garantam o direito à privacidade e ao sigilo de suas informações, muitos postos exigem a presença de pais ou responsáveis para liberar o contraceptivo de emergência. “É uma hipocrisia e um total contrassenso”, diz a pesquisadora Regina Figueiredo, do Instituto da Saúde. “Se a adolescente chega grávida, aos 15 anos, ela será atendida no posto porque ganha um status social de adulta. Se chega pedindo contraceptivo, não consegue”, diz. Embora a taxa de gravidez na adolescência tenha caído na última década, 23% dos partos realizados no País ainda são de jovens entre 15 e 19 anos. Estima-se que um quarto dos abortos provocados estejam nessa faixa etária.

Fonte: Folha de S. Paulo (SP)