Fisioterapia & Saúde

Momento Emocionante

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Estou completando 15 anos de formado em Fisioterapia essa semana, foram grandes momentos, mas tenho certeza,  minha maior emoção foi formar  a primeira turma de fisiotarpia da FANOR, era o reconhecimento e esse foi meu discurso: Ilmo.Sr. Carlos Alberto Filgueiras presidente do grupo FANOR faculdades do nordeste, Ilmo.sr. Lourenço Damata Diretor geral da FANOR campus Dunas, Ilmos. Amigos e coordenadores que compõem a mesa, Ilmos. Professores os quais nesse momento tenho a honra de representar, Sras., Srs., Caros formandos. Certamente esse é um momento de celebração. Constata-se a vitória de homens e mulheres perseverantes, que superaram adversidades e acreditaram no alcance de metas pré-estabelecidas, vocês fomentaram sonhos e hoje assistem à realização, nosso papel como educador nesse momento é de exaltar tamanha coragem, ao mesmo tempo dizer é apenas o  início e vos perguntar, como será a próxima segunda feira? O dia vai amanhecer e vocês não irão a FANOR, para onde ir? Uns responderão já consegui minha primeira oportunidade, muitos dirão vou buscar minha primeira oportunidade, alguns dirão ainda é muito cedo tenho tempo e outros estarão convictos de que nada tem a fazer, insistindo na tecla ” tudo é muito difícil”, procurando justificativas injustificáveis para as dificuldades. Permita-me contar-lhes uma pequena estória: “em certo lugar distante existia uma cidade e próximo dela residia um sábio muito famoso por seus conselhos e conhecimentos. Residia, porém na cidade uma menina muito sagaz, que na sua sabedoria adolescente resolveu desafiar o sábio. Disse ela aos seus companheiros de folguedos: ‘Vou vencer o famoso sábio. Levarei uma pequena borboleta em minha mão e perguntarei ao sábio: ‘Sábio, a borboleta em minha mão está viva ou morta? ’ Se ele me responder: ‘Está viva! ’ Eu a esmagarei em minha mão. E se ele disser: ‘Está morta! ’ Eu abrirei minha mão e a borboleta voará invicta e ele terá errado! E se pôs a menina em direção à casa do sábio. Lá chegando, perguntou-lhe: ‘Sábio, a borboleta em minha mão está viva ou morta? ’ E ele, fitando a menina e com toda sua sabedoria respondeu: ‘A resposta está em suas mãos’”. Caros formandos vocês foram capazes de sonhar com esse momento, não permitam  as dificuldades serem guia nesse novo caminho em suas vidas, Lembrem a resposta está em suas mãos, certamente através de algo que os definam vitoriosos: “Atitude”, Citarei um momento de atitude recente que me chamou atenção:- Ano passado ao comemorar seus cem anos de idade Oscar Niemeyer foi indagado por um repórter: O Senhor Tem medo da morte? Ele respondeu. “Não, temo não ter tempo para terminar projetos que estou executando”. É preciso ter coragem para enfrentar pressões, para ser questionado e avaliado constantemente, vos pergunto, vocês têm idéia de quantas provas nesses últimos anos fizeram? Quantos trabalhos? Quantos eventos participaram efetivamente? Quantas reuniões? O que constatamos é que vocês são verdadeiramente homens e mulheres de atitudes, não só vocês, mas todos aqueles que durante esses últimos anos habitaram nesse cenário, por isso essa noite se faz festa e a emoção nos preenche a alma nos tornado mais digno de nossa missão que vai além do indivíduo, e abraça a coletividade. Tenham certeza existe uma sociedade inteira necessitando de profissionais com habilidades de transformar a história, mas como fazer algo tão complexo? Eu diria a vocês: encantando pessoas, “encantando uma gente que rir quando deveria chorar” parafraseando Milton Nascimento, eu diria a vocês que para encantar é preciso recrutar a poesia de Chico Buarque de Holanda em que diz: A minha gente sofrida

Despediu-se da dor

Pra ver a banda passar

Cantando coisas de amor

O velho fraco se esqueceu do cansaço e pensou

Que ainda era moço pra sair no terraço e dançou

A moça feia debruçou na janela

Pensando que a banda tocava pra ela

A marcha alegre se espalhou na avenida e insistiu

A lua cheia que vivia escondida surgiu

Minha cidade toda se enfeitou

Pra ver a banda passar cantando coisas de amor

Vitoriosos são os que sabem encantar pessoas, assim como a banda que passa cantando coisas de amor, formandos cabe a cada um de vocês tornarem os seus dias um acontecimento e somente através da transpiração, do trabalho árduo serão capazes de degustar o sabor da vitória. Alguém algum dia disse: “É inevitável que nas solenidades de colação de grau a magia do tempo envolva o orador, transpondo-o para o passado. É quase impossível não ceder à nostalgia e retroceder no tempo, deixando as lembranças tomarem forma em nossa mente para rememorar”.Permito-me retornar ao dia em que fomos convidados por você Damata para enfrentar aquele que seria o maior dos desafios, sermos fundadores de uma nova faculdade em uma instituição que se iniciava e tinha como maior fortuna a vontade de ser uma grande instituição de ensino superior no nordeste do Brasil, não posso deixar de dizer parabéns Degas pela sua coragem empreendedora, pela sua capacidade de promover mudanças às quais rompem fortes muros de concretos, transformando a FANOR em uma grande instituição, parabéns formandos por que a realidade hoje vivida é fruto da credibilidade de cada um de vocês.Nessa etapa vencida por vocês, desejamos sucesso. A nossa continua, temos muitos outros que almejam em suas vidas esse momento e seremos fortes colaboradores, não mediremos esforços para facilitar que muitos outros sonhos sejam realizados. Quanto ao nosso relacionamento, apenas começamos um novo tempo, porque as portas dessa casa e dos nossos corações estarão abertas a cada um de vocês. Finalizando minhas palavras, gostaria de citar uma composição de Milton Nascimento:

 Todos os dias é um vai-e-vem

A vida se repete na estação

Tem gente que chega prá ficar

Tem gente que vai

Prá nunca mais…

Tem gente que vem e quer voltar

Tem gente que vai, quer ficar

Tem gente que veio só olhar

Tem gente a sorrir e a chorar

E assim chegar e partir…

São só dois lados

Da mesma viagem

O trem que chega

É o mesmo trem

Da partida…

A hora do encontro

É também, despedida

A Plataforma dessa estação

É a vida…