Fisioterapia & Saúde

Os árbitros de futebol com direito a sessões de fisioterapia.

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Os árbitros de futebol nunca estiveram tão bem preparados física e tecnicamente, mas também nunca tiveram suas ações tão bem vigiadas. Para a Copa da África, que começa dia 11 de junho, os 30 árbitros, de 28 países, escolhidos pelo Comitê de Árbitros da Fifa, sofrerão a marcação rígida de 18 câmeras de TV, sempre de olho em suas falhas. Preocupados em estar sempre em cima do lance, os árbitros passaram por uma preparação física específica, com direito a sessões de fisioterapia, programas especiais de nutrição, tudo com acompanhamento de profissionais. “Hoje, os árbitros são muito melhores do que eram na minha época”, afirma Renato Marsiglia, que trabalhou no Mundial dos Estados Unidos, há 16 anos. “Na minha época houve uma reunião três meses antes do início da Copa e mais nada. Cada árbitro tinha que se preparar sozinho. Armar seu próprio treinamento e bancar com todos os custos necessários”, lembra. “Atualmente, os árbitros pré-selecionados já foram a vários encontros, inclusive reuniões promovidas pela Confederação Sul-Americana”, diz Marsiglia, que aponta as federações de São Paulo e do Rio Grande do Sul como as únicas do País com boa organização. Segundo ele, “apesar da melhora na estrutura, os juízes continuam sendo amadores em um mundo profissional.” Vida de atleta. Marsiglia lembra o fato de que os árbitros atingem um alto grau de credibilidade na Fifa em torno dos 35 anos e são exigidos a ter um condicionamento físico capaz de acompanhar o ritmo de jogadores de “20 e poucos anos”. “As competições mais difíceis para se trabalhar são as sub-20. Os garotos correm demais e fica complicado acompanhar as jogadas. É preciso que os árbitros tenham uma vida de atleta”, compara. Os cerca de US$ 35 mil pagos aos juízes pela participação na Copa mostram que a diferença para os jogadores segue muito grande. “Esse valor tem muito atleta que ganha por dia”, brinca Marsiglia, que também trabalhou como juiz de basquete. Sem renovação. Segundo Marsiglia, que também trabalha como comentarista de TV, a lista dos juízes sul-americanos para a Copa não mostra surpresas. “Demonstra que não houve renovação na arbitragem.” No Brasil, Leonardo Gaciba seria o árbitro indicado para ir à África do Sul, mas o gaúcho não passou nos testes físicos, o que permitiu que Carlos Eugênio Simon fosse escalado para apitar em seu terceiro Mundial consecutivo. “Houve um descuido por parte do Gaciba, que aos 36 anos não conseguiu fazer o que o Simon fez com 44 anos.”  Simon supera Armando Marques (que esteve nas Copas de 1966, na Inglaterra, e 1974, na Alemanha) e Arnaldo Cezar Coelho (1978, na Argentina, e 1982 na Espanha). O gaúcho Altemir Haussman e o paranaense Roberto Braatz serão os auxiliares brasileiros na Copa.

Por: Wilson Baldini Jr. – O Estado de S.Paulo

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