Fisioterapia & Saúde

Traje Espacial Russo Ajuda Crianças com Paralisia Cerebral

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Vestimenta foi criada 40 anos atrás para evitar o enfraquecimento dos ossos e dos músculos dos astronautas Um traje criado por cientistas russos para ser usado no espaço está mudando a vida de crianças com paralisia cerebral. Para Andreza, caminhar ainda é um enorme desafio por causa da paralisia cerebral. Quando ela usa a roupa especial a postura melhora e os passos são dados com mais segurança. Para a mãe, a dona de casa Ana Cláudia de Jesus, a realização do maior sonho da família está próxima. “Ver minha filha andando, de pé, que é o sonho dela também. Ela vê outras crianças correndo e ela sente vontade também”, contou. O traje foi criado 40 anos atrás pelos russos para evitar o enfraquecimento dos ossos e dos músculos dos astronautas na gravidade zero. Os elásticos que ligam tronco, cintura, joelhos e pés obrigam o corpo a fazer esforço, mesmo parado. Hoje, o equipamento é usado em mais de 50 países para ajudar pessoas com paralisia cerebral a andar. Uma ONG de salvador é a primeira instituição da América Latina a utilizar a roupa. Os trajes foram doados pela empresa russa, dona da patente.
O tratamento com o traje dura de dois a três meses, dependendo do grau de dificuldade que cada uma destas crianças tem para andar, sentar ou levantar. É um tempo curto em comparação com outras formas de reabilitação. Essa rapidez no resultado é uma das grandes vantagens do equipamento. “Com a fisioterapia convencional, eu levaria um ano e meio, dois anos, para fazer uma criança andar. Com o traje, nós conseguimos abreviar isso e, com isso, dar uma independência para a criança e para a família, em termos de inclusão social, muito mais rápida”, explicou a o diretor da ONG, Pedro Guimarães. O trabalho com a roupa é associado à fisioterapia tradicional, fonoaudiologia e a outras atividades na ONG. Ana Vitória já consegue ficar em pé sozinha. Para ela, um avanço e tanto. “Ela se sente segura para isso porque ela não fica com aquele medo, já ajuda na postura dela”, disse a mãe Nadjane de Souza.