Fisioterapia & Saúde

Associação Médica se pronuncia em relação aos tratamentos de fisioterapia.

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Enquanto muitos mostram suas próprias conclusões e apresentam suas críticas  mercadológicas em benefício próprio, ficamos felizes com pronunciamento da associação brasileira de reumatologia, prudência em relação às manipulações estão diretamente associada com os profissionais envolvidos nesses procedimentos, dessa forma leiam na íntegra o artigo, destacamos no texto alguma passagens esclarecedoras a sociedade brasileira.

Programa de Tratamento da Coluna Combina Pilates e Aparelhos.

Por: Maria Tereza Marques

Os cuidados para uma postura mais adequada foram tema de uma reportagem do jornal O Globo, nesta semana, que também incluiu tratamentos para eventuais dores na coluna, com destaque para o programa criado pelo presidente do Instituto de Tratamento da Coluna Vertebral (ITCV), o fisioterapeuta osteopata Helder Montenegro. Denominado Reconstrução Musculoarticular da Coluna Vertebral (RMA), o procedimento envolve sessões com três tipos de aparelhos – mesa de tração eletrônica, mesa de flexão/descompressão e um equipamento chamado Stabilizer –, prática de musculação e Pilates e manipulação vertebral.

Analisando o RMA, o coordenador da Comissão de Coluna da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), o reumatologista Marcos Renato Assis, comenta que estão reunidas no programa técnicas antigas, conhecidas, mas nem todas comprovadamente eficazes. “Temos observado o surgimento de evidências científicas de melhora com o uso do Pilates, além de outros tipos de exercícios físicos”, afirma. Já em relação à manipulação vertebral, Assis explica que as evidências são ainda contraditórias, “dependendo do rigor na avaliação da metodologia científica utilizada”, sublinha.

A manipulação vertebral, descreve o médico, é uma técnica manual, sem aparelhos, em que um terapeuta aplica forças sobre o corpo do paciente, visando ao movimento entre as vértebras, seja com a mobilização dos segmentos espinhais, seja com a manipulação propriamente dita, em que ocorre o “estalo”, para proporcionar alívio da dor.

Mesmo diante de comprovação da ciência de que esse método traz benefícios para dores lombares, é preciso muito cuidado na escolha do profissional que irá aplicá-lo: “Se a técnica não for feita com cuidado, pode causar fraturas, hérnia de disco ou até um acidente vascular encefálico em caso de manipulação cervical, pela ruptura de uma artéria calcificada, por exemplo, sobretudo em pacientes idosos ou que sofram de osteoporose”, alerta Assis.

Equipamentos

Quanto aos aparelhos, o coordenador da Comissão de Coluna da SBR considera que a mesa de flexão/descompressão pode oferecer alívio para problemas de ordem mecânica, chamados de lombalgia e de cervicalgia mecânico-postural – respectivamente, dor em região cervical e lombar de origem inespecífica. “Mas, em relação à tração, não há dados consistentes que suportem sua efetividade”, acentua.

O Stabilizer, por sua vez, é uma almofada cheia de ar conectada a um medidor de pressão, que, nesses casos, é colocada sob a região lombar, onde registra as variações de pressão decorrentes da contração de determinados músculos da coluna – os quais se visa a treinar.

Segundo Assis, esse aparelho pode ser classificado como um tipo de treino com biofeedback, ou seja, quando o paciente realiza a contração ou o movimento desejado, o Stabilizer mostra o aumento da pressão, o que lhe serve como um reforço para indicar o desempenho correto. “Assim, ele aprende como controlar a musculatura que colabora na estabilização da coluna e, depois, passa a realizar esse controle corporal sem a necessidade do retorno, ou feedback, do aparelho”, esclarece.

Para o reumatologista, a ideia é bastante interessante, considerando a dificuldade que muitos pacientes têm em relação à percepção corporal de posição e movimentação. “No entanto, a eficiência do aparelho deve ser alvo de estudos com metodologia adequada para confirmar se ele otimiza realmente o fortalecimento dos multifidos – os músculos mais profundos – e, especialmente, se melhora as respostas ao treinamento convencional com exercícios e orientação do terapeuta”, pondera o médico.

Assis observa ainda que o RMA parece ter uma visão restrita, uma vez que anuncia como alvos “a hérnia de disco e os problemas de coluna”. Contudo, as dores na região não têm somente origem mecânica, mas podem advir, por exemplo, de um tumor, de uma infecção, de uma inflamação crônica autoimune ou até de uma fratura. “Se for um desses casos, não apenas os resultados dos tratamentos presentes no programa podem ser comprometidos, como também existe a possibilidade de haver risco de agravamentos e complicações”, assinala. Por isso, antes de aderir a qualquer equipamento que prometa aliviar essas dores, sempre há necessidade de uma detalhada avaliação médica para se chegar a um diagnóstico.

Fonte: Sociedade Brasileira de reumatologia 

      “Temos sido bombardeados por alguns profissionais que insistem em macular a nossa atuação como fisioterapeutas, respostas como essa de uma associação séria nos respaldam nesse caminho ético e coerente  com a ciência, temos cada vez mais trabalhado para evitar complicações e utilização de procedimentos invasivos na recuperação e estabilização das disfunções decorrentes da coluna vertebral. Os bons profissionais jamais vão manipular pacientes com fraqueza óssea, nem muito mais fazer tração em patologias com  tumores ósseos ou processo inflatórios. Os novos conceitos de fisioterapia estão muito mais envolvidos no processo de estabilização através de treinamentos musculares e exercícios proprioceptivos. Temos a consciência de que cada dia mais a fisioterapia têm oferecido o melhor à população.”

                                                                                                                                                                  “Jorge Brandão”

72 Comentários

  • Dra. Viviane disse:

    Ótima descrição de conteudo na íntegra sem deturpação. Parabéns Jorge! A vitória é nossa!

  • Dr Henriqiue da Mota disse:

    Amigos leitores,

    Há muito vinha sendo voz solitária no combate a este embuste que é a aplicação de trações nas patologias da coluna vertebral através do método RMA da Coluna. Parece que a sociedade finalmente acordou para o combate à aplicação de técnicas sem sentido no campo de nossa especialidade, com também é o caso da quiropraxia, microfisioterapia e tantas outras besteiras que estão por aí.

    Vamos continuar firmes em nossas posições.

    Dr Henrique da Mota, MD, AFSA
    Ortopedia e Cirurgia da Coluna
    Especialista pela Universidade de Lyon

  • Thales disse:

    Dr. Henrique da Mota,
    Por isso que há muito o Sr. tem sido voz solitária no combate a este embuste que tanto lhe incomoda. Pelo seu pensamento retrogrado. Pela certeza de que sozinho conseguirá resolver todos os problemas. Continue com esse pensamento, eu fisioterapeuta agradeço. E a maioria dos meus pacientes que não podem escutar a palavra ortopedista também.
    Sábias as suas palavras!

  • Dr Henrique da Mota disse:

    Caro Thales,

    Ser retrógrado é acreditar em conceitos ultrapassados e caducos, conceitos derrubados pelas evidências que nos chegam a cada dia.

    Ser retrógrado é crer que uma hérnia de disco poderia ser tratada com um método mecânico simplório e mentiroso, sem lógica e na contra-mão de tudo o que se sabe sobre bioquímica inflamatória, receptores celulares, citocinas, canais iônicos, e ainda existente pelo simples interesse comercial que o sustenta.

    Ser retrógrado é pensar viver num mundo em que o charlatanismo pode ser praticado sem rédeas, como antes se fazia. Estamos no novo mundo: o mundo da informação e da contra-informação.

    Ser retrógrado é se apegar a uma técnica inútil e comprovadamente ineficaz, com várias recomendações contrárias a seu uso em vários guidelines internacionais, e fingir estar fazendo algo novo. Isto, além de retrógrado, é desonesto!

    Existem, ainda, muitas coisas desonestas neste método:

    O método de tração dá a entender que promove uma reconstrução de músculos e articulações da coluna vertebral. A escolha do nome é maliciosa e descaradamente sensacionalista.

    O método de tração diz que se trata de algo pioneiro, quando, na verdade se trata de algo ultrapassado e sem sentido.

    O método de tração diz poder tratar hérnias de disco como uma alternativa a uma cirurgia. Isto é uma afirmação de forte apelo emotivo aos paciente com quadros críticos de sofrimento, mas é uma forma altamante desonesta de se promover. Faz parte de uma técnica psicológica de manipulação conhecida como “temor-alívio”.

    O método de tração propõe a realização de 20 ou mais sessões como tratamento das dores nas costas. Isto é apenas uma forma desonesta de prender paciente enquanto a própria história natural poderia resolver o problema, ou tempo suficiente para efeitos como o efeito Hawthorne se manifestar. Outra desonestidade descarada.

    O método de tração se diz revolucionário e dá a entender que é superior aos métodos convencionalmente usados na fisioterapia. Isto também é uma falsidade que prejudica seus colegas que fazem trabalhos corretos e honestos, dentro dos princípios científicos que norteiam a boa fisioterapia.

    Pelo visto, são muitas as desonestidades envolvidas na defesa deste método.

    Dessa forma, caro Thales, defender esta técnica é – isto, sim! – além de retrógrado, altamente desonesto. Não continue com este comportamento, pois a maioria dos seus pacientes agradecerá não ser enganada.

    Finalmente, o fato é que A Sociedade Brasileira de Reumatologia se pronunciou quanto a um tratamento denominado Reconstrução Musculoarticular da Coluna Vertebral (RMA), alegando que são técnicas “não comprovadamente eficazes”, que as “evidências são contraditórias”, que quanto ao uso das macas “não há dados consistentes que suportem sua efetividade”, “que o RMA parece ter uma visão restrita”. Este é o fato.

    Dei-me apenas um motivo para a continuidade em uso deste embuste terapêutico.

    O RMA da Coluna está com a morte anunciada. É inevitável. Não se pode enganar as pessoas para sempre.

    Dr Henrique da Mota, MD, AFSA
    Ortopedia e Cirurgia da Coluna
    Especialista pela Université de Lyon – França

  • Thales disse:

    Dr. Henrique,
    Em relação a técnica de tração citada, sou obrigado a concordar com sua opinião e dos guidelines e ainda cito uma outra excelente fonte de pesquisa a Cochrane Review que também traz isso. Faltou em meu comentário anterior explicitar que não tomo a mesma opinião à sua em relação aos métodos de terapia manual, entenda-se quiropraxia. Os resultados (práticos) são excelentes, as pesquisas na área estão nos surpreendendo. Estou desenvolvendo um trabalho na área, trabalho com terapia manual (não sou quiropraxista) e posso lhe garantir que não há charlatanismo. Tem acompanhado as evoluções na área?
    Na fisioterapia existem cursos e mais cursos que não valem absolutamente nada, que envergonham a profissão e que fazem médicos e os próprios pacientes desacreditarem e acabam por denegri-la.
    Peço desculpas por não ter me expressado tão bem no comentario anterior.
    Thales

  • Ramon Távora disse:

    Gostei muito do seu comentário no final Jorge, essa é a verdade. Embora não tenhamos um rigor metodológico em pesquisa que nos obrigue a seguir uma ordem certa em comprovações científicas de novos tratamentos, a maioria busca a saúde e recuperação dos pacientes. São poucos que acreditam nisso como a melhor forma de ganhar dinheiro. Até porque é ilógico buscar na Fisioterapia um forma de ficar rico, pelo tanto que nós escutamos da dificuldade do mercado de trabalho e dos planos de saúde.

    Continue o excelente trabalho!!!
    Abraço!

  • Henrique da Mota disse:

    Caro Thales,

    Assumir a quiropraxia como uma parte integrante da fisioterapia, mesmo como especialidade, é também assumir suas incongruências e charlatanismos.

    Por exemplo, acreditar que a varíola se deve a um problema na 5a cervical e que gonorréia a uma subluxação da segunda lombar é um fato que alguns quiropráticos ainda dariam suporte.

    De fato, a crítica ao papel dos micróbios nas patologias infecciosas sempre foi um tema central na quiropraxia, mas que teve que ocultar seu passado quando o mundo se tornou menos desinformado. Isto é, pasmem os senhores, ideia atualmente defendida por muitos praticantes da quiropraxia. Em países como o Canadá, houve até boicote a campanhas de vacinação.

    Trazer conceitos como o da quiropraxia para dentro da fisioterapia é rebaixar uma ciência da saúde séria e tradicional ao nível de algo esotérico, arcaico, anacrônico.

    A ineficácia da quiropraxia e de outras técnicas manipulativas para grande parte dos problemas da coluna já está bem definido. Suas características falaciosas e delirantes, oriundas de um tempo pré-científico, impedem sua sobrevida nos tempos modernos.

    Diante dos avanços de uma profissão como a fisioterapia, não vejo nenhuma importância ou necessidade de besteiras como a quiropraxia, nem mesmo sua incorporação como especialidade.

    Práticas como essa estão envolvidas em uma realidade que quer permanecer alheia às avaliações pelo método científico, e as premissas e promessas da quiropraxia representam um retrocesso diante dos avanços científicos no combate à dor, por exemplo. E

    Enquanto as ciências básicas e clínicas avançam no sentido da compreensão dos mecanismos subjacentes das dores, a quiropraxia persiste em seu anacronismo, na crença em conceitos sem pé nem cabeça, num conceito de subluxação delirante.

    Segundo os estudos com maiores forças de evidência, a quiroporaxia não tem grande importância no tratamento das dores lombares ou cervicais, nem agudas nem crônicas. Sua importância é clinicamente desprezível, quando se consideram os viéses envolvidos, tal como efeito Howthorne, auto-regressão de sintomas, associação de outros tratamentos, etc…

    Este é um fato indiscutível e que depõe contra a necessidade de adoção desta técnica em minha especialidade. Eu não posso fazer um encaminhamento a um tratamento de resultado inexpressivo ou duvidoso, só para agradar aquele que o realiza…

    Sei do interesse mercadológico que tem muitos profissionais em abocanharem parte do “mercado bilionário da saúde”, mas entrar por atalhos confortáveis, sem respeitar a complexidade dos fatos é uma esperteza que merece ser rechaçada com rigor.

    A quiropraxia é uma técnica de fundamentos pré-científicos que se baseia em princípios simplórios e sem provas de verdade para a integralidade de suas premissas. Grande parte de sua falsa percepção de eficiência se deve a viéses diversos.

    Finalmente, diante das evidências atuais, não vejo razão para a existência da Quiropraxia.

    A Medicina Científica (com seus medicamentos, cirurgias e técnicas intervencionistas) evoluiu bastante para prover tratamentos comprovadamente eficazes em seu campo de ação. E pela intervenção da fisioterapia científica, temos ainda uma cooperação também comprovada, que, adicionalmente, nos dá mais segurança.

    Uma vez que podemos optar pela melhor maneira de fazer as coisas, não vejo nenhum sentido na existência de práticas inferiores e de duvidosos interesses, como a quiropraxia.

    Enfim, os conceitos da quiropraxia ou de osteopatia não adicionam nada de positivo à fisioterapia. A fisioterapia já tem suas capacidades bem definidas e com o rigor necessário exigido pela cientificidade que deve nortear nossas ações.

    Entendo, no entanto, que a ação de trazer a quiropraxia e a osteopatia para o controle da fisioterapia deva ser mais uma manobra política que técnica, mas, neste caso, a melhor estratégia seria o confronto franco com a exposição de suas incongruência e não as técnicas aglutinadoras que estão ridicularizando a prática da fisioterapia.

    Dr Henrique da Mota, MD, AFSA
    Ortopedia e Cirurgia da Coluna
    Especialista pela Université de Lyon – França

  • Henrique da Mota disse:

    Caros Jorge e Ramon,

    Na frase “temos sido bombardeados por alguns profissionais que insistem em macular a nossa atuação como fisioterapeutas”, o sujeito oculto, digamos assim, é um inimigo interno. São os próprios profissionais da fisioterapia “invencionista’. Estes profissionais devem ser identificados e isolados. São indivíduos perigosos para o avanço da seriedade da fisioterapia.

    Estes indivíduos, no entanto, organizam-se e partem para ações ousadas e ambiciosas, como a criação de associações de fachada, para promoção de técnicas falaciosas como o RMA, o RCV e como microfisioterapia. Chegam ao ponto de organizarem grande eventos pseudocientíficos com grande – e iludido – público, que acaba embarcando numa espécie de lavagem cerebral, por sua fragilidade cognitiva e técnica.

    Num caldo bizarro de “terapias” sem fundamentos científicos, com muitas delas já devidamente sepultadas pelos conhecimentos mais primários da ciência médica, reunir-se-ão em nossa cidade, na cidade de Fortaleza, palestrantes vindos dos quatro cantos:

    (1) para falar de técnicas como uma tal de microfisioterapia, que zomba ostensivamente do senso lógico e que compete pelos primeiros lugares em questão de charlatanice,

    (2) para falar de uso de terapias manuais em quadros de dores lombares, quando trabalhos repetidamente mostram sua ineficácia clínica geral,

    (3) para falar de Pilates, como se Pilates fosse terapia para problemas de coluna, quando na verdade trata-se de uma simples ginástica que não deve ser aplicada em pessoas para tratamento de problemas de saúde, mesmo que possa ser usada com outra finalidade em nossos protocolos,

    (4) para falar de RPG, técnica infantil que reune conceitos básicos e rudimentares de biomecânica e fisiologia já ultrapassadas, e que apenas guarda uma certa importância histórica, principalmente como “case” de comportamento empresarial de profissionais de saúde – que passaram a organizar curso de formação fora do ensino formal e ganharam muito diheiro com isso – e não como sucesso terapêutico,

    (5) para falar de Osteopatia, que ainda permanece entre nós, apesar de seu anacronismo, pelo modismo e mania de copiar o que vem dos Estados Unidos, mesmo que não sirva de nada… pura falta de auto-estima,

    (6) para falar de Manipulação de Fáscias, e uma consequente licenciosidade em transformar conceitos teóricos em uma aplicação na prática clínica sem grandes rigores metodológicos, esquecem que do conceito fundamental à práxis o caminho não é tão curto assim,

    (7) para falar de Estabilização Vertebral, que se conceitua como habilidade de prevenir e controlar movimentos indesejáveis ao redor de um ponto fixo, tornando o profissional, teoricamente, em um verdadeiro aplicador da teoria da gravitação universal no campo terapêutico, como se fosse interessante complicar algo simples para torná-lo mais aplicável, estabilização vertebral é inerente a qualquer prática de cinesioterapia clássica, sem necessidade de tanta frescura,

    (8) para falar de Mobilização Neural, onde, mais uma vez parece que se vive um delírio coletivo e um desespero de busca de novidades e criação de modismo, ao mesmo tempo em que se esquecem das técnicas realmente eficazes e já existentes,

    (9) para falar de Quiropraxia e seus absurdos remanescentes de uma era pré-científica, é inimaginável a sobrevida desta técnica charlatânica,

    (10) para falar de RMA da Coluna Vertebral, uma união de coisas inúteis e sabidamente inificazes que buscam apenas dar apoio comercial a profissionais que não guardam mais nenhum compromisso com a verdade ética e científica, sendo apenas mercadores da saúde, prestando um grande desserviço à sociedade nesta prática já condenada pelos estudos científicos…

    Enfim, após estas breves considerações, nota-se que fazer um congresso desse naipe, à margem da ciência, só poderá unir magos, bruxos e simpatizantes… além, claro, daqueles que lucram com a indústria do chalatanismo, pois tal como os bruxos que devem comprar panelas, asas de morcego, e muitas outros ingredientes para suas poções mágicas, os profissionais que simpatizam com a pseudo-ciência devem comprar macas de tração, aparelhos de quiropraxia, de pilates, e de todo o tipo de besteira que lhes servirão para a aplicação de suas “magias terapêuticas” sem qualquer função real e, em sua grande parte, altamente prejudiciais para a saúde e para o bolso dos inocentes e desinformados pacientes.

    É hora de abrir os olhos e rechaçar a investida de comportamentos prejudiciais à saúde física e financeira das pessoas, que acreditam naqueles que parecem médicos, fisioterapeutas ou profissionais sérios, mas que não passam de charlatães.

    Caros amigos, combatam com rigor seus inimigos internos, pois eles são os mais perigosos. São seus falsos parceiros e amigos!

    Dr Henrique da Mota, MD, AFSA
    Ortopedia e Cirurgia da Coluna
    Especialista pela Université de Lyon – França

  • Ramon Távora disse:

    Caro Dr. Henrique,
    Continuo afirmando que o Sr. tem algo de pessoal contra a nossa profissão, não sei se você tenha sido prejudicado, alguém de sua família, ou algum Fisioterapeuta o prejudicou financeiramente. O Sr. gasta muita energia em ataques diretos a nossa classe, que apenas promovem um grau de chateação contra sua pessoa.

    Gostaria de sugerir que o Sr. demonstre um pouco de respeito. Pela sua fala, nós somos um bando de criminosos e queremos ganhar dinheiro acima de tudo, não importando se o paciente seja prejudicado ou não. Sugiro também o Sr. gastar mais suas energias em tratar e melhorar a saúde dos pacientes que lhe procuram, pois existem inúmeros casos de Ortopedistas que foram incapazes de tratar ou indicar para um tratamento correto os pacientes que sofrem durante muito tempo sem ter uma única luz. Levando a inúmeros casos de pacientes que tiveram que procurar os “bruxos” para melhorar da sua incapacidade e dor que não foi sanada em suas mãos.

    Reafirmo que a Osteopatia é recomendada pela OMS, reconhecida por sua eficiência em todo o mundo, tem excelentes resultados clínicos, sendo no Brasil uma das inúmeras ferramentas que nós temos visando a recuperação funcional e melhora na qualidade de vida. Existem pesquisadores extremamente sérios que alimentam revistas com os maiores conceitos de qualidade metodológicas dedicadas exclusivamente aos novos achados da especialidade.

    O Sr. demonstra nenhum respeito pelo autor do Blog, o qual utiliza destas “técnicas” criminosas, mas que toda semana é copiado e colado no seu Blog. Mudando palavras do título para caber exatamente no seu objetivo maior.

  • Viviane disse:

    Concordo plenamente com o Ramon, aí tem algo mais…..

  • Dr Henrique da Mota disse:

    Caro Ramon,

    Não sei de onde você tira as suas “conclusões” psicológicas, mas posso dizer que são muito pouco verossímeis. Não nutro raiva por sua posição. Defendo minhas ideias e interesses profissionais e científicos.

    Não é com críticas delirantes que você conseguirá defender seu ponto de vista científico. Você deve aceitar, com humildade, o contraditório! Quero sua ação de defesa de um fato, não sua ira.

    O processo de defesa de nossa posição não é baseado na raiva, mas numa dialética, numa lógica e numa retórica. Mostro e provo o que tomo como errado.

    Mas uma vez, caro Ramon, sua refirmação em defesa da osteopatia é vazia de força de evidência.

    Você me parece muito melindrado por minhas opiniões que, no entanto, se baseiam estritamente em evidências científicas consolidadas na literatura. Será isto a ira dos tocados por um fato verdadeiro e incômodo?

    Faça da forma correta: vá em busca de argumentos na própria literatura para embasar suas opiniões, e não em conjecturas que nada mais provam que sua segnícia instrumental e cognitiva.

    Vejo em seu breve texto, vários vícios falaciosos, como apelo a autoridade, ataque à pessoa do opositor, etc. Assim permenecendo, dispensarei suas opiniões, pois não posso levá-las em consideração dentro de um processo de tese-antítese, pois não haverá uma síntese emergente. Será sempre minha opinião versus seu melindre.

    Aprenda a argumentar com lucidez e inteligência e entenda que eu argumento com assertividade, não com agressividade ou desrespeito.

    Dr Henrique da Mota, MD, AFSA
    Ortopedia e Cirurgia da Coluna
    Especialista pela Université de Lyon – França

  • Ramon Távora disse:

    Dr. Henrique,

    Que pena que tenhamos chegado a tanto, mas fica difícil argumentar com uma pessoa que usa de um argumento cíclico para defender sua posição. Com certeza o Sr. lembra de já termos tido uma discussão sobre o assunto em seu Blog, mas simplesmente quando o minha resposta não o agradou você apagou o comentário. e como tenho visto, isso não aconteceu somente comigo. Então do que adianta eu me esforçar, gastar um tempo considerável argumentando com uma pessoa que já definiu como verdade absoluta o que acredita? Além de manipular o que é dito?

    Vários Fisioterapeutas já tentaram argumentar sobre o assunto, mas incrivelmente nenhum consegue “ganhar” dos seus argumentos, sejam ele Doutores, Mestres, ou Especialistas. Seria verdade então que o seu conhecimento sobre metodologia científica supera todos os Fisioterapeutas Manuais do BRASIL?

    Afirmo que não lhe fiz nenhum ataque direto, quando questiono se o Sr, já sofreu de alguma forma não é no sentido de lhe menosprezar, mas apenas conseguir alguma explicação sobre tamanha sua revolta. Quando falei dos ortopedistas em geral, também de forma genérica, por experiência PRÁTICA. Ou você se sentiu insultado por isso?

    Se o Sr. não nutre raiva pela nossa profissão, então porque procura atacar diretamente todos os Profissionais citados acima? Eu não sou a favor de Médicos que realizam infiltrações de corticoides em pacientes com tendinoses ou bursites. Nem por isso os procuro pra dizer que eles estão errados, são Charlatões ou visam apenas arrancar dinheiro dos pacientes com o procedimento.

    Então por favor não venha se fazer de vítima, foi o Sr. que veio responder diretamente ao meu comentário para o Autor. Quem insulta alguém tem de estar preparado para receber respostas.

  • Dr Henrique da Mota disse:

    Ramon,

    Não fuja do foco da discussão. O que abordei foi a inconsistência dos tratamentos propostos, como o RMA da coluna, e fiz críticas à atuação de seus colegas de profissão, quando propõem técnicas sem nenhum fundamento.

    Disse que minha opinião começa a ganhar visibilidade e o apoio de Sociedades como a Sociedade Brasileira de Reumatologia, que chegou a fazer este pronunciamento pelo absurdo que está se vendo por aí, com a mercantilização de métodos cientificamente desonestos.

    Mostrei toda a inconsistência deste método através das mentiras que tenta propagar… Como eu disse: “O fato é que A Sociedade Brasileira de Reumatologia se pronunciou quanto a um tratamento denominado Reconstrução Musculoarticular da Coluna Vertebral (RMA), alegando que são técnicas “não comprovadamente eficazes”, que as “evidências são contraditórias”, que quanto ao uso das macas “não há dados consistentes que suportem sua efetividade”, “que o RMA parece ter uma visão restrita”.

    Disse que “trazer conceitos como o da quiropraxia para dentro da fisioterapia é rebaixar uma ciência da saúde séria e tradicional ao nível de algo esotérico, arcaico, anacrônico”, e que “a ineficácia da quiropraxia e de outras técnicas manipulativas para grande parte dos problemas da coluna já está bem definido.”

    Mostrei a grande farsa pseudocientífica que se arma em um congresso de terapia manual aqui em Fortaleza, uma vergonha…

    Mas, do seu lado, em oposição, só li bravatas, melindres e palavras vãs. Gostaria, apenas, que pegasse os pontos que compõem minha estrutura de argumentação e tentasse combatê-los com outros argumentos lógicos em defesa de sua ideia.

    Indico fisioterapia em quase 100% de meus pacientes, mas conto com profissionais da boa fisioterapia, não usamos engodos e enganações.

    Não usamos RCV ou RMA da Coluna
    Não usamos Quiropraxia
    Não usamos Osteopatia
    Não usamos Microfisioterapia

    E não usamos por um único motivo… Não existem provas de suas eficácias, e quando há algum efeito, é clinicamente insignificante diante de outras modalidades mais performantes, ou nada acrescentam aos métodos clássicos e sérios da sua profissão.

    Mais uma vez, eu digo: aprenda a argumentar com lucidez e inteligência. Use argumentos lógicos e não bravatas que nada provam, além de sua própria jactância e tibieza.

    Dr Henrique da Mota, MD, AFSA
    Ortopedia e Cirurgia da Coluna
    Especialista pela Université de Lyon – França

  • Ramon Távora disse:

    Dr. Henrique,
    Não estou de jeito nenhum fugindo do assunto. O senhor que faz exatamente o que eu acabei de citar. Um argumento cíclico. Ao invés de rebater o que acabei de dizer voltou para o argumento inicial, fugindo exatamente do que lhe questionei. No seu Blog está escrito exatamente o que digo. Como decidi levar a frente esta discussão coloco abaixo os meus argumentos:
    Em seu blog você fala:

    “SOCIEDADE BRASILEIRA DE REUMATOLOGIA SE PRONUNCIA CONTRARIAMENTE AO USO DE MANIPULAÇÕES, STABILIZER E TRAÇÕES NOS TRATAMENTOS DE PROBLEMAS DA COLUNA”

    “Assis explica que as evidências são contraditórias, não dando para defender sua aplicação.”

    “O Stabilizer, por sua vez, é uma almofada cheia de ar conectada a um medidor de pressão, que, nesses casos, é colocada sob a região lombar, onde registra as variações de pressão decorrentes da contração de determinados músculos da coluna. É um aparelho rudimentar(atenção pra ultima frase).”

    E como está escrito aqui no blog:

    “Associação Médica se pronuncia em relação aos tratamentos de fisioterapia.”

    “Assis explica que as evidências são ainda contraditórias, dependendo do rigor na avaliação da metodologia científica utilizada”

    “O Stabilizer, por sua vez, é uma almofada cheia de ar conectada a um medidor de pressão, que, nesses casos, é colocada sob a região lombar, onde registra as variações de pressão decorrentes da contração de determinados músculos da coluna – os quais se visa a treinar.
    Segundo Assis, esse aparelho pode ser classificado como um tipo de treino com biofeedback, ou seja, quando o paciente realiza a contração ou o movimento desejado, o Stabilizer mostra o aumento da pressão, o que lhe serve como um reforço para indicar o desempenho correto. “Assim, ele aprende como controlar a musculatura que colabora na estabilização da coluna e, depois, passa a realizar esse controle corporal sem a necessidade do retorno, ou feedback, do aparelho”, esclarece”

    E isso é só no post de referência atual. numa busca rápida encontrei mais 2 do mesmo jeito. Tem um até que você utiliza o Nome do autor para criticar a técnica provocando confusão sobre as pessoas que comentaram no seu Blog.
    o post que me refiro:
    Alerta a População brasileira
    http://blog.opovo.com.br/fisioterapiaesaude/alerta-a-populacao-brasileira/?doing_wp_cron

    e o do seu blog:
    “PRATICANTES DE QUIROPRAXIA EXERCEM PROFISSÃO ILEGALMENTE?”
    http://centromedicodacoluna.blogspot.com/2011/08/nota-de-esclarecimento-profissionais-de.html
    O que exigiu que o Autor original da postagem tivesse que deixar claro o que disse e não disse:

    “Por falta de tempo ainda não lí todos os comentários, certamente desejo fazer meu posicionamento em breve, de qualquer forma o comunicado foi feito pelo COFFITO e por equivoco foi colocado por: Jorge Brandão nesse blog, reafirmo apenas publicamos em nosso blog o comunicado do COFFITO, o comentário realizado é um ato do Dr. Hemrique Mota e a ele devem se referir. São suas as palavras, sempre que o mesmo comenta em nosso blog aprovamos a publicação dos seus pensamento mesmos os que não concordamos, por acreditar no debate. Dessa forma buscarei me posicionar o mais breve possível no blog fisioterapia & saúde sobre o evento.”

    E sempre pra fechar TODAS as suas discussões:

    “Enfim, caros participantes, creio que após todo o espaço dado aos representantes da quiropraxia para sua defesa, ficou patente a característica ilógica e indefensável desta prática pseudocientífica.

    Veredito: QUIROPRAXIA DETONADA!

    Vamos, em próximo blog, avançar sobre a osteopatia!”

    Como posso querer manter algum diálogo científico com alguém que descaradamente produz informações voltadas para perpetuar suas idéias imutáveis?

    O senhor fala que tenho uma atitude arrogante, mas qual maior arrogância de procurar os endereços de postagens de diversos Fisioterapeutas e confrontá-los diretamente. Como na comunidade do Orkut, a qual o Sr. procurou para realizar um “debate” e no final por “unanimidade” ganhou a discussão. É muito fácil insultar os outros e dizer que não o fez quando se utiliza de sentenças que visam tirar o foco do que se quer dizer realmente.

    Fazendo um breve resumo do seu argumento:
    1>Fisioterapeutas manuais que utilizam da Osteopatia e Quiropraxia, além de outros métodos ou técnicas desenvolvidas são Charlatões, procuram ganhar dinheiro as custas dos pacientes que em momento algum irão melhorar de suas incapacidades.
    2>Se você procurar um Fisioterapeuta Manual, no mínimo não irá melhorar, e sim piorar. Podendo desenvolver um AVE ou até pior.

    Se o Sr. deseja discutir sobre a eficácia ou não, primeiro temos que discutir metodologia científica, sobre o que é válido, quais os melhores métodos de avaliação empregados, para ser capaz de verificar Significância estatística ou não. Além dos objetivos que cada tipo de estudo tem em comprovar ou refutar algum resultado.

  • Dr Henrique da Mota disse:

    Caro Ramon,

    Em suas postagens anteriores, não vi argumentações, mas apenas conjecturas vãs. Não me cabe rebater conjecturas, rebato os argumentos em contrário que me são apresentados, dentro um processo lógico.

    Realmente seria interessante que você lesse todas as postagens antes de se pronunciar, pois as postagens de meu blog são opiniões minhas, não apenas cópias de postagens alheias.

    Em sua frase “Como posso querer manter algum diálogo científico com alguém que descaradamente produz informações voltadas para perpetuar suas idéias imutáveis?” você deixa transparecer uma falsa ingenuidade… Eu pergunto: eu deveria, então, produzir argumentos para defender a suas ideias? Não! Eu devo defender o meu ponto de vista, correto? Cabe a você defender o seu! Este é o processo dialético. Existe uma tese, uma antítese e uma síntese.

    Você diz: “O senhor fala que tenho uma atitude arrogante, mas qual maior arrogância de procurar os endereços de postagens de diversos Fisioterapeutas e confrontá-los diretamente.”

    Eu respondo: o direito de informação é o mesmo direiro de contra-informação. Muitas inverdades e delírios estão sendo divulgados por aí. A prática de disseminação viral de informações “cíclicas” pela técnica do RMA da Coluna está sendo uma atitude de uma desonestidade científica maior. Não podemos proibir que as pessoas busquem estes recursos falaciosos, esotéricos ou de clara picaretagam, mas que podem ser informados sobre seus embustes, podem… Eu já pedi a vários de seus colegas a comprovação das inverdades publicadas. Sabe o que eles fazem? Fogem e fingem que não escutam. Você acredita realmente em microfisioterapia e em sua capacidade mágica de alterar as funções mitocondriais por um toque de dedos? Isso é pilatragem ou não é? Merece ser combatida, ou não? Merece, Ramon! Merece sim!!! E merece ser combatida por vocês e pelo seu conselho de classe também. Se isto não for feito, temos a impressão de que algo se pactua.

    Na discussão do Orkut, creio que tenha ficado mais que patente a derrota das opiniões dos meus opositores. Apresentei trabalhos, discuti com assertividade e provei meu ponto de vista dentro dos princípios de um discussão honesta. Sem apelos a falácias. Analise toda a discussão com olhos desapaixonados e veja a minha estratégia firme e a estratégia frouxa e desesperada dos seus colegas. Mas a força não está em mim, está nas referências e inferências que podemos fazer das evidências consolidadas na literatura.

    Enfim, você resumiu muito mal meus argumentos!

    O argumento nuclear é que a fisioterapia não precisa de técnicas como a quiropraxia, osteopatia, trações mecanizadas, microfisioterapia, e tantas outras, pois já possui métodos mais performantes que eles para dar suas soluções, e que técnicas sem eficácia real devem ser banidas da fisioterapia.

    Com relação ao seu interesse em discutir sobre a eficácia, diria que os estudos já estão por aí e tudo isto já é feito dentro do processo de metanálise dos principais grupos como a Cochrane.

    Não sei se você leu as diversas postagens da Cochrane sobre os assuntos abordados. Mas recentemente mostrei uma metanálise com um estudo que comparava osteopatia com US desligado, e sabe qual o resultado? US desligado e Osteopatia deu na mesma coisa. Claro que é “apenas” mais um trabalho publicado na Lancet, mas muita coisa que você atribui à terapia, deve-se apenas a efeitos de viéses envolvidos. Isto é o que deve ser percebido para não se entrar na velha e conhecida dissonância cognitiva.

    É realmente importante que se entenda como melhor analisar os dados de pesquisas médicas conhecendo os efeitos PLACEBO, HAWTHORNE, REGRESSÃO À MÉDIA, PARADOXO DE SIMPSON E FENÔMENO DE WILL ROGERS, para escapar da superficialidade das pesquisas, fazendo leituras mais inteligentes.

    Estude isto, e voltaremos a discutir.

    Uma vez mais, não vi seus argumentos em defesa daquilo que ataquei. Você defende o RMA da Coluna? Não entendi sua posição. Defina sua posição!!! O tema da postagem é esta, correto?

    Mais uma vez digo: melhore sua argumentação!

    Dr Henrique da Mota, MD, AFSA
    Ortopedia e Cirurgia da Coluna
    Especialista pela Université de Lyon – França

  • Ramon Távora disse:

    Caro Dr. Henrique. Responderei por parte suas argumentações para, como insiste em dizer, não perder o foco.

    “Em suas postagens anteriores, não vi argumentações, mas apenas conjecturas vãs. Não me cabe rebater conjecturas, rebato os argumentos em contrário que me são apresentados, dentro um processo lógico.”

    E o que o Sr. fala não são conjecturas? ou os artigos científicos dizem que os Osteopatas, Quiropratas, RMA, Microfisioterapia são Charlatões, Bruxos, ou como o Sr. me chamou: Melindroso, Tibiozo.
    Isso é opinião formada sua. Não está escrito nos artigos. O que está escrito é a falta de resultados que mostrem eficácia de UMA técnica. Não de uma profissão. Ou o Sr. acha que Osteopatia e Quiropraxia se resume a “Craques e Creques”? De maneira alguma. A Grande diferença dos profissionais que utilizam a terapia manual está na avaliação. Nós aprendemos formas de ser mais precisos nos achados clínicos. Não é lombalgia que tratamos, é a contratura do músculo Psoas, fraqueza dos multifidos, ou restrição fascial dos paravertebrais. As ferramentas são muitas para tratar objetivos específicos.

    Para o Sr. poder dizer que a Quiropraxia e a Osteopatia são prejudiciais os tipos de estudo você se toma como base estão errados, pois as duas já são aplicadas na prática clínica, já existem milhões de pacientes que se submetem a este tratamento. Como a medicina ele não esperou os resultados de ensaios clínicos para serem usados. Seria o mesmo que dizer que os Ortopedistas são Charlatões porque a artrodese de coluna não produz resultados satisfatórios na hérnia de disco quando comparado a outros tipos de cirurgias ou tratamentos. Sendo assim então os médicos que ainda as utilizam são mal-intencionados, e que querem tirar dinheiro dos pacientes sem se preocupar com sua saúde e devem deixar de ser ortopedistas.

    Um estudo que poderia afirmar o que você deixa bem claro ser sua conclusão é um estudo de Caso-controle (observacional), pois ele poderia afirmar se Essas práticas “pseudo-científicas” estão prejudicando pacientes, saindo mais dispendiosas para o SUS ou planos de saúde. Aí sim, com um estudo desses, você poderia dizer se é pior procurar um Osteopata do que um Pai de Santo.

    A título de curiosidade (e antecipando sua resposta padrão de que Revisões sistemáticas e ensaios clínicos aleatorizados são padrão ouro em pesquisa clínica), estudos de Caso-controle são usados na última fase de pesquisa para fármacos, pois eles acompanham como aquela droga está sendo recebida pela população. O “Fármaco” já atinge a população, e repito, como o Sr. está levando em consideração a eficiência de uma profissão este seria o estudo indicado, pois a sua “amostra” não se resume apenas a um tipo de paciente, e sim a todos os que procuram o tratamento além de diversas técnicas empregadas.

    “Realmente seria interessante que você lesse todas as postagens antes de se pronunciar, pois as postagens de meu blog são opiniões minhas, não apenas cópias de postagens alheias.”

    Desde o começo desta discussão digo que são opiniões suas. O que quero deixar bem claro é que você mistura suas opiniões com os textos que utiliza, deixando confuso quem lê. Seria a contra-informação? Aconselho a deixar mais claro o que é sua opinião e o que é fala ou publicação de outras pessoas e não misturar os dois para dar mais peso as citações de outras pessoas que na verdade, são neutras.

    “você deixa transparecer uma falsa ingenuidade… Eu pergunto: eu deveria, então, produzir argumentos para defender a suas ideias? Não! Eu devo defender o meu ponto de vista, correto? Cabe a você defender o seu! Este é o processo dialético. Existe uma tese, uma antítese e uma síntese.”

    Corretíssimo, você produz argumentos para embasar suas idéias, então não deveria eu produzir argumentos para justificar minhas opiniões? Sua principal acusação a minha pessoa é que estou me detendo a falas que não são argumentos justificáveis. Que eles não se comparam com sua verdade científica. Mas como deixei bem claro acima, tudo se resume a você gostar e aprovar os métodos ou não. Então por que eu gostar ou não, e achar que o Sr. se desvia dos argumentos principais não deveria ser aceito?

    “mas muita coisa que você atribui à terapia, deve-se apenas a efeitos de viéses envolvidos. Isto é o que deve ser percebido para não se entrar na velha e conhecida dissonância cognitiva.”

    e por que não ao contrário? Você realmente acha que os métodos de avaliação são sensíveis e específicos o suficiente para afirmar que um é pior do que o outro? E os resultados são apenas vieses de confundi mento?
    Como o Sr. deve saber não foi encontrado ainda um método seguro de avaliação da Dor, EAD ou EVA, não são específicas o suficientes para isso. Além disso, o US tem ação local, sendo necessário avaliações específicas da musculatura a qual foi tratada. seja por EMG, goniometria, US. Em relação a Osteopatia, do mesmo jeito, pois nós ainda não temos métodos específicos e sensíveis suficientes para avaliar os objetivos de cada técnica. Ou o Sr. acha que uma escala de avaliação é específica o suficiente para avaliar o comportamento de um grupo muscular específico?

    Estou apenas supondo. Isso vem de conclusões de outros artigos que li, pois não cheguei a ler o artigo, mas se quiser podemos discutir a qualidade do artigo. Dispensando o discurso: “A Osteopatia é pseudo-ciência e é mantida por Charlatões”

    “Uma vez mais, não vi seus argumentos em defesa daquilo que ataquei. Você defende o RMA da Coluna? Não entendi sua posição. Defina sua posição!!! O tema da postagem é esta, correto?”

    Minha posição ainda não está definida em relação ao RMA, pois não conheço o método de avaliação usado nas clínicas, o que posso dizer é que aprovo as técnicas utilizadas para casos específicos, como a mesa de tração. Existem casos que ela tem eficácia, os quais não são todos (longe de serem). Ela entra como coadjuvante do tratamento em Quiropraxia (principalmente) e Osteopatia. Elas podem ser reproduzidas com a tração manual, mas não conheço estudos que quantifique qual delas é melhor.
    Para dizer que ela não funciona ou prejudica teremos que entrar no mérito do Profissional, pois tudo parte de uma boa avaliação e se ele não avaliar direito poderá sim prejudicar com alguma técnica contra-indicada. E isso não posso opinar, pois não conheço todos os profissionais da franquia.

    Pela minha formação, sou contra protocolos fixos, como falei antes tudo parte de uma avaliação específica de estados teciduais. Não se avalia a Lombalgia, e sim a dor oriunda da palpação do processo espinhoso, transverso, Ponto-gatilho de musculaturas responsáveis pela harmonia lombo-pélvica, retrações teciduais, fibroses, e etc.

    Precisaria conversar com alguém que utilize para saber se tudo é um protocolo fixo com técnicas iguais para todos, ou apenas uma excelente jogada de marketing que atinge boa parte da população que utiliza do tratamento particular.
    Um marketing a ser seguido sim, ou o Sr. é contra marketing de tratamentos particulares?

    Ainda fugi do assunto?

  • Wiron Lima disse:

    Caros amigos, farei um breve comentário devido o adiantar da hora(00:36h).
    O que temos aqui é uma discussão de posições muito antagônicas.
    De fato a fragilidade das metodologias utilizadas em trabalhos da terapia manual é notória, a grande maioria dos artigos fala que não existem dados suficientes para comprovar a eficácia, outra parte diz que não é diferente de outras técnicas e condutas validadas internacionalmente e ainda temos os que mostram as incongruências de técnicas como a quiropraxia, microfisioterapia e outras mais…
    De fato, o que temos é um dificuldade em tornar linear o objeto de estudo e isso faz com o terapia manual tenha uma série de variáveis difíceis de avaliar e a randomização na maioria das vezes, é impraticável…Logo, nesse contexto, o Dr. Henrique tem toda a razão de duvidar de qualquer valor científico das técnicas por ele citadas..
    Nossos resultados utilizando a parametragem espino-pélvica para compormos o protocolo de tratamento biodinâmico tem como mola mestra as variações matemáticas e aí se faz necessária o conhecimento de técnicas como FNP, Bandagem funcional, eletroanalgesia , Anodyne therapy e cinesioterapia…
    Agregamos o Pilates como atividade de rotina(atividade física) pós-protocolo de atenção primária e não como terapia antálgica.
    Quanto ao que estamos discutindo , é fácil lembrar que o comportamento neuropático é algo de difícil abordagem pela Fisioterapia(é neuroquímico) e que essas dores realmente tem pouca rsolutividade com o que ainda conhecemos por condutas em nossa área…Dor neuropática´é diferente de dor miofascial e dor na coluna é diferente de dor em outra articulação.
    ´Daí o resultado da intervenção neuroquímica ser parceira da Fisioterapia e os procedimentos como macas de tração e outros como quiropraxia trazerem problemas para esses pacientes…
    Quanto aos trabalhos, eu tb procuro apoio na literatura para defender a parametragem espino-pélvica (essa é fácil) e outras condutas e até da terapia manual e caso encontre embasamento terei prazer em colocá-la como parte integrante de meus protocolos.
    Vamos continuar o combate aos absurdos terapêuticos e apoiando as terapias realmente inteligentes…
    Assim é a boa Fisioterapia….
    Abs
    Wiron Lima

  • Ramon Távora disse:

    Caro Dr. Henrique. Responderei por parte suas argumentações para, como insiste em dizer, não perder o foco.

    “Em suas postagens anteriores, não vi argumentações, mas apenas conjecturas vãs. Não me cabe rebater conjecturas, rebato os argumentos em contrário que me são apresentados, dentro um processo lógico.”
    E o que o Sr. fala não são conjecturas? ou os artigos científicos dizem que os Osteopatas, Quiropratas, RMA, Microfisioterapia são Charlatões, Bruxos, ou como o Sr. me chamou: Melindroso, Tibiozo.
    Isso é opinião formada sua. Não está escrito nos artigos. O que está escrito é a falta de resultados que mostrem eficácia de UMA técnica. Não de uma profissão. Ou o Sr. acha que Osteopatia e Quiropraxia se resume a “Craques e Creques”? De maneira alguma. A Grande diferença dos profissionais que utilizam a terapia manual está na avaliação. Nós aprendemos formas de ser mais precisos nos achados clínicos. Não é lombalgia que tratamos, é a contratura do músculo Psoas, fraqueza dos multifidos, ou restrição fascial dos paravertebrais. As ferramentas são muitas para tratar objetivos específicos.

    Para o Sr. poder dizer que a Quiropraxia e a Osteopatia são prejudiciais os tipos de estudo você se toma como base estão errados, pois as duas já são aplicadas na prática clínica, já existem milhões de pacientes que se submetem a este tratamento. Como a medicina ele não esperou os resultados de ensaios clínicos para serem usados. Seria o mesmo que dizer que os Ortopedistas são Charlatões porque a artrodese de coluna não produz resultados satisfatórios na hérnia de disco quando comparado a outros tipos de cirurgias ou tratamentos. Sendo assim então os médicos que ainda as utilizam são mal-intencionados, e que querem tirar dinheiro dos pacientes sem se preocupar com sua saúde e devem deixar de ser ortopedistas.

    Um estudo que poderia afirmar o que você deixa bem claro ser sua conclusão é um estudo de Caso-controle (observacional), pois ele poderia afirmar se Essas práticas “pseudo-científicas” estão prejudicando pacientes, saindo mais dispendiosas para o SUS ou planos de saúde. Aí sim, com um estudo desses, você poderia dizer se é pior procurar um Osteopata do que um Pai de Santo.

    A título de curiosidade (e antecipando sua resposta padrão de que Revisões sistemáticas e ensaios clínicos aleatorizados são padrão ouro em pesquisa clínica), estudos de Caso-controle são usados na última fase de pesquisa para fármacos, pois eles acompanham como aquela droga está sendo recebida pela população. O “Fármaco” já atinge a população, e repito, como o Sr. está levando em consideração a eficiência de uma profissão este seria o estudo indicado, pois a sua “amostra” não se resume apenas a um tipo de paciente, e sim a todos os que procuram o tratamento além de diversas técnicas empregadas.

    “Realmente seria interessante que você lesse todas as postagens antes de se pronunciar, pois as postagens de meu blog são opiniões minhas, não apenas cópias de postagens alheias.”

    Desde o começo desta discussão digo que são opiniões suas. O que quero deixar bem claro é que você mistura suas opiniões com os textos que utiliza, deixando confuso quem lê. Seria a contra-informação? Aconselho a deixar mais claro o que é sua opinião e o que é fala ou publicação de outras pessoas e não misturar os dois para dar mais peso as citações de outras pessoas que na verdade, são neutras.

    “você deixa transparecer uma falsa ingenuidade… Eu pergunto: eu deveria, então, produzir argumentos para defender a suas ideias? Não! Eu devo defender o meu ponto de vista, correto? Cabe a você defender o seu! Este é o processo dialético. Existe uma tese, uma antítese e uma síntese.”

    Corretíssimo, você produz argumentos para embasar suas idéias, então não deveria eu produzir argumentos para justificar minhas opiniões? Sua principal acusação a minha pessoa é que estou me detendo a falas que não são argumentos justificáveis. Que eles não se comparam com sua verdade científica. Mas como deixei bem claro acima, tudo se resume a você gostar e aprovar os métodos ou não. Então por que eu gostar ou não, e achar que o Sr. se desvia dos argumentos principais não deveria ser aceito?

    “mas muita coisa que você atribui à terapia, deve-se apenas a efeitos de viéses envolvidos. Isto é o que deve ser percebido para não se entrar na velha e conhecida dissonância cognitiva.”

    e por que não ao contrário? Você realmente acha que os métodos de avaliação são sensíveis e específicos o suficiente para afirmar que um é pior do que o outro? E os resultados são apenas vieses de confundi mento?
    Como o Sr. deve saber não foi encontrado ainda um método seguro de avaliação da Dor, EAD ou EVA, não são específicas o suficientes para isso. Além disso, o US tem ação local, sendo necessário avaliações específicas da musculatura a qual foi tratada. seja por EMG, goniometria, US. Em relação a Osteopatia, do mesmo jeito, pois nós ainda não temos métodos específicos e sensíveis suficientes para avaliar os objetivos de cada técnica. Ou o Sr. acha que uma escala de avaliação é específica o suficiente para avaliar o comportamento de um grupo muscular específico?

    Estou apenas supondo. Isso vem de conclusões de outros artigos que li, pois não cheguei a ler o artigo, mas se quiser podemos discutir a qualidade do artigo. Dispensando o discurso: “A Osteopatia é pseudo-ciência e é mantida por Charlatões”

    “Uma vez mais, não vi seus argumentos em defesa daquilo que ataquei. Você defende o RMA da Coluna? Não entendi sua posição. Defina sua posição!!! O tema da postagem é esta, correto?”

    Minha posição ainda não está definida em relação ao RMA, pois não conheço o método de avaliação usado nas clínicas, o que posso dizer é que aprovo as técnicas utilizadas para casos específicos, como a mesa de tração. Existem casos que ela tem eficácia, os quais não são todos (longe de serem). Ela entra como coadjuvante do tratamento em Quiropraxia (principalmente) e Osteopatia. Elas podem ser reproduzidas com a tração manual, mas não conheço estudos que quantifique qual delas é melhor.
    Para dizer que ela não funciona ou prejudica teremos que entrar no mérito do Profissional, pois tudo parte de uma boa avaliação e se ele não avaliar direito poderá sim prejudicar com alguma técnica contra-indicada. E isso não posso opinar, pois não conheço todos os profissionais da franquia.

    Pela minha formação, sou contra protocolos fixos, como falei antes tudo parte de uma avaliação específica de estados teciduais. Não se avalia a Lombalgia, e sim a dor oriunda da palpação do processo espinhoso, transverso, Ponto-gatilho de musculaturas responsáveis pela harmonia lombo-pélvica, retrações teciduais, fibroses, e etc.

    Precisaria conversar com alguém que utilize para saber se tudo é um protocolo fixo com técnicas iguais para todos, ou apenas uma excelente jogada de marketing que atinge boa parte da população que utiliza do tratamento particular.
    Um marketing a ser seguido sim, ou o Sr. é contra marketing de tratamentos particulares?

    Ainda fugi do assunto?

  • Dr Henrique da Mota disse:

    Caro Ramon,

    Você alega que não há embasamento para o ataque que fiz às técnicas citadas, mas, ao mesmo tempo confessa “a falta de resultados que mostrem eficácia”. Dessa forma, confirma tudo o que eu disse: estão usando técnicas sem prova de eficácia e propagando uma falsa eficácia.

    Você viu a propaganda do RMA, prometendo cerca de 90% de sucesso em tratamentos de hérnias de disco. Isto é mentiroso! Além disso, a quiropraxia tem suas mentiras e a osteopatia também. Veja o caso da subluxação e do ajuste… Trabalhos já mostraram a irrealidade deste fato. Com relaçao à osteopatia craniosacral, por exemplo, você acredita naquele delírio? Você acredita em microfisioterapia? Ramon, são coisas que realmente devem ser combatidas com rigor por quem tiver o mínimo de inteligência.

    Com relação aos métodos avaliativos da quiropraxia e osteopatia, o diagnóstico cinesiológico funcional e outros métodos da fisioterapia não deixam a desejar em nada. Muito pelo contrário…Um bom fisioterapeuta consegue mais informações reais que os delírios de desajuste e reajustes sem comprovação dos manipuladores.

    Com relação à Quiropraxia e à Osteopatia, os estudos que tomo como base estão mais que corretos e os milhões de pacientes que se submetem a este tratamento devem saber que estão sendo envolvidos em viéses terapêuticos e não sendo realmente beneficiados pelo que estão comprando.

    Você diz: “artrodese de coluna não produz resultados satisfatórios na hérnia de disco quando comparado a outros tipos de cirurgias ou tratamentos. Sendo assim então os médicos que ainda as utilizam são mal-intencionados”. Eu respondo que este é um fato que deve ser considerado, e muito está publicado a este respeito. Veja o artigo “Spine 2004 Nov 15;29(22):2588-91 The profit motive and spine surgery.” Não seja ingênuo…

    Quanto a sua preocupação com os estudos caso-controle e sobre possível prejuízos dos pacientes sugiro o seguinte artigo: Spine 2011 Sep 1;36(19):1608-14. Are we making progress?: the tenth international forum for primary care research on low back pain. Muito disso é abordado. Se tiver dificuldade em conseguir o original, fale comigo.

    Você diz: “Desde o começo desta discussão digo que são opiniões suas. O que quero deixar bem claro é que você mistura suas opiniões com os textos que utiliza, deixando confuso quem lê”. Respondo que, de fato, uso referência e faço inferências. É assim que se tece uma discussão. A coisa é tecida, emaranhada, complexa, e cabe a cada um ter a inteligência de acompanhar o raciocínio não linear. De fato, caro Ramon, não há informações neutras. Devemos extrair e apresentar, através de uma análise, apenas aquilo que corrobore nossa opinião, cabendo aos outros, nossos opositores, a geração de uma antítese.

    Cada um extrai o que lhe convém, de acordo com um critério de lógica, partindo na direção de uma síntese produtiva. Dessa forma a discussão fica mais rica e se avança mais, tendo a plena consciência de que, como dizia Xenófanes, “a opinião tudo permeia”.

    Do contrário, se você quiser “neutralizar” uma discussão, sabe o que ocorre? Ela morre! Ninguém ganha com isso.

    Por outro lado, as opiniões devem ser apresentadas dentro de uma metodologia com rigor dialético, lógico e através de uma retórica bem organizada. Isso você não faz. Você foge muito do assunto!

    Você diz: ” Você realmente acha que os métodos de avaliação são sensíveis e específicos o suficiente para afirmar que um é pior do que o outro?”

    Respondo: Sim. Dentro de seus intervalos de confiança, as inferências estatísticas podem ser feitas com segurança, de acordo com uma boa análise de metodologia. Veja o termo Consolidated standards of reporting trials (CONSORT) e você vai compreender melhor.

    ……..

    Continuarei depois, pois tenho ocupação agora.

    Henrique da Mota

  • Ramon Távora disse:

    Caro Wiron, Que bom que você concorda comigo no fato de não existir ainda métodos de gerar variáveis reprodutíveis cientificamente para a terapia manual. Algumas atuais podem ser usadas, mas acabam não sendo usados seja por falta de conhecimento dos mesmos, ou por outros motivos. Precisamos de variáveis mais específicas do que sensíveis. Os ganhos clínicos são vistos por testes específicos. Como articulares, musculares entre outros. e neles que estão as diferenças, assim como na velocidade de resposta ao tratamento. Sem entrar em mais detalhes.

    Concordo plenamente com você que o Dr. Henrique deve usar estudos para refutar técnicas, mas isso não significa que ele deveria extrapolar para toda uma profissão. Um discurso polêmico pode dar mais peso a uma opinião, mas dificilmente ele consegue se ater ao fato científico. Este é meu questionamento. Você chamaria um colega de trabalho, ou um médico de bruxo e charlatão por não concordar com o tratamento do mesmo? Ou você diria que aquele tratamento específico não mostra resultados satisfatórios?

    Fiquei muito interessado na parametragem espino-pélvica, e atualmente estou tendo dificuldades para conseguir artigos originais. Você poderia me enviar as referências sobre ele ou os artigos originais? Eu agradeceria muito.

    Um pequena correção que faço no seu texto é dizer que a Quiropraxia e a Microfisioterapia são técnicas. Na verdade são métodos, e como métodos reúnem um conjunto de técnicas de tto e avaliação. Cada uma deve ser verificada, pois como você mesmo falou, caso alguma se mostre eficaz você irá incluir no seu protocolo. Isso acontece em boa parte dos conhecimentos produzidos durante a história, que depois entram em desuso ou são modificadas, mas suas descobertas são perpetuadas de outras formas e associadas a outros tratamentos.

    Att. Ramon.

  • Wiron Lima disse:

    Tratamento x conceito WELLNESS.

    Amigos do Blog, temos acompanhado e participado de algumas discussões neste e em outros espaços da grande rede mundial de computadores.
    Apesar de ter uma formação cartesiana e alopática , tenho que dizer que algumas vezes a capacidade de criação de alguns é extremamente intrigante. O delírio coletivo é algo indescritível nas terapias e conceitos alternativos.
    Acredito que não podemos confundir algo que gera bem estar com tratamento de patologias e disfunções.
    Um exemplo disso: uma pessoa vai a uma sauna e sente-se muito bem nesse ambiente. Ela relaxa, ela reduz o stress do dia, reduz o cansaço…, mas, não se pode falar que a sauna é protocolo de tratamento para absolutamente nada.
    Outro ponto: banhos de sais, são relaxantes, com musica, duchas direcionadas são muito agradáveis, mas se depender disso para curar disfunções ou doenças, será frustrante.
    E algumas terapias alternativas são tb assim, pertencem ao conceito WELLNESS e podem muitas vezes serem agregadas à rotina dos pacientes , mas não têm poder curativo.
    Os conceitos modernos de biodinâmica, treinamento balístico, neuromodulação elétrica e química, conceitos de tensegridade , indução neural são ainda muito complexos para a maioria dos colegas e isso faz com que ainda encontremos tratamentos baseados em descompressão(mesmo que cirúrgicos). Entendimentos sobre os efeitos do óxido nítrico , no disco e fora dele, são necessários para entendermos inclusive a atuação de eletrotermofototerapia nesses doentes neuropáticos.
    As terapias não-cartesianas praticadas por aí devem ter o conceito WELLNESS reforçado sobre o conceito clínico-curativo.
    Assim separemos as coisas e correlacionaremos a eficácia com a prática validada.

  • Dr Henrique da Mota disse:

    Oi Ramon,

    Você diz não ter opinião formada sobre o RMA, mas este é exatamente o tema central destas minhas considerações. Vários trabalhos já demonstraram a ineficácia das trações. Dê uma lida nesta referência que pode ser um bom começo para desmarcar o grande embuste que se esconde por trás desta técnica que apenas visa o comércio sem ética: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2899427/pdf/586_2009_Article_1044.pdf.

    O fato mais importante – e o que sempre critico – é o sensacionalismo com que a técnica, mesmo sendo inútil, é apresentada sem nenhuma sustentação para tais afirmações. Você já deve ter li minhas considerações. Fui bem claro. Começando pelo nome altamente mentiroso e malicioso. RECONSTRUÇÃO MUSCULO-ARTICULAR. Vamos combinar que é um comportamento digno de técnicas afins ao charlatanismo: propagar inverdades e engodos, através de termos dúbios.

    Finalmente, caro Ramon, o marketing é válido, mas deve ser feito dentro do princípio da verdade e ética. Fazer propaganda enganosa é outra coisa, não acha?

    Outra coisa… Você não precisa conhecer “todos os profissionais da franquia” para poder fazer um juízo da técnica. Você pode fazer uma avaliação pelo simples princípio de razoabilidade. Dizer que a técnica pode tratar 90% de hérnias com sucesso, como alternativa à cirurgia, é uma mentira que foge de qualquer raciocínio de mínima razoabilidade, não acha? Isto deve ser combatido com veemência, pois é desonesto.

    Pra finalizar, você ainda não definiu sua posição e permanece em fuga do centro da discussão. Defina sua posição quanto ao RMA e quanto as outras técnicas como a microfisioterapia. Se for favorável, apresente os seus argumentos. Se for contrário, considere para si os meus argumentos.

    Dr Henrique da Mota, MD, AFSA
    Ortopedia e Cirurgia da Coluna
    Especialista pela Université de Lyon – França

  • Dr Henrique da Mota disse:

    Caro Ramon,

    Em uma resposta ao Dr Wiron você diz “Concordo plenamente com você que o Dr. Henrique deve usar estudos para refutar técnicas, mas isso não significa que ele deveria extrapolar para toda uma profissão”.

    Digo a você que, como médico, defendo a ação da parte fundamentada da fisioterapia. Defendo a boa fisioterapia, aquela que recomendo diariamente para meus pacientes, com segurança e certeza de resultados seguros e honestos. No entanto, ataco com assertividade a laranja podre que estraga todo o suco. Como eu já disse, os piores inimigos da fisioterapia são os inimigos internos. Eles estão ao seu lado. Minha ação, por incrível que possa parecer, é sua grande aliada na busca de uma conduta de maior qualidade.

    Boa noite a todos, já se faz tarde.

    Dr Henrique da Mota, MD, AFSA
    Ortopedia e Cirurgia da Coluna
    Especialista pela Université de Lyon – França

  • Ramon Távora disse:

    Caro Dr. Henrique, peço um pouco de paciência para minhas respostas, estou muito ocupado esses dias no Mestrado, vou tentar responder suas colocações no mais tardar no domingo. Gostei muito do Fato do Senhor Wiron entrar na discussão, pois ele pode se colocar de forma um pouco mais neutra do que a sua.
    Não conseguir ter acesso ao artigo que você citou
    Are we making progress?: the tenth international forum for primary care research on low back pain.
    se não for muito trabalho me mande por email: ramontavora@yahoo.com.br

    Por favor espere minha resposta.

  • Dr Henrique da Mota disse:

    Oi Ramon,

    Já enviei o artigo. Vale leitura atenta.

    Com relação ao Dr Wiron, temos pensamentos por vezes diferentes, mas trabalhamos juntos e aprendemos mutuamente dentro do princípio de uma boa discussão. A opinião do Dr Wiron deve ser levada em grande consideração por sua grande capacidade profissional e intelectual, além do grande respeito que ele tem pelas evidências. Suapresença engrandecerá nossa discussão.

    Bons estudos de mestrado e se precisar de algum artigo no meu campo de especialidade, tenho acesso às principais revistas, e teria prazer em oferecer este auxílio.

    Henrique

  • Ramon Távora disse:

    Dr Henrique.

    Quando afirmo que o Sr. deixa o testo confuso é porque não é possível diferenciar sua fala da fala do autor sem ter acesso ao texto original, e isso eu considero errado. Pois corre o risco de ser considerado plágio. E sei que nisso o Sr. não está interessado.

    Quando o Sr. fala que os estudos estão mais que corretos, tem que se ter MUITA cautela.

    Explico:

    Primeiro muito obrigado pelos artigos citados, o da Spine é excelente: “Are we making progress?: the tenth international forum for primary care research on low back pain.”
    Porém, sinto dizer que ele praticamente justifica toda a minha argumentação.

    vou falar por tópicos deixando as citações diretas acima para melhor compreensão. Aconselho a ler de novo o texto do artigo.

    “testing for interactions or randomizing subjects along
    with use of a prediction rule, both of which require very large
    samples to detect modest benefi ts, few, if any, randomized trials
    will have adequate power for this purpose.”

    “LBP clinical research is
    often conducted on highly selected samples in rarefi ed settings
    with an inordinate level of resources, which cannot be generalized
    to more typical settings and where the interventions
    may not be not practical, available, or affordable.”

    É óbvio que ensaios clínicos Randomizados teriam uma grande força em dizer se algo funciona ou não, mas eles sofrem com um problema mais do que comum: o Poder do estudo. Principalmente quando se tem algo tão inespecífico quanto a Dor lombar (LBP). Se 60% a 80% da população tem algum tipo de dor, os estudos teriam de ser gigantescos para predizer da eficácia de uma só técnica em todos os tipos de dores lombar.
    Sem contar que normalmente esses estudos não tem financiamento suficiente para demonstrar um resultado real.
    Com o CONSORT os viéses dos estudos não diminuíram, eles apenas ficaram mais claros de serem observados. Isso torna nosso trabalho mais fácil. O trabalho de ler e julgar a validade de um estudo. e a primeira coisa que observamos em um estudo fraco é que ele é incapaz de mostrar diferença estatística, seja para melhor ou para pior.

    “Although pharmacologic
    and physical therapy treatment effects are small, back pain
    is so common that consistent implementation of these interventions
    in primary care would result in substantial numbers
    of people experiencing improvement.”

    O texto acima dá uma aplicação prática para a citação anterior, pois embora em estudos controlados não mostrem tanta diferença, quando se tem a experiência clínica observa-se o resultado REAL do tratamento.

    “that high expectations for a positive outcome from
    surgery were associated with better outcomes, regardless of
    whether or not the patient was randomized to surgery. This
    effect was greater for pain than for functional measures, leading
    to the conclusion that pretreatment expectations can be an
    important confounder of pain outcomes.”

    “These studies have raised questions about the validity
    and generalizability of some of the measures frequently used
    in LBP research. For example, detailed interviews with LBP
    patients showed that measures such as the Roland-Morris
    Disability Questionnaire and the pain visual analog scale can
    be unstable, especially if repeated at intervals greater than
    2 months.”

    Exatamente o que eu disse anteriormente. Estudos com métodos de avaliação tão inespecíficos não são capazes de reproduzir resultados reais. Pois eles são extremamente subjetivos e não atingem medidas que mostrariam diferenças reais entre os tratamentos. A Escala Analógica Visual tem IC= 66, a 77, embora seja considerada válida os artigos falam que seu valor é questionável, pois ela é influenciada pelos fatores psico-sociais. O senhor ainda confia totalmente nestes métodos como resultado primário de uma pesquisa? Eu não.

    “The unique value of longitudinal study designs and analyses
    was supported by several presentations and discussions.”

    Estudos longitudinais poderiam ser mais acurados nos resultados do que ensaios clínicos.

    “Randomized
    controlled trials, conducted in rarefi ed settings with highly selected
    patients, may not be generalizable in terms of patients
    or process, especially for the sorts of newer interventions envisioned
    at the forum. Randomized, blinded and classically
    controlled designs are especially problematic for workplacebased
    interventions for LBP. Delivering highly individualized
    interventions also present challenges for traditional research
    methods. These concerns warrant greater consideration of
    quasiexperimental designs.”

    O artigo fala o que eu já tinha lhe dito antes, é muito difícil conduzir um estudo que possa não ser simplista em relação ao tratamento com terapia manual, além de não terem métodos de avaliação que sejam específicos o suficiente para isso. Sendo que estudos quase experimentais acabam tendo o mesmo ou até mais valor do que Ensaios Clínicos Randomizados. Então tudo depende da nossa avaliação crítica do artigo.

    “LBP care is often ineffective, sometimes even injurious,
    and patients should be better informed about choices
    and long-term consequences.
    rapid
    resolution of symptoms is inappropriate, and recurrences are
    common”

    Por isso lhe aconselho a ter mais prudência no tipo de tto que o Sr. escolhe, talvez seja melhor submeter um paciente a um tratamento que ainda não seja tão difundido nas revistas científicas médicas, mas que ofereça menos riscos do que um procedimento invasivo. que teriam maiores consequências caso não funcionassem. Além de serem bem mais caros.

    Isso digo, pois os estudos de segurança do uso da técnica mostram resultados satisfatórios, como o texto mesmo diz, não são piores, e podem ser ou não melhores do que os tratamentos convencionais.

    O Outro artigo que o Sr. citou É o exemplo Real do que eu falo:

    No effect of traction in patients with low back pain: a single
    centre, single blind, randomized controlled trial of Intervertebral
    Differential Dynamics Therapy
    http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2899427/pdf/586_2009_Article_1044.pdf

    É um ensaio clínico Aleatorizado de 60 pacientes.
    Tem como protocolo o uso de uma ÚNICA técnica. Coadjuvante no tratamento da LBP (não é esperado o resultado dela sozinha. E quando digo sozinha, digo fora da terapia manual)
    O PLACEBO não foi confiável, pois todos eles receberam tratamento conservador, e foram submetidos a algum tipo de tração (mesmo com baixa carga, ela pode sim ter efeito, não sobre os discos, mas sobre os tecidos moles adjacentes).
    Além da EAV não ser um bom resultados primários o tratamento durou 14 semanas. A EAV só deve ser usada no máximo em 8(com prudência).

    Sem contar que os resultados foram positivos, sendo uma alternativa segura de tratamento.

    “However, it should be
    stressed that in this study the IDD Therapy was used as an
    add on therapy to the standard graded activity program. We
    could confirm the finding that traction appears to be a safe,non-invasive treatment since no adverse events were
    reported [7]”

    Além do mais, ele deveria ter acompanhado a evolução sessão a sessão de tratamento, pois um gráfico de comparação com o tempo onde houve uma melhora dos sintomas poderia predizer melhor os resultados, se perde precisão com intervalos maiores de avaliação.

    Existem mais coisas no artigo que limitam sua extrapolação, mas meu texto está gigantesco, e não vejo necessidade de citá-los.

    Então irei resumir meus argumentos:

    Não se pode se assumir o estudo que seja como verdade absoluta. Nós temos de ser críticos e corretos para avaliá-lo levando em consideração seu conteúdo e não a revista, o resultado ou Autor. (existem inúmeras publicações em A1 que são péssimas de Autores renomados.)

    Eu NUNCA usaria a maca de tração como carro chefe no meu tratamento, pelo seu campo de atuação, e sua incerteza. Mas existem resultados excelentes em casos específicos que ela entra como coadjuvante. E só.

    O pelo que eu tenho visto, o RMA usa a mesa de tração como parte do tratamento, e não como tratamento todo. Isso com certeza encarece o produto final. Mas não vejo como se fosse ato de charlatanismo. todas as empresas fazem isso, tenho certeza que até a sua o faz também (e isso não é uma coisa ruim).

    Não estou aqui pra defender uma empresa, uma técnica, mas sim pra contestar suas colocações, que são extremamente polêmicas, e considero exageradas a ponto de fugirem da realidade.

    Levando em consideração o Comentário do colega Wiron e o texto que o senhor me enviou. o Conceito Wellness não é uma coisa ruim. E caso nós tenhamos comprovações de tratamentos que se resumem apenas ao conceito Wellness, eles não devem ser jogados fora. Um grande exemplo é o tratamento da Artrite Reumatóide, nós sabemos que ele deve ser baseado em tratamento alopático, e não em outras terapias alternativas, como pedras quentes, massagem para os pés, etc. Mas o efeito benéfico disso pode melhorar tanto a qualidade de vida de um paciente, que vários Médicos incorporam nas suas prescrições. Que dão resultados excelentes.

    Então eu lhe pergunto: O Sr. utiliza o conceito Wellness como coadjuvante do seus tratamentos de LBP? Se não, deveria. Pois lhe garanto que os pacientes ficarão mais satisfeitos com isso e seus resultados serão melhores.

    PS: Antes que o Sr. tome meus argumentos como insulto, lhe peço que releia-os com a mão na consciência. Já que é muito mais fácil acusar os outros de algo, do que tentar entender outras visões. Eu lhe garanto que antes de comentar qualquer coisa contra suas colocações, fiz uma boa análise de conduta para com meus pacientes. Provavelmente nunca lhe farei mudar de opinião, mas espero que tenha ao menos tocado sua consciência, e não seu ego. A ponto de seus questionamentos se tornarem mais pontuais e menos definitivos.

    Lhe desejo tudo de bom.

  • Dr Henrique da Mota disse:

    Caro Ramon,

    Só para relembrar: o tema do nosso debate é o método de tração – como o contido no RMA da Coluna – e a sua propaganda enganosa como algo eficaz. Não vi seu posicionamento quanto a isso e toda a sua retórica acima foge de nosso foco.

    De qualquer forma, toda a sua argumentação sobre os limites metodológicos dos estudos é óbvia e sempre são levadas em conta nas inferências realizadas corretamente. Está malhando em ferro frio.

    Com relação à limitações de poder dos estudos, isto não dá o direito de propagar que uma técnica é eficaz em 90% dos pacientes com hérnias de disco como fazem os praticantes do RMA da Coluna. Eles são cientificamente desonestos, correto? Dizer que isto é uma alternativa à cirurgia é uma outra desonestidade.

    Com relação a CONSORT, há uma melhoria com o controle dos viéses, como por exemplo, do paradoxo de Simpson. Veja http://ddata.over-blog.com/xxxyyy/4/01/72/86/Placebo.pdf .

    Você comenta que é melhor “submeter um paciente a um tratamento que ainda não seja tão difundido nas revistas científicas médicas, mas que ofereça menos riscos do que um procedimento invasivo. que teriam maiores consequências caso não funcionassem. Além de serem bem mais caros.” Eis uma falácia de falso dilema, pois nessa hipótese você coloca um dilema entre um tratamento invasivo que pode ser ineficaz e um tratamento não invasisvo que possa ser eficaz. O problema, caro Ramon, é que nestes termos, o cinetificamento seguro seria nada fazer e aguradar a história natural. Este seu raciocínio falacioso é imobilizante para a construção do conhecimento.

    Com relação ao estudo “No effect of traction in patients with low back pain: a single centre, single blind, randomized controlled trial of Intervertebral Differential Dynamics Therapy”, o problema levantado pela limitação do placebo já foi abordada em outro estudo (veja meu blog) e mostram o mesmo resultado. Não há grande limitação deste placebo. A TRAÇÃO É REALMENTE INEFICAZ NO TRATAMENTO DAS DORES LOMBARES.

    Você dizer que um método já reprovado pelos estudos de maior rigor se trata de uma alternativa segura de tratamento, pelo simples efeito Hawthorne, é ser muito ingênuo ou muito malicioso. Se a tração comprovadamente é ineficaz, se não passa de uma placebo dentro do método RMA, não seria mais prudente tirá-la do programa e usar apenas técnicas de mobilização e exercícios?

    O fato, caro Ramon, é que a presença da tração é realmente inútil, e continua no método apenas por interesse puramente comerciais, na apresentação de uma falsa inovação. Você está defendendo o uso de uma técnica ineficaz com argumentos não científicos. Se este é seu comportemento científico, tranque logo seu mestrado e vá pra área comercial.

    Você disse que seu texto está gigantesto… Diria mais: ele está monstruoso. Sua argumentação está desconexa. Diz que os estudo nada comprovam, defende o método por uma falácia de falso dilema, nega a retirada da maca de um protocolo que, tirandoos exercícios, não é melhor que um placebo.

    Ainda bem que a luz lhe veio no final do texto, quando diz “Eu NUNCA usaria a maca de tração como carro chefe no meu tratamento, pelo seu campo de atuação, e sua incerteza.”

    Mas ao dizer “Mas existem resultados excelentes em casos específicos que ela entra como coadjuvante”, contradiz outros estudos que mostraram a ineficácia dela em vários subgrupos estudados. Dizer que devemos buscar melhor os subgrupos, nos leva a cair em outra falácia: a falácia relativista. Cuidado com essa, pois nunca se comprovou a existência de “casos excelentes” em qualquer “caso específico”. Você deveria ter parado na primeira frase: “eu nunca usaria….”

    Você diz “não vejo como se fosse ato de charlatanismo. todas as empresas fazem isso”.

    Eu respondo que esta é uma justificativa não muito científica, não acha? Se “todas” as pessoas fazem coisas erradas, você também vai fazer baseado nesta premissa? Se todos fazem a utilização de métodos inúteis e vendem como coisas milagrosas, há um nome melhor que charlatanismo?

    Você diz: “Não estou aqui pra defender uma empresa, uma técnica, mas sim pra contestar suas colocações, que são extremamente polêmicas, e considero exageradas a ponto de fugirem da realidade”

    Respondo: Não parece… E “extremamente polêmicas” é pleonasmo. Já viu alguma polêmica leve? Polêmica em grego quer dizer guerra. Já viu guerra de brincadeira? Não há exagero em denuciar o exagero deste embuste. Tem acompanhado as propagandas em jornais? Olha essa: “Chega em SC tratamento não cirurgico para Hérnia de Disco, com eficácia em torno de 90% dos casos”. Exagero, caro Ramon, é isso!!! Uma propaganda enganosa ao extremo…

    Mas uma vez, caro Ramon, sua tentativa de defender o indefensável se mostra inútil, mas não é culpa sua.

    Aceite que o método RMA é envolvido numa cortina de falácias e encerramos nossa discussão por aqui.

    Dr Henrique da Mota, MD, AFSA
    Ortopedia e Cirurgia da Coluna
    Especialista pela Université de Lyon – França

  • Ramon Távora disse:

    Dr. Henrique,

    Acho que provoquei sua ira. Peço mil desculpas por isso, mas existe algo errado aqui.

    Em seus comentários o Senhor me chamou de Charlatão, Bruxo, Melindroso, Tibioso e Jactoso (esses dois eu tive que procurar no dicionário), mandou eu largar o mestrado e disse que RMA não presta porque o Sr. assim deseja.

    Não muito científico para mim. Tenho minhas suspeitas que o Sr. não lê artigos, o Sr. lê títulos e conclusões. E assim acha mais do que correto.

    Encerro minha participação nesta discussão.

    Vou voltar a procurar o pleonasmo em “Extremamente polêmicas”, pois faz algum tempo, e ainda não encontrei.

    Saúde, felicidade e sucesso para você.

    Att. Ramon Távora Viana

  • Dr Henrique da Mota disse:

    Ok Ramon,

    1) Não se irrite.

    2) Os adjetivos foram bem aplicados dentro dos respectivos contextos.

    3) O RMA não presta não porque eu assim queira. É um fato decorrente de uma inobservância científica.

    3) Com relação ao pleonasmo, como guerra e polêmica são assemelhados, e toda guerra é extrema, o pleonasmo é a melhor figura de linguagem para representar este fato. Voilá.

    Finalmente, FIM DA POLÊMICA E FIM DA GUERRA.

    ACEITO SUA RENDIÇÃO!

  • Hélio disse:

    Esse Dr. não se rende depois de uma lenhada dessas. O cara não aceita perder e ainda acha que ganhou a discussão.
    Congratulations, You got air!

  • Wiron Lima disse:

    Caro, Ramon.
    Não é que eu veja algo de errado no conceito Wellness, apenas não acho que ele deva ser vendido como algo curativo ou terapêutico-clínico efetivo.
    O conhecimento vulgar não deve extrapolar as fronteiras do empirismo enquanto não houver uma aproximação da ciência plenamente estabelecida.
    Microfisioterapia não é método, a própria definição francesa define como técnica, tem relação com aplied kinesiology, logo é esotérica.
    A Quiropraxia também é vista como técnica, apesar de insistir em ser profissão.
    Abs

  • Dr Henrique da Mota disse:

    Oi Hélio,

    Então é sua vez. Qual seu interesse? Científico, não é!

    Vejo que você é mais um defensor de técnicas inúteis. Quais seus argumentos para defender as trações nas dores da coluna, no mesmo instante em que vários trabalhos mostram sua ineficácia?

    Deixe de dizeres vazios e de bravatas, e mostre-nos seus argumentos… Eu nunca vejo argumentos ou sustentação de literatura por aqui. Só vejo discursos ideológicos. A minha crítica foi factual e direcionada. Sua argumentação deve se ater ao fato discutido.

    A burrice e a teimosia interesseira parecem ser comuns nos defensores destas práticas de RMA da coluna. Como conseguem idiotizá-los a tal ponto?

    “Se o pior cego é o que não quer ver, pior ainda é o que simula ser cego para ganhar dinheiro.” Não finja ser cego como os defensores deste embuste. Não seja mais um a colaborar para a difusão de informações mentirosas.

    O fato é que as trações como nos métodos RMA da Coluna, RCV e trantas outras são ineficazes e não mereceram o aval das evidências para o que se propõem e propagam enganosamente tratar. É uma mentira vergonhosa que deve parar. Se isso derruba uma vasta rede de franquias, de cursos, de congressos pseudocientíficos e uma ampla cadeia comercial que começa na fábrica dessas macas de quiropraxia, é outra coisa. Não seja usado por esses interesses. Cuidado para não fazer papel de bobo.

    Dr Henrique da Mota, MD, AFSA

  • Dr Henrique da Mota disse:

    Caros leitores,

    Devidos aos desvios constantes do tema, após estas 31 postagens, gostaria de relembrar que o que está sendo discutido é o fato de A SOCIEDADE BRASILEIRA DE REUMATOLOGIA SE PRONUNCIAR QUANTO A UM TRATAMENTO DENOMINADO RECONSTRUÇÃO MUSCULOARTICULAR DA COLUNA VERTEBRAL (RMA), ALEGANDO QUE SÃO TÉCNICAS “NÃO COMPROVADAMENTE EFICAZES”, QUE AS “EVIDÊNCIAS SÃO CONTRADITÓRIAS”, QUE QUANTO AO USO DAS MACAS “NÃO HÁ DADOS CONSISTENTES QUE SUPORTEM SUA EFETIVIDADE”, “QUE O RMA PARECE TER UMA VISÃO RESTRITA”.

    Esta é o que devemos discutir. Já enviei vários trabalhos de literatura que dão amparo ao manifesto da Sociedade de Reumatologia e defendo que o uso destas macas de tração ainda continua sendo feito por desonestidade científica e movida por interesses comerciais. Fui bem claro em minhas críticas.

    As argumentações que recebi em contrário, no entanto, não trouxeram qualquer prova das mentiras propagadas largamente na imprenssa leiga.

    Este é o resumo até agora de nossa discussão: AS TRAÇÕES MECANIZADAS SÃO INEFICAZES NOS TRATAMENTOS DA COLUNA (CERVICAIS, LOMBARES, AGUDAS OU CRÔNICAS) E DESSA FORMA SUAS PROPAGANDAS SENSACIONALISTAS NÃO TRAZEM A VERDADE.

    Dr Henrique da Mota, MD, AFSA
    Ortopedia e Cirurgia da Coluna
    Especialista pela Université de Lyon – França

  • Luana disse:

    Por que será que esses médicos acham que por serem chamados de Doutor sabem mais do que outros profissionais da área da saúde tão qualificados quanto eles?
    E pior, para se sentirem mais superiores, diminuem os outros.
    Ora, digníssimo Doutor, tenho a impressão de que na sua formação não deva ter sido bem abordada a compreensão do que realmente é, e no que se baseia a ciência. Ela não é imediatista, e tem como base metodologias, as quais, pelo visto, não são tão levadas em consideração pelos artigos que o senhor usa para argumentar suas conclusões.
    Acredito também que é o senhor que tem visado o lado comercial do tratamento. Tais técnicas as quais o senhor abomina e chama de bruxaria, podem realmente fazer com que pacientes não precisem mais voltar ao seu consultório.

  • Dr Henrique da Mota disse:

    Cara Luana,

    Não saia do foco!

    Gostaria de relembrar que o que está sendo discutido é o fato de A SOCIEDADE BRASILEIRA DE REUMATOLOGIA SE PRONUNCIAR QUANTO A UM TRATAMENTO DENOMINADO RECONSTRUÇÃO MUSCULOARTICULAR DA COLUNA VERTEBRAL (RMA), ALEGANDO QUE SÃO TÉCNICAS “NÃO COMPROVADAMENTE EFICAZES”, QUE AS “EVIDÊNCIAS SÃO CONTRADITÓRIAS”, QUE QUANTO AO USO DAS MACAS “NÃO HÁ DADOS CONSISTENTES QUE SUPORTEM SUA EFETIVIDADE”, “QUE O RMA PARECE TER UMA VISÃO RESTRITA”.
    Esta é o que devemos discutir. Já enviei vários trabalhos de literatura que dão amparo ao manifesto da Sociedade de Reumatologia e defendo que o uso destas macas de tração ainda continua sendo feito por desonestidade científica e movida por interesses comerciais. Fui bem claro em minhas críticas.
    As argumentações que recebi em contrário, no entanto, não trouxeram qualquer prova das mentiras propagadas largamente na imprenssa leiga.
    Este é o resumo até agora de nossa discussão: AS TRAÇÕES MECANIZADAS SÃO INEFICAZES NOS TRATAMENTOS DA COLUNA (CERVICAIS, LOMBARES, AGUDAS OU CRÔNICAS) E DESSA FORMA SUAS PROPAGANDAS SENSACIONALISTAS NÃO TRAZEM A VERDADE.
    Dr Henrique da Mota, MD, AFSA
    Ortopedia e Cirurgia da Coluna
    Especialista pela Université de Lyon – França

  • Dr Henrique da Mota disse:

    Cara Luana,

    Mostre-nos, com relação aos trabalhos que avaliam os métodos de tração aplicados aos problemas da coluna, onde está a inobservância das “metodologias” que, segundo sua afirmação, não são “levadas em consideração pelos artigos” que eu uso para argumentar minhas conclusões.

    Deixe de bravata, cara Luana, e aprenda a defender seu ponto de vista com seriedade e responsabilidade científica. Aqui não interessa o que você acredita, mas o que pode ser defendido e provado. Nosso debate é factual e não ideológico. Atenha-se ao fato.

    Se você acha que os métodos de tração são eficazes, apresente seus dados e argumentos… Se quiser debater apenas baseada em crenças e proselitismos, perde seu tempo.

    O que sustenta a literatura é que AS TRAÇÕES MECANIZADAS SÃO INEFICAZES NOS TRATAMENTOS DA COLUNA. As propagandas “virais” que saem na imprenssa são pura desonestidade científica. Uma vergonha que deve ser desmascarada.

    Dr Henrique da Mota, MD, AFSA
    Ortopedia e Cirurgia da Coluna
    Especialista pela Université de Lyon – França

  • Dr Henrique da Mota disse:

    E aí, Hélio? Virou gás?
    E aí Luana? Ainda na Lua?

    Brincadeira, mas seus nomes são sintomáticos e eu não podia peder a piada! Um tá voando e outra em outro mundo.

    Voltando a seriedade: estou aguardando seus argumentos.

    Dr Henrique da Mota, MD, AFSA
    Ortopedia e Cirurgia da Coluna
    Especialista pela Université de Lyon – França

  • viviane disse:

    Ridícula essa sua “brincadeira” Henrique, é exatamente assim que se perde o nível da conversa. O engraçado é que o Sr, não publica comentários pejorativos em seu blog, mais no blog dos outros o Sr, gosta de fazer piadinhas……. senso de humor sarcástico hein!

  • Dr Henroque da Mota disse:

    Cara Viviane,

    Tenha bom senso de humor…

    Como eu disse, estou aguardando seus argumentos, não seus melindres. Notou que todos vocês calam quando eu peço os argumentos?

    E com relação à “piadinhas”…

    “Piadinha” é acreditar no que propõe a microfisioterapia e todas estas coisas esotéricas que estão contaminando a fisioterapia.

    “Piadinha” é acreditar no clic-clac que propõe a quiroporaxia.

    “Piadinha” é aceitar o que propaga mentirosamente métodos como o RMA e coisas correlatas.

    Estão fazendo muitas “piadinhas” com o público leigo, você não acha? Senso de humor desonesto, hein?! Mas esta palhaçada não é inofensiva, e deve ser combatida.

    Mais uma vez eu digo: Não saia do foco!

    Gostaria de relembrar que o que está sendo discutido é o fato de A SOCIEDADE BRASILEIRA DE REUMATOLOGIA SE PRONUNCIAR QUANTO A UM TRATAMENTO DENOMINADO RECONSTRUÇÃO MUSCULOARTICULAR DA COLUNA VERTEBRAL (RMA), ALEGANDO QUE SÃO TÉCNICAS “NÃO COMPROVADAMENTE EFICAZES”, QUE AS “EVIDÊNCIAS SÃO CONTRADITÓRIAS”, QUE QUANTO AO USO DAS MACAS “NÃO HÁ DADOS CONSISTENTES QUE SUPORTEM SUA EFETIVIDADE”, “QUE O RMA PARECE TER UMA VISÃO RESTRITA”.

    ONDE ESTÃO SEUS ARGUMENTOS EM DEFESA DESTE ABSURDO “TERAPÊUTICO”?

    O nosso debate é factual, não é ideológico. Atenha-se ao fato.

    Dr Henrique da Mota, MD, AFSA
    Ortopedia e Cirurgia da Coluna
    Especialista pela Université de Lyon – França

  • viviane disse:

    Em primeiro lugar quem lhe disse que sou a favor da quiropraxia da microfisioterapia, do RMA??????? ninguém, pois eu não fiz nenhum comentário defendendo isso.

    Então se recomponha Dr. e não perca o Sr. o foco, a discussão aqui é sobre o título do post ou sobre fazer piadinhas com os nomes dos participantes?

    Existe uma linha tênua entre senso de humor e sarcasmo.

    Respeito o Sr. sabe o que é isso???? Acredito que não!

  • Dr Henrique da Mota disse:

    Cara Viviane,

    Mesmo que provocada, vejo aflorar sua razão, ao confirmar sua posição contrária ao RMA, Microfisioterapia e à quiropraxia. Parabéns pelo bom senso!

    Enfim, este é o resumo até agora de nossa discussão:

    AS TRAÇÕES MECANIZADAS SÃO INEFICAZES NOS TRATAMENTOS DA COLUNA (CERVICAIS, LOMBARES, AGUDAS OU CRÔNICAS) E DESSA FORMA SUAS PROPAGANDAS SENSACIONALISTAS NÃO TRAZEM A VERDADE.

    Quanto a você, cara Viviane, pela falta dos seus argumentos de sustentação, levando a crer que não tenha mais nenhum argumento forte a ser colocado, além de seus melindres, ACEITO, TAMBÉM, SUA RENDIÇÃO!

    Mais alguém se habilita ao debate??? Mas, é sempre assim… Quando a coisa aperta, vocês se melindram e vão saindo um a um. Não é assim que se demonstra uma tese. Foquem no essencial!

    Estudem, busquem literatura e usem formas inteligentes de argumentação, sem tolices e frouxidão de opiniões.

    Dr Henrique da Mota, MD, AFSA
    Ortopedia e Cirurgia da Coluna
    Especialista pela Université de Lyon – França

  • Viviane disse:

    Parabenizo ao Sr. também por limitar-se ao título do post. Afinal é pra isso que o Sr. está aqui, não para fazer piadinhas sem graça…..

    Como diz o Sr. FOQUE NO ESSENCIAL!!!!!

  • Dr Henrique da Mota disse:

    Pois vamos ao essencial…

    Viviane, eu só preciso saber qual a sua definição diante do fato discutido: o que você defende, o que você ataca, quais seus argumentos. Isto eu ainda não vi. Interessam-nos seus argumentos e a riqueza que podemos tirar deles.

    Não faça como os outros, que fogem da discussão após melindres. Uma boa discussão é sempre um aprendizado. Mas deve-se ter preparo para enfrentá-la. Recomendo o livro “Os Usos Do Argumento – STEPHEN TOULMIN”. Excelente leitura.

    Dr Henrique da Mota, MD, AFSA
    Ortopedia e Cirurgia da Coluna
    Especialista pela Université de Lyon – França

  • viviane disse:

    Já cumpri o meu papel aqui, que foi limita-lo ao essencial ou seja, ao título do post e não fazer piadinhas pejorativas com os nomes dos participantes. Quando a esta discussão deixo aos interessados daqui e do seu blog

    E finalmente aceito a sua RENDIÇÃO quando as piadinhas sem graça…

  • Dr Henrique da Mota disse:

    Ok Viviane.. Você entrou sem argumentos, saiu sem argumentos. Não defendeu, não atacou. Não ganhou, não perdeu, nem empatou.
    Uma verdadeira participação sem graça.

    De qualquer forma, eis o essencial: AS TRAÇÕES MECANIZADAS SÃO INEFICAZES NOS TRATAMENTOS DA COLUNA (CERVICAIS, LOMBARES, AGUDAS OU CRÔNICAS) E DESSA FORMA SUAS PROPAGANDAS SENSACIONALISTAS NÃO TRAZEM A VERDADE.

    O que me incomoda é: por que continuam fazendo uso deste absurdos até o ponto de sites de Creffitos fazerem propaganda dessas idiotices? Misturar uma função institucional com comércio falacioso é bem estranho, não? O que se pactua?

    Veja: http://www.crefito12.org.br/?pg=txt_quente&id=252

    Parece que os órgãos de controle estão se perdendo em sua funções institucionais. Brigam por cenas de novela, brigam com massagistas de clínica de beleza, e aceitam charlatanices e desosnestidades científicas maiores, trazendo em seus sites propagandas mentirosas. A fisioterapia aceitar como algo lógico uma microfisioterapia é dizer-se esotérica. Exijam mais seriedade de seus companheiros, pois eles estão precisando. Não é piada.

    Dr Henrique da Mota, MD, AFSA
    Ortopedia e Cirurgia da Coluna
    Especialista pela Université de Lyon – França

  • Dr Henrique da Mota disse:

    Viviane, Hélio e Luana,

    Finda a discussão, tenho a notar que, mais uma vez, os profissionais da fisioterapia que costumam participar deste blog não aprederam ainda a se portar diante de argumentações baseadas em evidências.

    Fazem confusão, fogem da discussão e vão embora sem nada acrescentarem ao saber dos leitores. Sinto-me atirando pérolas aos porcos.

    Não existirá ninguém com um mínimo de nível de argumentação?

    Aceitem com humildade as evidências, e como eu já disse “Se o pior cego é o que não quer ver, pior ainda é o que simula ser cego para ganhar dinheiro.” Não finjam ser cegos como os defensores deste embuste que é a tração nas doenças da coluna.

    Dr Henrique da Mota, MD, AFSA
    Ortopedia e Cirurgia da Coluna
    Especialista pela Université de Lyon – França

  • Lecius disse:

    É… fiz um tratamento desse de RMA em março/abril e acabou não funcionando como esperado. Tirei uma ressonância antes e uma depois do tratamento e o resultado foi positivo comparando as duas. Mas o que aconteceu foram dores fortíssimas na musculatura do pescoço e de toda a coluna em que até hoje preciso tomar antiflamatórios para dormir. Eu comunicava com os fisioterapeutas ainda no tratamento, a respeito das dores, mas, eles falavam ser normais. Ja consultei com ortopedistas e ninguem me fornece um diagnóstico concreto sobre o que tenho. Consultei um neurologista e ele me pediu uma eletromiografia onde me recomendou a acupuntura. Estou fazendo acupuntura (já fiz 20 seções) e até agora obtive uma melhora pequena, principalmente no pescoço, mas ainda sinto fortes dores na região escapular e dorso.

  • Anonimo disse:

    gostaria de que o sr dr henrique da mota colocasse alguns depoimentos de pessoas verdadeiras(não vale inventar pessoas) que se beneficiaram do metodo de neuroporação, pois recentemente fiz e nada de melhora na dor fico no aguardo.

  • Luciano disse:

    boa noite a todos, a sete meses sofro de Hernia de disco e venho estudando desde então o caso.ja´fiz fisioterapia,acumpultura ,pilates e nado , confesso que as dores continuam , hoje estudando mais é que li a respeito da Neuroporação e gostei do que lí e como é recente e pouco difundido sou de total concordancia com quem postou o comentario anterior a mim. Dr. Henrique! Hoje foi mais uma luz de esperança que se abre no meu caminho de sofrimento e peço a Deus que te ilumina e que o Sr. possa desenvolver esta Técnica com bastante seriedade e respeito aos futuros pacientes que sofrem como ou até pior que eu, mas uma coisa vou dizer , saia desta guerra de discussões e parta para a pratica cada vez mais e nos mostrando as pessoas que fizeram este tratamento para que realmente possamos dar o passo certo.Feliciadades a todos .

  • Paola disse:

    Essa discussão entre o Henrique da Mota e o Ramon não ajudou em nada as minhas dúvidas sobre o assunto e eu cara paciente com hérnia de disco em c5 e c6 com bico de papagaio e etc… continuo na dúvida, o que faço?

  • Guilherme disse:

    Poutz, li tudo e não serviu de nada.

  • E.G disse:

    E. G.Gostaria de compartilhar com vocês algo muito importante que aconteceu em minha vida: No dia 31 de agosto de 2011, meu filho Victor, nessa ocasião com 13 anos de idade, começou a sentir dor na articulação coxo-femural direita. Ele havia caído em pé de aproximadamente 2m de altura, no início do mês de julho. Nessa queda machucou o joelho esquerdo, mas recuperou-se e estava levando uma vida normal, inclusive praticando educação física na escola. No dia seguinte levei-o ao primeiro dos quinze médicos que vieram a examiná-lo no Rio de Janeiro, cidade onde moramos. Em busca do diagnóstico foram realizados os seguintes exames: ressonância magnética da coluna lombo-sacra, ressonância magnética das articulações coxo-femurais, ressonância magnética da bacia e quadril, cintilografia óssea, ultrassonografia abdominal, três coletas de sangue e inúmeros raio-X. Transcrevo aqui parte do laudo da RM da coluna lombo-sacra: “Observamos pequena protusão discal focal com base ampla, foraminal direita na L3 e L4, contactando discretamente a emergência da raiz nervosa em correspondência”. Exame realizado em 30 de setembro de 2011 no BRONSTEIN Medicina Diagnóstica na unidade de Copacabana, Rua Xavier da Silveira, 59. Mostrei o resultado desse exame a vários médicos, inclusive um neurocirurgião que realiza cirurgia de coluna e, após examinar Victor, ele disse que as protusões não justificavam a dor e que provavelmente o problema do meu filho era emocional. Gostaria de ressaltar que além desse, mais dois médicos acharam que o problema do Victor era emocional, um deles falou de uma forma bem arrogante: “Tenho x anos de medicina e este garoto não tem nada; o problema dele é emocional.” Em fevereiro deste ano (2012) recebi uma ligação telefônica do meu irmão, que se encontrava em Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul. Ele me falou sobre o Prof. Ueda, sua competência e do quanto era procurado na região, em função dos resultados obtidos através do tratamento oferecido em seu Instituto. Eu e V. viajamos para Campo Grande-MS, nesse mesmo dia à noite. No dia seguinte o Prof. o examinou, viu os resultados de seus exames e constatou uma pequena protusão, segundo ele de fácil recuperação. Iniciamos o tratamento no mesmo dia. A cada dia do tratamento o Victor apresentava uma melhora significativa. Passados quinze dias de tratamento ele andou pela primeira vez sem as muletas, após seis meses precisando delas. Foi uma emoção muito grande ver meu filho andando, curado! Ainda sentia um pouco de dor, que veio a desaparecer completamente uma semana depois. Quero expressar aqui minha gratidão a Deus, que nos conduziu até o Prof. Ueda, um terapeuta de competência indiscutível, que devolveu ao meu filho a alegria de viver! A Deus e a você, Ueda, o nosso MUITO OBRIGADO! E. e V. G. (RJ)

  • Wagner disse:

    Caro Dr. Henrique,
    Se a quiropraxia e a osteopatia não fossem eficazes, não seriam especialidades médicas no EUA, ou seja, nos EUA para ser quiro ou osteo precisa ser medico!
    O senhor esta chamando seus colegas médicos, de um
    pais altamente desenvolvido em pesquisas de mentirosos, não conheço um paciente até hoje que esteja sem dor após operado! Logico que entendo q seus procedimentos custam muitas vezes 30, 50 mil reais, e muitas vezes não funcionam, e com apenas fisioterapia osteopática apresentam melhoras absurdas!
    PS. o Senhor pode fazer ostopatia ou quiro também, lá no EUA, mas aqui infelizmente o senhor vai ter que continuar a fazer cirurgias! Abraço!

  • "Allan" Sou paciente! disse:

    Afinal…. A “Mesa de Tração” funciona ou não? Vi o exame de resonancia magnetica de pacientes, do antes e depois! E ai… como fica? Sinto dores na cervical!

  • Abnel Alecrim disse:

    Caros senhores! Vejo aqui uma discussão interessante que reacende não somente a validação e evidência de certos procedimentos terapêuticos como também a falta de controle institucional em relação a tais procedimentos em todos os conselhos de profissionais de saúde. Toda essa discussão remete a forma mais especializada e estudada da realização do diagnóstico mecânico. Estamos todos falando aqui da validação, eficácia e comprovação científica justificáveis de determinadas técnicas, mais especificamente as “AS TRAÇÕES MECANIZADAS SÃO INEFICAZES NOS TRATAMENTOS DA COLUNA (CERVICAIS, LOMBARES, AGUDAS OU CRÔNICAS) E DESSA FORMA SUAS PROPAGANDAS SENSACIONALISTAS NÃO TRAZEM A VERDADE”.
    Talvez não cheguemos alguma solução prática dessa discussão. O crescimento de cursos nas áreas de saúde tanto na Medicina como na Fisioterapia cada vez mais cresce, a grande maioria dos cursos tem procedimentos sem evidência científica, nem mesmo registros em conselhos de classes. Estamos falando cursos que estabelecem formação de pós sem comprovação da eficácia, segurança e benefício efetivo para o problema da coluna.
    Como tratar um quadro crônico de dor de coluna se não em mãos uma forma validada de realizar um diagnóstico mecânico? A maioria dos problemas musculoesquelética é de origem mecânica, ou seja, relacionado a posição e movimento. Sendo assim, aonde iremos se a falha maior talvez esteja na determinação do diagnóstico? Quanto de nós fisioterapeutas ou médicos, não se depararam no tratamento com diagnósticos errados? Muitos pacientes com quadros crônicos de dor de coluna persistem justamente por não terem apresentado um diagnóstico correto do seu problema.
    Se a maioria dos problemas musculoesquelética é de origem mecânica, porque muitos médicos não indicam a fisioterapia? Porque muitos médicos e fisioterapeutas não mantêm uma relação mais próxima profissional? Quem é o principal beneficiado com essa história toda?

  • Abnel Alecrim disse:

    A formação multiprofissional da saúde no Brasil só está existindo como formação nas universidades. Quando saímos da universidade percebi que é cada um no seu canto. Tentei mas não consegui. Essa aproximação ocorre tantos dos médicos como dos fisioterapeutas. Mas como a ciência da Medicina é mais antiga, o responsabilizo por isso. No mundo lá fora e digo do Brasil cada profissional no seu canto, o médico que realiza o tratamento de coluna de forma clínica num canto, o médico que faz cirurgia de coluna em outro e o fisioterapeuta idem. Quanto ao paciente, está por ai tentando encontrar algo ou alguém que o ajude. E quanto ao diagnóstico compartilhado entre todos, está por ai cheio de erros e transformando cada vez mais a população com problema mecânico da coluna e cidadão com problemas crônicos de coluna cada vez mais submetendo a cirurgias não indicadas.
    “Muitas cirurgias estão sendo feitas em situações em que não há evidência de que vão funcionar”, afirmou à Folha Rosemary Gibson, autora do livro “The Treatment Trap”.
    TAMBÉM NO BRASIL. No Brasil, a situação é parecida, segundo o cardiologista Bráulio Luna Filho, conselheiro do Cremesp (Conselho Regional de Medicina). “O problema é que ninguém denuncia. Mas o que anda acontecendo é criminoso.” “Sabemos dos exageros, mas fazemos de conta que não sabemos”, diz Guilherme Barcellos, pesquisador especializado em conflitos de interesse. Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1090514-peso-da-industria-pode-estimular-mais-cirurgias-de-coluna.shtml.

    Abnel Alecrim
    Fisioterapeuta, Campinas, SP
    Pós Graduando de Reabilitação Musculoesquelética e Desportiva

  • Marlene disse:

    LECIUS

    Estou há 1 ano no Brasil, me formei no exterior, tenho tido sucesso no controle da dor advinda de patologias da coluna, até agora todos pacientes foram beneficiados. Estendo o convite a se beneficiar também.

    Abraço,

    Algiterapia Marlene Coelho

  • Marcelo Pitzzer disse:

    Como paciente já passei por dois ortopedistas e os mesmos não conseguiram aliviar em no mínimo 5% da dor existente em minha lombar, e ainda o pior que sempre acontece, houve discordância em relação ao tratamento sendo um altamente tendencioso indicando a cirurgia como solução. Pois bem, diante a ineficácia desses dois médicos fui procurar um osteopata o qual utiliza a maca de flexo distração onde o mesmo informou que não utiliza a mesma para qualquer dor na coluna ou para tratar todo caso de hérnia de disco, mas o fato é que após a segunda sessão utiliazando essa maca em combinação com alguns outros métodos manuais minha dor já diminuiu em cerca de 60% e após o fim do tratamento (informo que não é o RMA discutido acima) estou 100% satisfeito com a escolha. Bem, não sou médico, fisioterapeuta nem defensor destes métodos os quais são discutitos aqui, mas sim um paciente que hoje se sente 100% normal depois de passar por esse tratamento e com essa maca. Não sei se são bruxos, mágicos ou como queiram chamar mas o fato é que depois de 12 sessões minhas dores sumiram, essas que me seguiam por mais de 4 meses. Esse é meu depoimento, abraço a todos.

  • daniel disse:

    eu tenho hernia discal l4-l5-l5 s1 passei por varios medicos e fisioterapias convencionais ,nao obtendo resultado satisfatorio.So melhorei qdo utilizei terapia manual, mobilizaçao neural e traçao (triton dts).este tratamento durou 8 sessoes ,sem um unico remedio .gostaria de saber do dr . henrique ,qual remedio ele prescreve ,miosam, mionevrix ,dexalgem pois tomei ate nao aguentar mais e nadaaaaaaaaaaaaaaaa.vc ta muito velho

  • Roberto disse:

    Estou sofrendo com hérnia de disco lombar L4-S1 e precisando com urgencia de tratamento de fisioterapia, pilates e mesa de tração e descompressão de discos.
    Alguem sabe onde posso conseguir esse tipo de atendimento na região de Niterói ou São Gonçalo-RJ???

  • Lucia disse:

    Amigos,
    todos tem sua aplicação.
    Sem os estudos que promovem o alivio ao paciente sem açao cirurgica e sem os mesmos em cirurgias menos invasivas,contunuariamos na idade da pedra.
    existem ortopedistas e reumatologistas que entopem pcts de remedios com efeitos terriveis e terapeutas fisicos que destroem o pct.
    Vamos fazer trabalhos cientificos e discutir com quem tem nivel cientifico para isso.
    comportem-se!!!
    abs
    Lucia

  • Janaina disse:

    Continuo sentindo dor! Sofro há 11 meses.Tenho duas protusões discal lombar. Ortopedista e fisio disseram nao é pra cirurgia. Já caí nos remédios e nada. Faço quiro e melhorei. Vou inserir a osteopatia e fisioterapia. Só quem sofre desse mal sabe como é ruim a discussão acima, só deixa a gente mais confuso.

  • Claudia Hellena disse:

    É triste ver uma discussão de categorias que deveriam andar de mãos dadas. É certo que cada vez mais estão formando médicos, Fisioterapeutas e outros sem o mínimo de comprometimento. O que está em jogo ? Uma máquina criada que diz curar a Hérnia de disco?
    Talvez . Eu não sou fisioterapeuta mas tenho vários amigos da área e olha que classe desunida! Os crefitos criados visitam cidades em busca de recursos financeiros e multam seus colegas sem o minimo de compaixão; Vejo visitas de outros conselhos e vejo o trato diferente , clareza nas suas aplicações , base institucional e muito conhecimento. Tenho amigos mulatos com coisas que parece brincadeira.Mas, esse não é o ponto desse bate papo. Eu li o que disse o doutor Henrique da Mota. Será que um Ortopedista está com dores de cotovelo por que a criação do método não foi dele ? ou será que os anos de estudos lhe dão base para passar essa informação? Concordo com ele no que se refere a micro fisioterapia. Uma bobagem que apenas tira o dinheiro dos pacientes.
    O que eu sei é que dores são tratadas no consultório. Apenas um Ortopedista pode diagnosticar e este encaminha ao Fisioterapeuta que deve manipular de forma correta e minuciosa o paciente afim de não lhe trazer mais danos. Uma categoria é a extensão da outra e deveriam trabalhar em conjunto. A velha frase cada macaco no seu galho deveria ser aplicada nas universidades. Acredito que a maca de tração possa trazer alívio e devolver ao paciente uma qualidade superior de vida. Uma boa fisioterapia feita com manipulações manuais aonde o fisioterapeuta estimula a pratica de exercício seja mais eficaz . Estamos precisando que os CONSELHOS se reúnam e cobre mais comprometimento dos seus profissionais. o meu carinho e respeito a todos envolvidos na qualidade do paciente/cliente

  • Lucas disse:

    Estou em crise lombar e vou fazer uma sessão de osteopatia p ajudar e vou me informar sobre a mesa de tração. sei a dor que eu sinto e vou ver se alivia mesmo…..

  • Ronaldo disse:

    Realmente a discussão se alonga a não conclui. E está com um tom mais corporativista do que técnico.

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