Fora da Ordem

Cordel do Fogo Encantado quebra hiato de oito anos com disco produzido por Fernando Catatau

2398 2

Cordel do Fogo Encantado volta após oito anos sem shows. Na formação, o vocalista Lirinha também retorna

(Foto: Tiago Calazans)

O período de oito anos longe dos palcos chegou ao fim para a banda Cordel do Fogo Encantado. O grupo pernambucano anunciou o álbum de inéditas Viagem ao Coração do Sol, produzido pelo cearense Fernando Catatau (Cidadão Instigado). O novo trabalho será lançado no próximo dia 6 de abril.

A volta será coroada ainda com o anúncio da turnê. Datas devem ser divulgadas antes mesmo do lançamento do disco.

E o retorno é com a formação completa: Lirinha (voz e pandeiro), Clayton Barros (violão e voz), Emerson Calado (percussão e voz), Nego Henrique (percussão e voz) e Rafa Almeida (percussão e voz). Lirinha conta que o novo álbum vai reunir músicas que estavam no baú e outros escritas durante 2017, e promete que o grupo mantém a característica de “sempre surpreender”.

“Fizemos uma opção estética de não sermos um grupo de releitura ou de glorificação do passado. As novas letras vão dialogar com os sentimentos humanos, com aquilo que nos cerca”, aponta o vocalista. Viagem ao Coração do Sol foi gravado no Estúdio El Rocha, em São Paulo, e em Fortaleza no Totem Estúdio.

A capa do novo trabalho traz elementos como a luz, o raiar, o vento e o otimismo representados na forma de um personagem, uma vez que esses símbolos transitam por todo o disco. “Criamos uma figura de luz, uma persona do movimento, que nasce da terra como um sopro de otimismo e cor”, comenta Lucas Bacic, que assina a direção criativa ao lado de Lucas Falcão.

Streaming

Enquanto as inéditas não ganham o mundo, o Cordel liberou nesta sexta-feira, 23, todos os três álbuns oficiais remasterizados nas plataformas de streaming. “A mística que envolve o Cordel se manteve suspensa durante esses anos. Inicialmente, éramos um grupo de teatro, o nome da banda era o título de um espetáculo sobre o fogo encantado”, relembra Lirinha.

Entram nas plataformas os discos Cordel do Fogo Encantado (2001), produzido por Naná Vasconcelos, O Palhaço do Circo Sem Futuro (2002), co-produzido pelos próprios integrantes e por Buguinha Dub e Ricardo Bolognine e Transfiguração (2006) produzido por Carlos Eduardo Miranda e Gustavo Lenza.

“A obra do Cordel se tornou rara, pois não lançamos o trabalho nas plataformas de streaming e nem fizemos novas prensagens dos álbuns”, comenta Lirinha. “A procura é bem grande, sempre recebemos mensagens de fãs nos perguntando sobre os discos, foi aí que começamos a entender a importância da história do grupo. Então, fomos convocados a nos mexer e organizar tudo”.

O florescer do Cordel

“No nosso primeiro disco contamos este cordel. Depois falamos de um palhaço de um circo sem futuro, uma metáfora da existência humana, e, por fim, na turnê do álbum Transfiguração, apresentamos um cenário que se recolhe para uma espécie de pausa, algo bem significativo para o momento em que se deu, mesmo não sendo planejado”, conta.

No quarto álbum, o grupo traz elementos que remetem a narrativa do registro anterior. “Agora é momento de sair para o sol, florescer, caminhar em direção à luz, sair de dentro da terra, rasgar o casulo”, completa Lirinha. Na iluminação de palco, contam com um antigo parceiro da banda, o iluminador Jathyles Miranda, que acompanha o grupo desde o início.

Recomendado para você

2 Comentários

\

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *