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Finíssima Música Brega – Por Noandro Meneses

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1536721_640701292669049_1538835475_nNoandro Meneses é produtor de eventos e sempre está por dentro da programação cultural da cidade, ele é estudante do Curso de Eventos UNIFOR e sênior da Central de Eventos NIC. Aqui no Homem ETC ele vai nos deixar informado sobre os principais eventos que acontecem na cidade, sempre com dicas de músicas, filmes e livros. Acompanhem a coluna dele, que vai ao ar toda sexta-feira.

 

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 “Quem é, que não sofre por alguém?

Quem é, que não chora uma lágrima sentida?

Quem é, que não tem um grande amor?”

 Quem é que nunca sofreu por amor? Desafio qualquer um a ouvir a “Seleção de Ouro”, de Agnaldo Timoteo, e não se identificar pelo menos com uma única música, pelo fato de ter sofrido até as últimas consequências por um grande amor.

Depois de ouvir as vinte faixas que compõe o álbum, é quase impossível não ficar cantarolando uma frase piegas qualquer de uma das músicas tidas como cafona, do romântico e popular “brega brasileiro”. A verdade é que ninguém sai impune das lambadas causadas pelas frases das músicas, consideradas pela grande crítica, de mal gosto.

De uma forma despreocupada, com uma problematização maior sobre o que é música brega e com o foco em quem são essas pessoas que as ouvem, o documentário Eu Vou Rifar Meu Coração (2011), de Asna Rieper, fala dos sentimentos e das dores cantadas nas melodias de Agnaldo Timóteo, Waldik Soriano, Nelson Ned, Amado Batista, Wando, Lindomar Castilho, entre outro, que misturam-se aos relatos dos entrevistados, pessoas comuns que contam suas histórias sentimentais.

As pessoas que ali estão falam de suas aventuras amorosas de uma forma intima e sem pudor algum, elas não só se relatam, como também se delatam.

Um homem sem o menor pudor relata sua história de abandono pela mulher amada, cultivando um certo orgulho da relação, preservando, assim, a dignidade do seu amor:

“O final de semana era nosso, ‘nois saia’, ‘nois namorava’, a gente passeava na areia, aquilo ali era a maior felicidade do mundo. Minha esposa era minha companheira, minha amiga, minha namorada e a minha esposa. E eu pensei que nunca ia acabar, né? Mas acabou, acabou (…) Tem uma música de Amando Batista que meche ‘muitio’ comigo, ela diz assim: ‘era uma tarde linda quando ela chegou, era uma tarde triste quando ela partiu..”

Eu Vou Rifar Meu Coração:

[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=wluc5qktu3Y[/youtube]

No universo do romantismo e do amor sofrido, a “música brega” são relatos de experiências amorosa e as reações patológicas de quem leva esse sentimento ao extremo e essas músicas seve de ‘consolo’ para a queles que compartilham do mesmo sentimento.

Foto 01

 

Também em um passeio pelo universo brega, musical Prometemos Não Chorar, apresentando os sucessos e a estética do gênero. O elenco de 13 atores-cantores transporta o público a Fortal City, na década de 1950, para conhecer as irmãs Perfídia, Carol e Diana, que sofrem com os abusos da madrasta Lady Laura e de sua filha Sandra Rosa, e se veem obrigadas a trabalhar em um bar local chamado Irapuan Clube, submentendo-se aos maus tratos do dono do estabelecimento, Charlie Brown. Perfídia, a filha do meio, faz shows no bar; Diana, a mais nova, é garçonete; enquanto Carol, a mais velha, é a responsável pela limpeza. Tudo muda quando as irmãs se empenham em descobrir o que realmente aconteceu com o pai e suas vidas se tornam mais complicadas ainda.

Foto 02

As músicas bregas dão o tom indispensável na encenação. Com um repertório preenchido pelos maiores clássicos do gênero, onde todas as canções são tocadas e interpretadas ao vivo pelos artistas.

PROMETEMOS NÃO CHORAR – UM MUSICAL DE CLASSE, do Grupo Ás de Teatro, inicia mais uma temporada no Teatro SESC Emiliano Queiroz. Nos dias 19 e 20, 26 e 27 de Julho, sempre às 20h

Ingressos: R$ 3,00 (meia) e R$ 6,00 (inteira)

Outras informações: www.facebook.com/AsdeTeatro

Espero que tenham gostado da coluna, até a próxima

Noando Meneses.

 

 

 

1 comentário

  • Iraldo Carvalho disse:

    Gosto muito do gênero de música brega, não que já tenha sido traído ( se já fui não sei!), não sei se porque na minha infância tocavam muito nas rádios e isso me trazem lembranças boas dos tempos de criança, não sei o que é, só sei que gosto!
    Parabéns Noandro, pela materia e pela coluna.

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