A 23ª edição da Flip – Festa Literária Internacional de Paraty – chegou ao fim neste domingo (3), marcando seu retorno ao calendário tradicional, entre julho e agosto, com público recorde e ocupação total do Centro Histórico da cidade. Cerca de 34 mil pessoas participaram do evento, um crescimento de 10% em relação aos anos anteriores.

Com homenagens ao poeta Paulo Leminski, cuja obra inspirou o tema central desta edição, a Flip recebeu nomes de destaque como Rosa Montero, Nei Lopes, Valter Hugo Mãe e a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. A abertura, na quarta-feira (30), contou com Arnaldo Antunes, que relembrou Leminski e leu trechos de seus textos: “Leminski era erudito e popular, fácil e difícil, caprichado e relaxado. Era a peça do quebra-cabeça entre cultura e contracultura.”
A partir de quinta-feira (31), entraram em cena as programações da Flipinha, Flipzona, FlipEduca e Flip+, envolvendo moradores e visitantes. O número de Casas Parceiras subiu de 29 para 35, recebendo nomes como Conceição Evaristo, Ana Maria Gonçalves, Jamil Chade e Jean Wyllys.
Na Praça Aberta, às margens do Rio Perequê-açu, mais de 140 autores, editoras independentes e coletivos editoriais se reuniram com agentes culturais da Costa Verde.
Sobre a Flip
Criada em 2003, a Flip nasceu de um processo iniciado em 1993 e foi reconhecida como Patrimônio Histórico, Cultural e Imaterial de Paraty e do Estado do Rio de Janeiro. Com programação anual para crianças e jovens, a festa promove encontros com autores e ações de incentivo à leitura, culminando na Flipinha e FlipZona.
Premiada pela APCA (2011) e pelo jornal O Globo (2023), a Flip propõe a cada edição um novo diálogo entre literatura, arte e ocupação do espaço público. É realizada pelo Ministério da Cultura e Governo Federal e pela Associação Casa Azul, via Lei de Incentivo à Cultura, com patrocínio do Nubank (Jequitibá), Itaú Unibanco e CCR (Guapuruvu), Maqmóveis (Cedro) e apoio da Prefeitura de Paraty.

