Blog do Jocélio Leal

BNB lança programa de demissão voluntária

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Sede do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), no Passaré, em Fortaleza
na sede do banco no Passaré (Foto: Mauri Melo)

Fortaleza – O Banco do Nordeste criou um plano de demissão voluntária. O Programa de Incentivo ao desligamento (PID) foi aprovado hoje pela Diretoria e pelo Conselho de Administração, que se reuniu a partir desta tarde e retoma amanhã.

O prazo para manifestação de interesse começa nesta quarta-feira (5/7) e se estende até o próximo dia 14. É quando o Banco seleciona quem poderá seguir adiante com base nas regras e nos recursos disponíveis. Já o período para livre adesão dos funcionários será de quatro dias, de 24 a 28 deste mês.

O limite dos recursos para o PDI é em função do lucro projetado para o ano. Há um piso de R$ 50 mil, calculado em função de 15 salários do funcionário em dezembro.

Pelas regras definidas, pode aderir quem entrou para o BNB antes de 1º de janeiro de 2000 e quem em 31 de dezembro de 2016 contasse com idade igual ou superior  a 50 anos e aposentado pela Previdência Social ou em condições  legais para requerer a aposentadoria.

O Blog apurou que no máximo 300 funcionários deverão sair porque há limite de recurso para o Programa. O BNB tem hoje cerca de 7,2 mil funcionários concursados e em regime de CLT.

O desligamento de funcionário poderá se dar entre o 16º e o 45º dia corrido, contados da data da adesão.O BNB comunicou ao mercado que o impacto financeiro do PID só será mensurável após o fim do período de adesão.

Ao tomar tal atitude, o Banco dá a oportunidade de saída para funcionários mais antigos, na expectativa de alcançar mais eficiência operacional. A rigor, um pleito dos funcionários. Ao mesmo tempo, o BNB não poderá repor.

Na prática, é saudável para o Banco na medida em que enxuga em lotações já extintas ou reduzidas. Áreas onde há mais funcionários do que onde deveria ter. Especialmente pessoas que não seriam bem aproveitadas em outras agências, por exemplo.

 

 

 

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4 Comentários

  • Wildelbecker M. Varela disse:

    Como fizeram com o BNDS agora os funcionários do BNB que irão pagar os desfalques, quem perde é o povo cearense.

  • Amaury disse:

    o Banco do Nordeste tem hoje aproximadamente 1.700 funcionários aposentáveis e ou aposentados pelo INSS que não podem deixar a instituição para muitos receberem menos que recebem como auxílio-alimentação e porque foram e e estão sendo massacrados pelo fundo de pensão com o qual contribuíram por trinta anos qual co-patrocinado pelo banco que indica por lei seus dirigentes quais de forma imoral e ilegal reduziram as aposentadorias e para completar elevaram as contribuições destes indigitados hoje em 21% um cínico recorde universal mas que já foi de 28% tudo em nome de avaliações atuariais em parâmetros altamente questionáveis e impraticáveis … já os salários dos dirigentes chegam a belíssimos $ 30 mil por mês enquanto os donos do fundo pastam e comem o pão amassado pelo diabo, a justiça em passo de tartaruga reconhece direitos e nem ao arcebispo podemos reclamar já que só nos pode oferecer o lenço.

  • Luis disse:

    Enquanto isso os aprovados do concurso do BNB, realizado em 2014, ficam cada vez mais desesperançosos de serem convocados.
    Muita batalha e esforço empregado para alcançar uma aprovação em concurso, e quando se consegue, ficamos a ver navios, sem receber informações do banco. A última convocação foi a exatos 2 anos.
    Quem perde com isso é a sociedade como um todo, que enfrenta quilométricas filas diariamente devido a falta de empregados.
    Os bancários que tanto se dedicaram ao banco estão cada vez mais atarefados e estressados devido a carga gigantesca de trabalho que possuem. E lamentavelmente como foi destacado na matéria “os cargos não serão repostos”. Como as agências continuarão a funcionar?
    O projeto de expansão do banco, que outrora foi alavancado, vê hoje o seu encolhimento, inclusive com o fechamento de agências.
    Todos nós sabemos o quê os que estão no poder querem!
    Abramos os olhos.

    • Alexandre disse:

      É amigo o que trava todo o desenvolvimento e expansão da instituição e consequentemente do estado, são os interesses políticos envolvidos, favores como moeda de troca, como por exemplo alocação de terceirizados no lugar de concursados, tudo isso mascarado por convênios de prestação de serviços, e parcerias que na verdade oferecem terceirizados para poderem beneficiar empresários e se beneficiar, uma vez que pagam muito abaixo a um terceirizado, mas reposição tem que haver por bem ou por mal, a justiça será acionada se a inércia por parte do banco persistir após esses desligamentos.

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