Blog do Jocélio Leal

Incêndio fará cultura ascender nas campanhas

Rio de Janeiro –  No país da contradição, os fósseis roubados e levados para fora do Brasil estão inteiros. Já os nossos, destruídos pelo fogo. Tristeza e vergonha exprimem o momento do País após a destruição do Museu Nacional.

Repare nos discursos médios dos candidatos, tanto em nível federal como estadual. Cultura está longe de ser prioridade. Aparece como item secundário.

Figura nos planos de Governo como tal, um figurante.

Mas aguardem. De hoje para amanhã o tema ganhará mais luzes na falas e nos programas e rádio e TV.

A propósito dos fósseis, é do Ceará donde sai boa parte do acervo brasileiro.

O Geopark Araripe é de uma riqueza descomunal para a pesquisa e para a economia do Cariri, do Ceará e do Brasil. É um dos destaques da publicação oficial da Unesco sobre geoparques em todo o mundo. Figura em galeria com Canadá, Vietnã e Portugal, por exemplo.  Clique aqui

Em 28 de agosto do ano passado, o repórter Demitri Túlio, do O POVO, conversou sobre o tema com o professor Antônio Álamo Feitosa Saraiva, 56, coordenador do Laboratório de Paleontologia da Universidade Regional do Cariri (Urca).  Ele falava do tráfico pesado de fósseis.

Uma das questões:

O POVO – Centena de fósseis da Bacia do Araripe estão em universidades e museus fora do Ceará e do Brasil. Deveriam estar em instituições de pesquisa no Cariri, como Universidade Regional do Cariri e Museu de Paleontologia de Santana do Cariri?

Professor Álamo Saraiva -Sim. É de 1800 a primeira citação sobre a retirada de fósseis daqui. João da Silva Feijó, em uma carta ao rei de Portugal, fala dos fósseis magníficos que existiam aqui. E ele escreve que enviou duas remessas, talvez duas cargas de burro. Esses fósseis, hoje, estão depositados na Universidade de Évora. Em 1841, Louis Agassiz se imortalizou com um achado, da época, que mudou uma regra na paleontologia mundial. Ele mostrou que os fósseis daqui tinha o tecido mole preservado.

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