Blog do Jocélio Leal

Divergência política não é motivo para deixar de gostar de artista nem brigar com amigo

Sem o menor interesse em saber o que pensa Chico Buarque sobre política e economia. Ele é genial, assim como o Caetano. Ou melhor, like Caetano.

Pouco importa que Regina Duarte tenha falado que sentia medo do PT para defender voto em Serra. Malu e Porcina eram ótimas.

Absolutamente indiferente ao auto mandato e à renúncia do José de Abreu. Poucos fariam tão bem o Nilo de Avenida Brasil. É um senhor ator.

E o que tem a ver se Fagner tocou violão em encontro com Sérgio Moro juiz em Curitiba? Ou ainda que em 1992 a Cláudia Raia tenha sido Collor?

E Alceu Valença ter escolhido Joaquim Francisco do PFL lá em Pernambuco em 1990? Ele sofreu feito um diabo, atribui até o enfarto sofrido à pressão que sofreu. E a família Caymmi com ACM na Bahia?

Aliás, dando uma resposta ao tempo, nada muda por Nana ter espalhado suave veneno em Chico, Caetano e Gil naquela entrevista na Folha de S. Paulo. Sobre a sobrinha então, ainda menos. Eles que são Caymmi que se entendam. E Ivete desengajada da última bandeira? Bah!

Nana, Ivete é Alice são maravilhosas. Cada uma do seu jeito. Toda menina baiana tem o seu.

É possível morrer de discordar de cada um. Mas sem dar a mínima para as diferenças. Importa mais consumir a arte que eles produzem. E nada mais. Aliás, não conhecê-los é melhor.

Trazendo para os círculos mais próximos, aqueles onde ninguém precisa ter talento para entrar, é a mesma coisa.

Qual a liga entre grupos de amigos? Varia. Pode ser o trabalho, pode ser a mesa de bar, pode ser apenas o carnaval, pode ser o que for. Os desacordos de opinião não justificam as cisões. Ou melhor: se simples divergências políticas levam a tanto, não era mesmo um grupo, nem uma família. Melhor era mesmo tudo se acabar.

Obra das Irmãs Cândido (Foto: Ceart)

 

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