O tempo que as alfazemas duram — Marília Lovatel Estava cego há duas semanas, quando me trouxeram os lilases. Suponho que alfazemas. Suponho que lilás era a cor, algo na fronteira entre o azul e o roxo, novidade para mim. Um nome que cheirava a…
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Colaboradores do Blog Leituras da Bel. Grupo formado por professores, escritores, poetas e estudiosos da literatura.
marquinhos — Por Raisa Christina marquinhos teu sim dissipou chuvas rasgou o plano azul de agosto para atingir a lembrança do carnaval em que te ouvi cantar te guiei pela mão no redemoinho até te encostar no carro desfocar uma a uma todas as sardas…
contemplação -bruno paulino- de deus tenho saudades da música silenciosa da paz do céu azul de deus tenho saudades da face desconhecida do amor absoluto de deus tenho saudades da luz resplandecente da redenção dos pobres de deus tenho saudade sou instante entre duas eternidades…
mar à hope — Por Isabela Bosi um dia serviu para os de longe homens, mulheres e garrafas de coca-cola agora resta como ruína velha cinza musgo entranhas de material metálico carcomido sal e tempo corpo que se ergue sobre o mar esquecido aberto a…
Não sabendo o porquê — Por Gisela Gold Ilustração de Ivylin Oliveira Não sabendo porque, te achei. Não sabendo porque, me perdi. Não sabendo porque, paro tudo e corro até lá. Não sabendo porque, aquieto e não consigo. Não sabendo porque, sua história me toca. Não…
VAPT VUPT — Por Madame Satã VAPT VUPT vapt vupt vapt vupt vapt vupt seguem todos atentos e sonolentos vapt vupt o arrastar de sandálias o apertar dos passos os murmúrios problemas falácias fofocas a filha da vizinha da Maria todo dia chega num Uber…
amaro — por Raisa Christina amaro você me escreve bêbado num balanço de solidão dentro do aparelho portátil às vezes trocamos nudes no escuro intuímos uma cumplicidade real a extrapolar nossas brincadeiras o medo de envelhecermos antes de termos acessado o tônus muscular o vigor…
Feriado — Por Zélia Sales Feriado Dormi até o sono acabar mas acordei enfastiada perdida dentro de casa o apartamento vazio e eu procurando espaço. A janela havia um céu triste sem promessa. A rua carros carros carros uma buzina enfadonha. Ainda bem que a…
carta 13 — Por Kami Girão Foram meses complicados. Ainda sinto o corpo pesado daquela época, difícil de carregar por aí. Meu joelho desgastado me lembra dos dias em que o estômago estava sempre vazio de alguma coisa. Em contrapartida, eu esvaziava a carteira…
pedra de atiradeira –Por Anna K Lima pedra de atiradeira essa sou eu: medo e medo e medo e medo, mas no salto, no voo. a cada nova esquina, uma nova escolha. se decidi pelo melhor, não ouso nomear. se perderei algo, jamais saberei. essa…
