Plínio Bortolotti

O rádio e eu

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Desde ontem, e diariamente, aproximadamente às 16h30min, vou fazer comentário no programa apresentando por Ian Gomes, a Revista O POVO/CBN, na rádio O POVO/CBN. O programa vai ao ar das 15h às 17h, sob a direção de Maryllene Freitas

A minha históra com o rádio é a seguinte  [se quiser continuar a ler, clique abaixo]:

Começou com a rejeição própria de quem estudava jornalismo na São Paulo transformadora da década de 1970, quando o impreso era uma espécie de príncipe das mídias.

Ninguém falava em rádio; TV então, se alguém manifestasse preferência seria olhado como um traidor da classe [operária] da qual não éramos, mas nos julgávamos os representantes, melhor dizendo, a sua vanguarda.

Os homens de bolsa e as mulheres de bata, todos nos víamos em uma esfumaçada redação, em meio ao matraquear das máquinas de datilografar, resistindo bravamente à ditadura com a força de nossas palavras. 

Na década de 1980, na secretaria de Comunicação do Sindicato dos Bancários do Ceará, participei de uma campanha salarial, que, pela primeira vez, teria peças publicitárias unificadas nacionalmente. Recebia-se o modelo de cartazes, inserções para jornais, rádio e TV.

Como os recursos para a mídia eletrônica eram pequenos, resolvi investir tudo em rádio, para dar mais volume. Foi um sucesso. Me relatavam: em casa todo mundo ouviu; tocou dentro do ônibus.

Comecei então a insistir para que o Sindicato tivesse seu próprio programa de rádio. Depois de muita insistência, foi ao ar em 20/4/1993 [e continua até hoje, depois de 16 anos]. A produção do programa, sob minha supervisão, ficou a cargo da Rádio Extra: Nonato Lima, Andrea Pinheiro e Lycia. Pusemos o programa por várias vezes em segundo lugar do Ibope, evitando jargões sindicais e dando prioridade à notícia.

Por essa época, fui convidado a participar do programa Debates do Povo, na rádio O POVO, em uma bancada formada por mim, Themístocles de Castro  e Silva [jornalista], Tarcísio Leitão [advogado e velho comunista] e Hélio Leitão [advogado, hoje presidente da OAB]. Fiquei por ali mais ou menos uma ano.

Em 1997, ingresso no O POVO, quando a rádio ficava no mesmo prédio do jornal, na avenida Aguanambi. No início da década de 2000, começo a fazer uma intervenção no programa Noite e Companhia, apresentado por Ian Gomes. Eu chamava de “a hora do recreio”, pois descia da redação para falar, ao vivo, dos estúdios da rádio.

Em fevereiro de 2008 fui convidado para apresentar o programa Debates do Povo, no qual fiquei por cerca de três meses; depois, assumi outras tarefas no  Grupo de Comunicação O POVO, que provocou incompatibilidade de horários.

Bom, agora estou de volta, novamente com Ian Gomes.

Nesse percurso, é desnecessário dizer que rádio tornou-se uma paixão, palavra que sempre acho meio exagerada, mas a uso em homenagem a Maryllene Freitas [a nossa editora-chefe], que não tem medo nem vergonha de dizê-la em relação ao rádio.

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