Plínio Bortolotti

Congresso em Foco: diretor revela como descobriu a farra das passagens aéreas

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O diretor do Congresso em Foco, Sylvio Costa, vai falar sobre a experiência de seu portal de notícias  no 4º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo.

O Congresso em Foco foi o veículo de comunicação que descobriu o escândalo que ficou conhecido com “a farra das passagens aéreas”. Isto é, o uso indevido que deputados faziam de suas cotas de passagens, distribuindo-as graciosamente entre parentes, amigos e namoradas.

Praticamente todos os jornais e portais de notícias do país reproduziram a cobertura original do Congresso em Fopco.

Sylvio foi um dos quatro fundadores do portal, que, desde 2004, tem se destacado pela prática do jornalismo político de serviço.

“A primeira grande diferença é uma cobertura minuciosa da ação de cada deputado e senador. Enquanto veículos tradicionais fazem uma cobertura mais geral de política, até mesmo por falta de tempo e estrutura, tentamos permitir que o leitor faça um acompanhamento individualizado dos parlamentares”, diz ele.

Pelo Congresso em Foco é possível saber como os parlamentares usam suas verbas indenizatórias, como votam e com que assiduidade comparecem às sessões plenárias.

“Esse foco mais próximo permitiu que se apurasse e publicasse fatos até então muito pouco conhecidos, como o levantamento dos parlamentares que respondem a processos”.

O levantamento, feito desde março de 2004, mostra que 150 dos 594 parlamentares respondem por processos no Supremo Tribunal Federal (STF).

“Ou seja, a cada quatro parlamentares, um responde processo no Supremo. Isso suscitou uma discussão muito grande. Deputado que tem processo pode se candidatar? É um tipo de informação que até então não estava disponível e a sua mera divulgação trouxe discussões novas para o debate político”.

4º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo é promovido pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, [Abraji] e será realizado em São Paulo, entre os dias 9 e 11 de julho.

[Texto produzido pela assessoria da Abraji]

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2 Comentários

  • Lima disse:

    Oi Plinio e amigos,

    tenho aqui uma dúvida sobre este tema: É mesmo ilegal este uso por parentes da passagens?

    Tipo: eh claramente imoral, mas ilegalidade eh um termo univocamente definido e eh o ponto de vista jurídico que interessa.

    Lembro de ter visto uma fala do Ciro sobre isso. Nao morro de amores por ele, mas tenho lah minhas duvidas quanto ao interesse em repercutir um caso de alguns mil reais, onde as irregularidades nao passam de suposicoes. Principalmente pq depois da denuncia do valoroso congresso em foco, que se presta a vigiar o congresso, quem repercutiu foram os mesmo que abafaram o caso DD, de 2 Bilhoes de reais, dos quais 18 Milhoes soh em propina.

    Ora, suponha q a mae do Ciro tenha ido aos EUA e voltado por 20.000 reais, o esquema DD eh 100.000 vezes maior!!!

    Vejam que os caras de sempre, Gilmar Mendes a frente, Folha, Veja e Globo a reboque, centraram fogo no delegado e no juiz que investigaram o caso. Depois disso, tudo era gravíssimo: algema, grampo(??), viagens… Menos o esquema DD que teria jornalistas e mais jornalistas no bolso, além de “facilidades” no STF.

    Serah q isso nao passa de uma tentativa de desviar as atencoes do esquema DD e GM? A mim nao surpreenderia…

    Abracos,

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