Plínio Bortolotti

Zona Azul e a esculhambação urbana

O POVO noticia hoje, na matéria Zona Azul suspensa após fim de contrato, que faz um mês que o serviço deixou de funcionar em Fortaleza. Você, cidadão contribuinte, tinha conhecimento disso?

Obviamente a Prefeitura de Fortaleza deve achar que não deve nenhuma satisfação para os munícipes – e eles que se virem se quiserem obter informações mínimas sobre a cidade.

A AMC [Autarquia Municipal de Trânsito Serviços Públicos e Cidadania] diz que vai se manifestar somente hoje sobre o assunto. Provavelmente, não teve tempo, durante um mês, para preparar uma resposta decente para os cidadãos.

Mas o fato é que este é apenas mais um dos problemas urbana que infernizam a vida da cidade. Também hoje O POVO anuncia em sua primeira página: Lixo invade as áreas nobres [nas “áreas pobres” a invasão já aconteceu faz tempo]. 

Quanto à Zona Azul, o melhor era acabar com TODOS os estacionamentos sobre as calçadas. Nossa capital transformou-se em uma cidade, como venho monstrando na seção deste blog “Fortaleza, terra de ninguém”, na qual o pedestre é tratado com desprezo e descaso.

Os carros transformaram-se em reis e ditadores. Expulsam o pedestre de seu habitat, as calçadas e, folgadamente tomam conta da cidade. Sob as vistas grosssas e complacentes das “autoridades”.

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