Plínio Bortolotti

Fortaleza, terra de ninguém, da contramão, da falta de fiscalização… (para completar)

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Dando sequência a matérias sobre as mazelas urbanas que vem produzindo, O POVO publicou na edição de hoje [16/1/2009], texto sobre o mau hábito que muitos motoristas têm de andar na contramão.

A reportagem  lista várias ruas, em diversos bairros em que andar na contramão parece a coisa mais natural do mundo para motoristas irresponsáveis, algo que está para além da simples falta de educação, da qual, obviamente, eles também padecem.

Mas para o motorista-truculento não importa se ele vai atrapalhar a vida dos outros ou provocar um acidente grave. O que ele quer é levar vantagem em tudo, certo?

O texto, assinado pelo repórter Tiago Braga, pode ser visto aqui. Vou mostrar algumas fotos, algumas publicadas outra não, para que todos vejam como alguns motoristas contribuem para a esculhambação que se transformou o trânsito de Fortaleza.

Obviamente, o motorista-truculento poderá continuar a mandar a lei às favas tranquilamente, pois falta fiscalização e, quando assumiu, o presidente da AMC [Autarquia Municipal de Trânsito e “Cidadania”], Fernando Bezerra, disse que um de suas metas era implementar o projeto “multa zero”.

Vejam as fotos abaixo, que não se pode nem chamar de “flagrante”, pois o fato é corriqueiro e os motoristas-truculentos agem na maior cara de pau.

E o horror aqui exposto não se resume a essas ruas, o negócio é generalizado.

Rua República do Líbano com Professor Dias na Rocha. Na contramão, na boa. Foto de Evilázio Bezerra


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1 comentário

  • Roger Prado disse:

    Pena que esse post se ateve à area mais central de Fortaleza. Distancie-se mais um pouco e verá que Centro e Aldeota são um paraíso diante de avenidas (não rua, avenida mesmo, daquelas perigosas) tais como Bernardo Manuel (também conhecida como prolongamento da Expedicionários, que liga a av. Dedé Brasil à Perimetral). Ali, para “ganhar o combustível” de um quarteirão, o pessoal entra o tempo todo na contramão para pegar um retorno mais próximo. Eu passou por lá diariamente e é rara a vez em que eu não veja isso. É o tempo todo. Também pudera, ali e em outros pontos da cidade a figura mais rara é um guarda que possa fiscalizar e multar esses assassinos em potencial.
    Faz tempo, muito tempo, que eu não vejo um guarda da AMC. Eles ainda estão em greve?
    A propósito: criou-se um chavão, repetido bovinamente por quase todos, dando conta de que a AMC é uma indústria de multas. Nada mais falso. Se a AMC quisesse ganhar dinheiro, bastaria eleger, por exemplo, o uso obrigatório da sinalização na conversão ou mudança de faixa (infração grave). Em Fortaleza, quase ninguém usa a famosa seta. E é porque o comando da seta fica ali, ao lado do volante, ao lado do dedo mínimo. Imaginem só se o sujeito tivesse de apertar cinco ou seis botões para acionar a seta. Se a AMC fosse realmente indústria de multas, bastaria multar que não usa a seta quando deve usar.
    Outra fonte de recursos para uma indústria de multas seria o desrespeito à faixa de pedestres. Dias desses parei para dois pedestres na faixa em frente ao Makro. Os outros carros não pararam e os pedestres só passaram depois de uns três minutos, quando somente eu estava na via. O pessoal da parada de ônibus me aplaudiu. Eu fiquei envergonhado, claro. Quando se chega ao ponto de o cumprimento de uma obrigação merecer aplauso, então alguma coisa está muito errada.
    Sugiro ao pessoal da AMC que se erga das cadeiras, pois sentado nelas não dá para ver muita coisa.

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