Plínio Bortolotti

Enquanto isso, no “Polo Gastronômico da Varjota”…

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recém inaugurado pela Prefeitura de Fortaleza…

Carros param sob a placa de Estacionamento Proibido na rua Ana Bilhar...

Carros param sob a placa de Estacionamento Proibido na rua Ana Bilhar...

... e também na rua que a cruza, a Frederico Borges...

... e também na rua que a cruza, a Frederico Borges...

... e o ônibus, possivelmente transportando trabalhadores, se quiser, que espere.

... e o ônibus, se quiser, que espere

Todo fim de semana é assim, na área que seria o exemplo na Fortaleza, terra de ninguém.

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8 Comentários

  • nelson c. b. eulálio filho disse:

    Caro Plínio,

    A julgar pelos carrões que aparecem nas fotos e cujas placas o fotógrafo tem o cuidado de não mostrar – seja pelo ângulo da foto, seja com o recurso de tarjas -, o “ninguém” que você se refere (e de quem seria a terra na expressão “terra de ninguém”), só pode ser a burguesia endinheirada que (ainda a julgar pelos carrões e pelo “tom” do post) não respeita os espaços públicos. Aliás, a mesma burguesia endinheirada – e, ficamos sabendo agora, mal educada – que dá as festinhas brega-chic no clube Ideal com cantores bregas se esgoelando madrugada adentro (amplificados por potentes instrumentos eletrônicos) não deixando a vizinhança dormir em paz. E parece, meu caro Plínio, que você quer transferir a responsabilidade da falta de educação dessa parte da população à prefeitura. Pelo menos é o que sugere a expressão “Fortaleza, terra de ninguém”.

    Como no antigo Oeste americano, em que apesar dos esforços dos xerifes sempre havia os rancheiros ricos e poderosos que se embriagavam nos saloons e faziam desordens pela cidade e, por isso mesmo, não se devia creditar a culpa ao xerife da cidade pela má educação desses “bem nascidos”, da mesma forma é pedir demais que a prefeitura de Fortaleza passe a dar aulas de boas maneiras e cidadania aos habitantes ricos (novamente a julgar pelos carrões) da cidade. Isso é tarefa das famílias e das escolas que, no caso, são todas particulares, caras, cristãs e “da melhor qualidade” – a julgar pelos anúncios nos jornais.

  • Joao Paulo disse:

    Oi, bem legal o seu blog, muitas informações de qualidade e um ótimo ambiente para se informar e descontrair. Voltarei sempre e também indicarei.
    Abraço!

  • Thiago disse:

    Isso é o que nossa sociedade hipócrita (leia-se burguesia “intelectual”) chama de “uma besteira dessa!” e se você obedece as leis é recriminado por essa mesma “classe”.

  • Zeca disse:

    Concordo com quase todo o bom texto do “comentarista” Nelson. Porém, faço um reparo ao que ele chama de CARRÕES, que só podem pertencer à “burguesia endinheirada”. Os carros que aparecem na foto são de preço aceesível a qualquer classe média: Em destaque, uma Ford Ranger já retrô, usadérrima; Pálio versão já 3 vezes ultrapassada; Fox 1.0, popularíssimo. O que chamamos de “carrão” vai da Hilux Honda SRW-4 (usada pela Ronda) pra cima.
    Também acho que, após o horário comercial, o tratamento deve ser diferenciado e flexível, pois se apertar demais, a moçada que faz e leva a alegria e a badalação do local, muda-se para outros “points”.

  • Marcos disse:

    Pergunto ao Plínio e aos demais leitores: se vcs tivessem uma farda azul e um bloco de multas, o q vc fariam?
    Pergunto isso pois sou agente de trânsito da “famigerada” AMC e vou explicar mais ou menos com aconteceria: quando a viatura chegasse no local a maioria correria para os seus carros e sairia dando sempre a desculpa do ” foi rapidinho, vc não multou não, né?”. Os que falarem pois muitos apenas levantam o dedo polegar. Bem, os que ficassem seriam autuados e se, por acaso chegassem durante a lavratura do auto perguntariam se não teria um jeitinho para tirar a multa. Diante da negativa, soltariam um: “vcs só sabem multar” ou “já fui multado, deixa essa p* aí mesmo”. Nesse caso, a lei manda (e nós só podemos fazer o q diz a lei, caso contrário será abuso de poder) que o veículo seja removido por reboque. Acionasse um reboque, que demora uns 30 min para chegar, e na hora “H” o cidadão entra no seu carro e vai embora… Dez minutos depois q a viatura deixasse o local (não existe somente esse lugar carecendo de fiscalização em Fortaleza) a frota estaria renovada e estacionada em local proibido. E isso acontesse todo santo dia em todos os lugares que vc já fotografou e citou no seu blog.
    Quando eu entrei na AMC, a sete anos atrás, eu achava que ia mudar o mundo. Ia fazer a diferença. Encarava o agente de trânsito como profissão. Hoje, casado e com uma filha de seis meses para criar (sim, nós não somos bichos com a grande “imprensa” pinta, temos família, filhos, amigos, hobbies e nascemos de pai e mãe), encaro a AMC como um emprego para pagar minhas contas. E sabe pq? Pq não adianta. É um trabalho de “enxugar gelo”… A gente faz o q pode.
    Só resolveria de imediato se a prefeitura contratasse uns 2 mil agentes e colocasse em cada esquina da cidade para dizer ao condutor que onde tem uma placa de “proibido estacionar” é proibido estacionar. Para dizer que é proibido estacionar num passeio. Que não pode passar quando o sinal está vermelho…
    O que falta nessa cidade é uma coisa: civilidade. Nosso motorista é mal formado. Nosso povo é mal educado e nossa cultura é a de se dar bem em tudo… Quem faz o certo é taxado de “otário” ou “besta”.
    Não adianta apenas criticar, mas devemos fazer a nossa parte, conscientizando o vizinho, irmão, cunhado ou colega de trabalho a ter respeito ao próximo e a coletividade. O bem público é de todos e não de ninguém.

    P.S.: Rola uns boatos que apareceu no local desse seu post uma “credencial” assinada por um dos novos diretores da AMC liberando o estacionamento nesse local. Inclusive isso foi até motivo de desavenças internas entre as diretorias. E os agentes ficaram no meio da celeuma sem sabem pra onde corriam…

  • stenio disse:

    Caro Plínio,
    fico feliz em encontrar ambiente como o seu blog onde, cada um da sua maneira, busca uma cidade melhor.
    Aproveito esse espaço para levantar um fato que só contribui com o tema Fortaleza Fortaleza, terra de ninguém. Vou as festas de ano novo na praia de iracema desde o primeiro ano desse novo projeto da atual prefeitura. Acostumado a festas populares no Brasil afora, nunca tive dúvida de se tratar de uma boa iniciativa para a cidade. Todavia, ao ver que a área da areia esse ano foi tomada por pessoas que cercaram “seu espaço”, alguns com segurança inclusive, trás um sentimento de desgosto. Qual o poder de tomar para si o espaço público? Acredito que o mesmo poder que “autoriza” a estacionar no local proibido, a parar em fila dupla e tantos outros citados aqui no seu blog. Espero que essa ação seja coibida, para o bem do publico.
    Sds,

    • pliniobortolotti disse:

      Caro Stenio,
      É um tema interessante o que v. levanta. Não sabia que isso acontecia e nem vi relato em nenhum meio de comunicação sobre o assunto. Vou informar à Redação do jornal, pois é assunto que merece ser verificado. Se não der para recuperar o que aconteceu nesta festa de Ano Novo, deverá ser tema de pauta para o próximo. De fato, a privatização dos espaços públicos está chegando a um limite inimaginável em Fortaleza.

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