Plínio Bortolotti

Rodovia da Ponte do Rio Cocó à CE-040 e a alternativa proposta por Hélio Rôla

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De Hélio Rôla

O Denit (Departamento Nacional de Infraestrtura de Transporte)/Governo do Estado preparam o projeto de uma rodovia ligando a Ponte do Rio Cocó (recentemente inaugurada em Fortaleza) ao entroncamento da CE-040, no anel viário da cidade do Eusébio.

Sobre isso, o artista plástico Hélio Rôla, expediu o seu informativo Rolanet, com o título “Precabura / Os Carretões do Progresso e as Áreas de Proteção Ambiental da Sabiaguaba, Lagoa Redonda, Precabura e etc.”, dizendo o seguinte:

«O discurso oficial sem dúvida dirá que a obra vai beneficiar, incondicionalmente, as comunidades por onde passa, e que esse é o ganho do progresso.. enquanto os “nativos”, apanhados de surpresa, estão preocupadas com o impacto ambiental que sem dúvida resultará de tal obra, isto é, uma rodovia com pista duplicada, nas margens de vários recursos hídricos na Sabiaguaba, Gereberaba, Precabura Mangabeira, Quintas, (Áreas de Preservação Permanente (APP), até o entroncamento da CE-040 com o anel viário do Eusébio… »

Hélio diz que os moradores da área apontam uma alternativa para reduzir o impacto ambiental, que seria “seguir em frente pela Av. Manoel Mavignier (continuação da Av. Maestro Lisboa) até o entroncamento da Cofeco/Porto das Dunas, seguindo pela Mangabeira até a CE-040, onde já existe uma avenida asfaltada. Simples, não?”

O artista plástico afirma que os moradores da região querem conhecer melhor o projeto: “O que fazer para saber mais e melhor? Botar a boca no mundo… e esperar as devidas explicações advindas dos múltiplos domínios de poder que, por lei e responsabilidade, compreendem essa questão…”

E faz um “PS: Aproveitando. Um dos beneficiários dessa rota entre outros seria, será, a Fundação Fiocruz, uma farmacoindustria, que será instalada entre a Mangabeira e Quintas, distritos do município de Eusébio… Não se sabe ainda, no detalhe, onde e como seus dejetos serão tratados e descartados… Na lagoa?”

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4 Comentários

  • Nossas autoridades locais em vez de ficarem pensando em turismo, turismo e turistas todo ano e rasgar ruas, avenidas e outros bichos, deveria sim ter partipado em 2007, na capital mineira da Ecolatina, e observar as sugestões da ambientalista finlandesa Kaarin Taipale, para a questão do excesso de carros nas principais capitais brasileiras.A especialista e estudiosa conselheira da ONU, participou da Ecolatina em Belo Horizonte e percebeu que o transporte público era problemático e necessitava de intervenções imediatas. A sétima edição da Ecolatina, que realizou-se naquele ano, reuniu cerca de 5.200 pessoas, entre palestrantes e autoridades públicas de 31 países da América Latina e Europa. Entre os especialistas no tema Meio Ambiente, ela, é uma das maiores especialistas e autoridades mundiais em construção e desenvolvimento sustentável. Com a experiência de quem já conheceu 55 países no mundo, ela falou aos jornalistas de uma característica das capitais brasileiras que a impressionou: a quantidade de carros. Não mudou nada, piorou, e o que vemos agora é a abertura de vias, sem muita preocupação com o impacto ambiental para beneficar o que? Carros e caminhões. Por que as pessoas optam pelos carros? Porque não transporte público de qualidade, seja ele de massa ou não. O Brasil abandonou o transporte ferroviário, ao contrário da Europa, onde ainda existem pasmem, bondes para as áreas históricas e tombadas, VLT’s (Veículo Leve sobre Trilhos) para deslocamento local, metrô e trem.O ônibus está relegado a segundo plano, e é movido com combustível não poluente. Mas para isso os governos precisaram investir para dar uma satisfação ao povo, o que não ocorre aqui. É preciso agir enquanto ainda há um resquício de tempo. Mais na frente será tarde, e a população pagará uma conta muito cara.

  • Plínio,

    Na condição de cidadão e acadêmico, considero louvável a vinda para o Ceará de uma filial da Fiocruz. Entretanto, o paradoxo aqui é a sua localização, tal como no pendenga do estaleiro. Se o propósito maior da Fiocruz no Ceará for a pesquisa biomédica o melhor seria situá-la, tal como ocorre noutros estados, junto ao campus da UECE ou da UFC. Se o maior propósito da Fiocruz no Ceará for estimular empreendimentos farmacêuticos, a recomendação sensata seria localizá-la no distrito industrial.

    Armenio Santos
    armenio.santos@gmail.com

  • Paulo disse:

    O maior problema destas rodovias duplicadas é a degradação advinda da especulação imobiliária imediatamente após a conclusão das mesmas, as invasões de terras às margens das citadas rodovias por casebres, botecos e outros, que sem nenhuma noção de higiene e civilidade, lançam seus dejetos nas sarjetas, quando não despejam nas tubulações e caixas de coleta de águas pluviais. A lagoa da Precabura está fadada a desaparecer, pois brevemente será totalmente aterrada. Se antes não morrer, literalmente, face à quantidade de dejetos fecais que já recebe de residências construídas à sua margem.

  • Lourdes Barbosa disse:

    No momento a grande preocupação é a construção da ponte estaiada, sabemos que essa obra faraónica não vai bemeficiar o povo de Fortaleza, o mais grave é o impacto ambiental que vai causar no parque do Cocó que é uma das ultimas reservas verde de Fortaleza. Pegar uma verba no valor de 338.0572000.00 e empregar numa obra que não vai beneficiar pobre, só vai causar grande destruição para o meio ambiente.

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