Plínio Bortolotti

Jornalistas mexicanos protestam contra intimidação, violência e assassinatos que atingem trabalhadores da imprensa

Cerca de 500 jornalistas protestaram hoje na  Cidade do México, capital do país, com cartazes:  “Sem jornalistas não há informação”, mostrando fotografia de colegas assassinados, em uma mobilização pacífica e silenciosa, que terminou diante da Secretaria de Governo (Interior), responsável pela liberdade de imprensa e informação. O ato foi repetido em outras 14 cidades.

Os manifestantes também protestaram contra a demora na investigação de 64 assassinatos e 11 desaparecimentos ocorridos  desde 2000, e para denunciar ao aumento da violência contra os profissionais de imprensa por parte do crime organizado.

Os organizadores lembraram que o México é “o país mais perigoso do continente (americano) para exercer o jornalismo”,  e dizem não haver  “atuação urgente do Estado mexicano, dos Governos e das autoridades judiciais, federais e estaduais” para conter as agressões.

Apoio

Organizações de jornalistas de todo o mundo enviaram nota de solidariedade aos trabalhadores da imprensa mexicana. A Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), escreveu o seguinte documento:

«A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) se solidariza com os jornalistas do México e condena as agressões a que nossos colegas estão expostos no exercício da profissão. A Abraji se soma às demais entidades de classe do México e de outros países para cobrar do Estado mexicano garantias mínimas de segurança para a realização do trabalho jornalístico e também para exigir o esclarecimento de mais de 70 casos de jornalistas assassinados e desaparecidos nos últimos 10 anos. O atentado à imprensa é também um atentado à sociedade, pois assim como o jornalista tem o direito à liberdade de expressão como direito individual e coletivo, a sociedade tem o direito de receber uma informação clara, objetiva e plural, indispensável para a democracia.»

Com informações da Abraji e Uol Notícias.

Para saber mais sobre o movimento dos jornalistas mexicanos Los Queremos Vivos, no Facebook.

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