Política

Rodrigo Maia deve ser “quase unânime” entre deputados cearenses, diz Danilo Forte

Danilo é articulador da campanha de Rodrigo Maia no Ceará (Foto: Mauri Melo/O POVO)

Danilo articula campanha de Rodrigo Maia no Ceará (Foto: Mauri Melo/O POVO)

Articulador da candidatura de Rodrigo Maia (DEM-RJ) à presidência da Câmara Federal, o deputado Danilo Forte (PSB-CE) afirma que “quase unanimidade” dos 22 parlamentares do Ceará votarão no candidato em fevereiro. Na próxima sexta-feira, 20, Maia virá a Fortaleza para almoçar com a bancada cearense e se reunir com o governador Camilo Santana (PT).

“Até por ele (Maia) ter conseguido manter o ambiente de debate na Casa, garantido as votações, já se tem quase consenso de que ele é o mais habilitado para presidir em um momento de crise”, diz Danilo. O deputado afirma já ter conversado com 20 parlamentares do Ceará, que não “demonstraram qualquer objeção” a irem ao almoço com Maia.

Pretensões do atual presidente da Câmara, no entanto, esbarram com as do deputado cearense André Figueiredo (PDT). Também candidato ao cargo, Figueiredo tem apoio do grupo político dos Ferreira Gomes e de partidos de esquerda, como PT e PCdoB. No final de dezembro, ele entrou com ação questionando constitucionalidade da candidatura de Maia.

O jantar ocorre no restaurante do Hotel Gran Marquise, na avenida Beira-Mar. Será cobrada taxa de adesão “simbólica” de R$ 100 para cada deputado federal. Já a eleição para a presidência da Câmara está marcada para 2 de fevereiro.

PT e PCdoB

Fator que pode ser determinante neste processo é a postura a ser definida pelo PT e PCdoB. Apesar de formalmente demonstrarem simpatia à candidatura de Figueiredo, lideranças das siglas já negociam adesão a Maia em troca de espaço na Mesa Diretora. “Não é vantajoso para ninguém ficar sem voto na Mesa”, diz Danilo.

Sobre as diferenças ideológicas entre Maia e o PT, o parlamentar minimiza: “A principal pauta agora é a economia. Vivemos um período de crise, e se não há desenvolvimento econômico, não há como ter desenvolvimento social. É hora de colocar essas diferenças de lado”, diz Forte, que prega união para tirar o País da crise.

O deputado do PSB diz ainda acreditar que Figueiredo retire sua candidatura. “Gosto do André, tenho respeito e amizade. Mas ele vai acabar percebendo que as condições não são favoráveis para ele agora. Como ex-ministro que é, não vai se apequenar”. André, que já foi ministro das Comunicações no governo Dilma Rousseff (PT), não cogita publicamente retirar a candidatura.

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