Política

Parados há mais de três anos, tatuzões do Metrofor causam embate na AL

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Deputada afirma que tatuzões estão em boas condições e obra aguarda apenas entraves burocráticos (Foto: Divulgação/AL)

A deputada Rachel Marques (PT) defendeu nesta quarta-feira, 5, situação do “tatuzões” – máquinas tuneladoras adquiridas em 2013 pelo Estado para a obra da Linha Leste do Metrô de Fortaleza. Rebatendo crítica comum da oposição, a petista afirmou que os “tatuzões” estão em “perfeitas condições” e que a obra aguarda apenas “questões burocráticas” para recomeçar.

“As máquinas estão em perfeitas condições e com a manutenção o dia, aptas a operar quando as obras reiniciarem”, disse. Segundo ela, única ocorrência envolvendo os tatuzões foi um furto de peças registrado em 2016.

A fala de Marques ocorreu em resposta a pronunciamento de Ely Aguiar (PSDC). Falando pouco antes da deputada, o parlamentar classificou a compra das máquinas como um “desperdício de dinheiro” para uma “obra que nunca saiu do papel”.

Tatuzões

Adquiridos por R$ 128,4 milhões em 2013 pelo governo Cid Gomes (PDT), os tatuzões do Metrofor ainda aguardam a liberação da retomada das obras para começarem as operações. Nos últimos anos, têm sido recorrentes as críticas de opositores à opção do governo do Estado pela compra das tuneladoras da obra.

Segundo os deputados, obras do tipo costumam ser tocadas com equipamentos alugados. “Infelizmente, tem coisas que não dependem do gestor”, rebate Marques. Na época da compra, a obra já havia sido prejudicada por uma reconfiguração societária do consórcio que tocava a obra.

Obra que já ganhou ares folclóricos pelos atrasos e falta de prazo de conclusão, o Metrô de Fortaleza aguarda hoje pendência da liberação de R$ 1 bilhão do governo federal para a retomada das obras. Nos últimos meses, o governador Camilo Santana (PT) foi diversas vezes a Brasília na busca por recursos para a ação.

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4 Comentários

  • Rodrigo ferreira disse:

    kkkkkkk esse metrô de fortaleza já virou piada.

  • João Oliveira disse:

    Era preciso redimensionar o projeto, fazer as estações menores, menos complexas. O Brasil tem uma mania estranha de construir estações de metrô que mais parecem templos, caras demais, afrescalhadas, suntuosas. Paris tem estações pequenas, de acesso rápido (sem necessidade de profundidades abissais) e, proporcionalmente ao que se faz no Brasil de hoje, gastou bem menos dinheiro e tempo para construí-las. Madri, que implantou o seu sistema mais tarde, a mesma coisa.

    Copiem o que presta, e parem de tentar replicar Rio e São Paulo, chamem empresas de fora, consultores de fora. Esqueçam as grandes empreiteiras brasileiras.

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