Política

“Moleques”: Procuradora rejeita se retratar antes de notificação da AL

Leilyanne Feitosa diz que aguarda notificação oficial para se pronunciar sobre o caso (Foto: Divulgação)

Leilyanne Feitosa diz que aguarda notificação oficial para se pronunciar sobre o caso (Foto: Reprodução/Youtube)

Após chamar deputados estaduais de “moleques”, a procuradora-geral do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), Leilyanne Feitosa, se recusou nesta quinta-feira, 27, a responder pedido de retratação emitido contra ela pela Assembleia.

Em entrevista coletiva nesta quinta-feira, Leilyanne Feitosa afirmou que, apesar de o pedido já estar público desde segunda-feira, não irá responder a questão pois ainda não foi notificada formalmente pela Casa. “Só tenho conhecimento de forma informal”, disse.

“Se vier alguma coisa juridicamente correta, formal, eu vou me pronunciar. Por enquanto não vou. Não falo mais de improviso, nem por emoção, nem por calor. Só juridicamente, então quero ser provocada”, diz.

Também nesta quinta, o presidente do TCM, Domingos Filho, devolveu o pedido da Assembleia por ele não ter sido direcionado diretamente à procuradoria da Casa. “O Ministério Público de Contas é um órgão autônomo. Então o pedido deveria ter sido feito diretamente à procuradora Leilyanne Feitosa”, disse Domingos.

Confira trecho de entrevista coletiva com Leilyanne Feitosa nesta quinta-feira:

AL x TCM

Em sessão do TCM na semana passada, a procuradora criticou aprovação de PEC que extingue o TCM pela Assembleia. Em discurso no plenário da Corte, ela acusou deputados de atentarem contra o Estado Democrático de Direito e chegou a chamá-los de “moleques”.

No pedido original, o procurador da Casa, Fernando Hugo (PP), cobra que Leilyanne ou cite especificamente quem seriam os “moleques”, ou se retrate da declaração. “Dei um espaço maravilhoso, ‘de ouro’, para ela nominar, com documentos, quem é moleque na Assembleia”, diz. “O generalizado, assim sem apontar quem, pega muito mal para as pessoas sérias”.

O pedido de retratação previa ainda um prazo de 72 horas – após o recebimento pela procuradora – para a resposta. Caso contrário, a procuradora poderia ser convocada a ir pessoalmente à Assembleia. O caso já está público deste a segunda-feira, há 72 horas atrás.

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