Política

Balanço do 1º bloco do debate da Band

O presidenciável Ciro Gomes (PDT) escolheu Geraldo Alckmin (PSDB) como interlocutor preferencial no primeiro bloco do debate da Band.

O pedetista tentou demarcar diferenças em relação ao candidato tucano. Ciro, entretanto, foi evitado pelos adversários.

O ex-governador de São Paulo foi o postulante que mais respondeu perguntas (três), seguido de Álvaro Dias (Podemos), com duas.

Em sua vez de perguntar, Alckmin dirigiu-se à ex-senadora Marina Silva (Rede) sobre o tema da saúde – Alckmin é médico. Quando interpelada, a ex-senadora atacou a gestão do PSDB sobre saneamento básico, tema escolhido por Alckmin.

Candidato do MDB, Henrique Meirelles ficou de escanteio durante grande parte do primeiro bloco, assim como Marina, que respondeu a apenas uma questão.

Nome do Psol, Guilherme Boulos foi para cima de Jair Bolsonaro (PSL), citando caso de uma suposta funcionária fantasma empregada no mandato do deputado federal fluminense. Ele negou as acusações.

Cabo Daciolo (Patriota) atirou em todos os candidatos e tentou colar em si a imagem de novo em contraposição a políticos profissionais. Repetiu imprecações contra os juros, os bancos, a corrupção etc. Não apresentou propostas concretas, apenas generalidades.  Invocou Deus em vários momentos de suas falas.

Alckmin foi alvo de Ciro, Daciolo e Marina, que trataram de reforma trabalhista, juros e alianças com os partidos do centrão.

Questionado sobre o último tema, Alckmin justificou acordo com a necessidade de construir arco de alianças mais amplo para fazer reformas de que o País precisa.

Marina contra-atacou: disse que essas alianças com partidos fisiológicos é que são o problema. E repetiu um bordão: “Aqueles que criaram o problema não vão resolver o problema”.

Finalizando o bloco, Henrique Meirelles perguntou a Dias sobre fracasso do governo Dilma (sem citá-la) na área econômica. Ouviu de resposta uma crítica mais contundente do senador do Podemos, que lembrou tropeços de Meirelles à frente da presidência do Banco Central. O postulante do MDB disse que o concorrente estava desinformado.

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