Política

“Tenho que me definir e no PT não voto”, diz General Theophilo sobre apoio a Bolsonaro

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General Theophilo. (Foto: Elisa Maia/Aleam)

O candidato derrotado ao Governo do Ceará, General Theophilo (PSDB) afirmou ao Blog Política  na noite desta segunda-feira, 15, que sua manifestação favorável ao candidato Jair Bolsonaro (PSL) neste segundo turno é por oposição ao PT e não, necessariamente, por admiração ao deputado federal militar.

“É o seguinte, meu candidato era o Geraldo Alckmin (PSDB). Prefiro uma coisa mais moderada, sou de centro. Só (vou apoiar Bolsonaro) porque tenho que me definir, e no PT não voto”, afirmou o militar.

Questionado sobre como o apoio repercutiu no senador Tasso Jereissati (PSDB), Theophilo disse que o tucano está viajando. Entretanto, antes disso,  ele diz que ele e Dra. Mayra (PSDB) almoçaram com o empresário. Na oportunidade, segundo o militar, ouviram de Jereissati que estavam liberados a votar em quem quisessem no segundo turno.

Em conversa com o Blog Política, o deputado federal eleito Capitão Wagner (Pros), autor do convite a Theophilo, afirmou que a abordagem se deu por telefone.”A conversa foi tranquilíssima. Liguei pra ele, convidei pra ir na inauguração do comitê (nesta terça-feira, à 19 horas) e ele de pronto atendeu”, afirma o deputado.

Theophilo se junta ao deputado federal eleito Roberto Pessoa (PSDB) e Fernanda Pessoa (PSDB), que estarão na inauguração do comitê de Bolsonaro nesta terça-feira, 19. O deputado estadual eleito Nelinho (PSDB) é outro apoio tucano a Bolsonaro.  O prefeito de Maracanaú, Firmo Camurça (PSDB), é outro tucano que ainda será procurado.

A inauguração do comitê de Bolsonaro em Fortaleza será nesta terça-feira, 16, às 19 horas, na Avenida Antônio Sales.

Tasso e o PSDB

O PSDB Nacional liberou o voto de seus filiados no segundo turno. Entretanto, o senador e líder do bloco de oposição ao governador Camilo Santana (PT), Tasso  Jereissati (PSDB), defendeu neutralidade do partido. A posição do empresário cearense sobre o segundo turno é a mesma do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e a do ex-ministro José Serra (PSDB).  Na contramão destas lideranças, o candidato ao Governo de São Paulo, João Doria (PSDB), manifestou apoio a Bolsonaro.

Antes disso, no início do ano, Tasso vetou a participação de Bolsonaro em eventuais comitês de Capitão Wagner. À época, o nome do ex-policial ainda era sondado para a disputa ao Palácio da Abolição. Em resposta ao veto, Bolsonaro disse que o tucano vive de “coronelismo”.

 

 

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