Política

“Criminalização do coach” já tem assinaturas para ser debatida no Senado

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Serviços de treinamento para maior desempenho profissional ou pessoal, o “coaching” tem crescido no Brasil (Foto: Divulgação)

Ideia que busca a criminalização do “coach” no Brasil bateu nesta quarta-feira, 24, meta de 20 mil assinaturas no E-Cidadania, plataforma de propostas populares de lei no Senado. Com a marca, a ideia se tornará uma Sugestão Legislativa e seguirá para debate pelos senadores.

A proposta foi apresentada na última quinta-feira, 18, e conseguiu bater a meta de assinaturas em menos de uma semana. Segundo o autor da proposta, o eleitor sergipano William Menezes, a medida busca evitar “charlatanismo” que seria cometido por profissionais da área.

“Se tornada lei, (a proposta) não permitirá o charlatanismo de muitos autointitulados formados, mas sem diploma válido”, diz. A proposta tinha prazo até agosto para conseguir o número mínimo de assinaturas.

O serviço de coaching, que vende uma espécie de treinamento para o desenvolvimento de performance na vida pessoal ou profissional do cliente, tem crescido em popularidade (e críticas) nos últimos anos.

Na justificativa da proposta, o autor classifica a atividade como um “desrespeito” ao trabalho “científico e metódico de terapeutas e outros profissionais de variadas áreas”. Algumas técnicas comuns de coaching, como “reprogramação de DNA” e “Cura Quântica”, são tachadas de “propagandas enganosas” pelo projeto.

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14 Comentários

  • José Joel Monteiro Pinto disse:

    Nota se que quem fez a proposta popular não conhece nada sobre Coaching. Pois O Coaching sério e verdadeiro não faz as práticas citadas. Acredito que isso é uma pontinha de inveja pelos resultados que o Coaching sério traz para o desempenho das pessoas

  • Elniro Brandão disse:

    Nada a ver.O coach é fruto da evolução profissional.Charlatanismo existe em todas as profissões, mesmo uma pessoa tendo diploma.

  • Ana Cristina Lessa Simões disse:

    Antes de criminalizar qualquer prática, é preciso regulamentar essa atividade profissional, que pode, sim, ser desempenhada com muita seriedade, ética e compromisso. E, em alguns casos, são cometidos abusos sim. Quando não há regulamentação, não há padrão, não há parâmetros, não há Código de Ética. Como saber o que pode ou não ser feito se a atividade profissional não é regulamentada? Me parece precipitado criminalizar o que não é regulamentado. Espero que os Senadores tenham bom senso para discutir a matéria.

  • Ana disse:

    Assim como tudo no Brasil, existe sim uma minoria tentando tirar vantagens das pessoas ou coisas, mas banalizar a profissão onde pessoas sérias e de bom senso estudam muito e trabalham para levar sustento para suas casas e se dedicando ao que gosta de fazer. Acho um pouco demais. Existem pautas muito mais importantes.

  • Michelle disse:

    Não decola? Sou formada em odontologia tenho clinicas ganho muito bem e tbm sou coach pq amo esse trabalho de ajudar as pessoas a crescer. O único problema do coach no Brasil são os psicólogos e terapeutas que estão frustrados pq um Coach ganha muito mais qie eles.

  • Alessandra disse:

    Palhaçada é essa ! Cadê as 30 horas da enfermagem que já está até caduca nesse “senado”….

  • Suzana Nunes disse:

    Toda atividade quando se inicia tem um tempo até tornar-se regulamentada.
    Este é o caminho adequado.
    Querer criminalizar a profissão com base em algumas experiências negativas é uma visão estreita demais. É querer “jogar fora a criança com a água do banho”.
    Penso que o autor está equivocado no seus argumentos.
    O coaching é uma profissão nova no mundo e mais ainda no Brasil e está só começando. Precisa somente de critérios de atuação.

    Lembremos que em nossa cultura o ganhar dinheiro fácil é a regra no imaginário coletivo, ou seja, profissionais inescrupulosos existem em todas as profissões. Então, penso que o autor precisa se embasar melhor em sua proposta de criminalizar quê é bem exagerada.
    Ou teremos que começar criminalizando os políticos safados que todos os anos são eleitos por uma população desinformada??

  • Luciane bueno de oliveira gutier disse:

    Ha institutos e profissionais sérios. Mas também alguns que sem o conhecimento. Académico , baseados somente em leituras que se acham coachs. Havia palestra na minha cidade com quem se intitulava doutor Coach do relacionamento. Não achei informações relevantes sobre ele. Como vou confiar ?

  • Luiza Souza disse:

    Tem tanta coisa errada.no Brasil, nao pra ser debatida mas sim, pra ser corrigida e esse bando de ladrao saafado vai procupar com o que tá dando certo.

  • Espero que aproveitem logo. Para mantermos credibilidade.

  • Rui Miguel Peres disse:

    “Coaching é uma pessoa que quer dinheiro fácil, mas não quer fazer faculdade, que consegue enganar pessoas que tem dinheiro e querem respostas fáceis.” Criminalizar o coaching é um ato de respeito com todas as pessas que se esforçam e se esforçaram para se formar em universidade de forma honesta.

  • Valda Lucia Machado disse:

    Sou Coach Sistêmica. Fiz uma formação séria, obde aprendi técnicas e ferramentas validadas p “ajudar” o coachee a se conhecer e realizar seus objetivos. Fiz um curso extremamente didático! Não fiz curso de “milagres” , muito menos de proposições tão absurdas.
    O MEC não faz registro de nenhuma formação em Coaching.
    Assim, como em toda profissão, existem profissionais menos sérios!
    Tanto alarde só pode significar q o Coaching, realmente tem o seu diferencial!
    Separem, por favor, o “joio do trigo”!!!

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