Política

Promotor acredita que campanha de rua será realidade nas eleições 2020

O promotor de Justiça e coordenador do Centro de Apoio Operacional Eleitoral (Caopel),  Emmanuel Girão,  projetou o desafio das eleições 2020 no meio de uma crise sanitária. Durante entrevista concedida na manhã desta sexta-feira, 31, ao programa O POVO em casa, o promotor afirmou ser possível realizar o pleito em novembro, apesar da pandemia, porque muitas atividades já estão voltando e as pessoas já não estavam respeitando o isolamento.

Sobre o corpo a corpo e a atuação nas ruas, características mais presentes nas eleições municipais, ele ressalta que  “não só nós teremos, como já está ocorrendo”, revelando que já há registro de “passeata em município da região norte“, localidade com cenário ainda grave do vírus. Girão considera que a partir do dia 27 de setembro, quando inicia-se a campanha de fato, a frequência dos atos na rua deve aumentar. “Já temos pré-candidato visitando pessoas em suas casas e participando de determinadas ações. Quanto mais próximo do dia da votação, mais gente fará isso”, disse.

Sobre possibilidade de prorrogação de mandatos, veiculada durante debate sobre adiamento do pleito, Girão destaca que viola a Constituição, a periodicidade do voto e a soberania popular. A PEC que adiou o pleito para o dia 15 de novembro, deixou brecha para que uma nova data seja definida até 27 dezembro no caso de municípios que ainda estejam em situação sanitária crítica por conta da pandemia.

“Com o nosso sistema eleitoral atual, com números absurdos de candidatos, devemos ter 500 mil candidatos nas eleições deste ano, não é indicado que se unifique. Isso poderia acontecer se houvesse uma reforma política para valer, que mudasse o sistema eleitoral. Mas no formato atual é inviável”, disse.

Para evitar proliferação do vírus e aglomeração o TSE tem estudado série de medidas como a retirada da obrigatoriedade de identificação biométrica (já estabelecida) e possibilidade de extensão do horário de votação e criação de faixas de votação com horários específicos para idosos e pessoas do grupo de risco, por exemplo.

 

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