Radar do Comércio

Índice de Confiança do Consumidor atinge melhor marca desde 2015

Pesquisa realizada pela Fecomércio-CE, por meio do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará (IPDC)

A pesquisa revela que 59,8% dos consumidores consideram sua situação financeira melhor ou muito melhor do que há um ano. E 45,8% mostram boa disposição para comprar bens duráveis

Segundo pesquisa realizada pela Fecomércio-CE, por meio do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará (IPDC), o Índice de Confiança do Consumidor de Fortaleza (ICC) cresceu 3,1%, em outubro, passando de 105,5 pontos, em setembro, para 108,8 pontos neste mês. Foi o melhor resultado desde março de 2015, quando alcançou a marca de 115,2 pontos.

Enquanto os consumidores se mostram otimistas, os empresários estão no caminho contrário. De acordo com a pesquisa Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC), houve redução de 0,2% no sentimento geral de confiança dos empresários, com o índice passando de 94,9 pontos, no bimestre julho/agosto, para 94,7 pontos na medição atual.

O resultado positivo dos consumidores, de acordo com o levantamento, foi influenciado pelo incremento dos seus dois componentes: o Índice de Situação Presente teve evolução de 1,8%, passando de 97,8 pontos em setembro para 99,5 pontos neste mês, e o Índice de Situação Futura subiu 3,8%, alcançando o patamar de 115,0 pontos em outubro, como pode ser visto na tabela a seguir:

Expectativa dos consumidores
A pesquisa ainda revela que, em outubro, 45,8% dos entrevistados mostram boa disposição para a compra de bens duráveis. Dentre os que demonstram maior entusiasmo, destacam-se os consumidores do sexo masculino (50,3% dos entrevistados afirmam que outubro é um bom momento para compra de bens de consumo duráveis), do grupo com idade entre 18 e 24 anos (47,3%) e com renda familiar superior a dez salários mínimos (62,3%).

O estudo também aponta que 59,8% dos consumidores de Fortaleza consideram que sua situação financeira atual está melhor ou muito melhor do que há um ano – taxa levemente acima da verificada em setembro (59,7%). Já as expectativas com o futuro se mostram mais otimistas, com 75,6% dos entrevistados acreditando que sua situação financeira futura será melhor ou muito melhor do que a atual.

O consumidor de Fortaleza tem mostrado preocupações com o ambiente econômico nacional, com 52,1% dos entrevistados descrevendo-o como ruim ou péssimo. Esse sentimento recebe influências da percepção das incertezas ainda existentes sobre o quadro de recuperação econômica e das dúvidas do cenário político.

Pretensão de compra
A taxa de pretensão de compras teve crescimento de 4,8 pontos percentuais, passando de 29,3%, em setembro, para 34,1% neste mês, situando-se abaixo da observada em igual período do ano passado (35,7%).

Destaca-se na lista dos produtos mais procurados, itens de maior valor agregado, como televisores, móveis e eletrodomésticos, sugerindo que o potencial de consumo deve trazer benefícios para vários segmentos do varejo: televisores, citados por 18,2% dos entrevistados; artigos de vestuário (16,4%); móveis e artigos de decoração (14,0%); geladeiras e refrigeradores (13,5%); fogões (10,0%); máquina de lavar roupas (9,3%); calçados (7,1%); e automóveis (6,0%).

O valor médio das compras é estimado em R$ 579,14 e a intenção de compra mostra-se mais elevada para os consumidores do sexo feminino (35,0%), mais vigorosa para o grupo com idade entre 18 a 24 anos (44,7%) e com renda familiar entre cinco e dez salários mínimos (40,6%).

ICEC
Já em relação à confiança do empresário, a pesquisa mostra que essa foi a segunda queda consecutiva do índice, que permanece no campo que indica pessimismo (abaixo dos 100,0 pontos). O declínio que foi acompanhado pelos Índices de Situação Presente (-3,6%) e de Investimento das Empresas (-2,5%), sugerindo que a redução da confiança pode ter impactos na expectativa de contratação e na formação e estoques para o período de fim de ano.

A pesquisa mostra que 61,6% dos entrevistados relatam piora na economia do País, com 91,1% dos entrevistados percebendo piora nos seus setores de atividades e 86,2% afirmando agravamento da situação de suas empresas. A intenção de investimento, medida pelo Índice de Investimentos das Empresas, caiu 2,5% no bimestre, alcançando 86,5 pontos. Apesar da proximidade do período de vendas mais intensas no ano, 83,4% dos entrevistados esperam queda nas contratações de empregados e 93,5% projetam baixo nível de investimento em suas empresas.

Indo em direção contrária, o componente Índice de Situação Futura (ISF) teve aumento de 2,5%, saindo de 120,5 pontos no bimestre julho/agosto para 123,5% neste período. A pesquisa revela que há perspectiva positiva por parte dos empresários para os próximos seis meses, com 86,4% deles esperando crescimento do faturamento de suas empresas e 70,4% prevendo melhorias no ambiente dos seus segmentos de atividade.

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