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Grandes nomes da educação debatem modelos de aprendizado aplicados no mundo

Educação: na imagem, um homem olha para um papel em branco enquanto é gravado em um celular. O celular está em um tripé de mesa. Na frente do homem, há um notebook.

Educação na pandemia: entre os temas abordados estão mudanças tecnológicas, novos conceitos na educação integral de jovens e de competências socioemocionais (Foto: Pexels)

Nunca foi tão necessário dialogar sobre as mudanças nos processos de ensinar e aprender. Com a pandemia de Covid-19, a sociedade precisou criar e adaptar formatos, ferramentas e modelos de aprendizagem. E não só alunos e professores passaram a encarar as possibilidades de ensino através dos recursos tecnológicos – pais e responsáveis também viram as rotinas se transformarem.

Dessa forma, verifica-se a necessidade de ressignificar o olhar sobre a atuação dos educadores nesses tempos adversos e desafiantes, principalmente pelo cenário mundial que exige continuidade na formação da sociedade. Pensando nesses desafios, o Sistema Fecomércio lançou a playlist “Pra pensar educação” em sua plataforma de streaming, a Fecoplay.

O conteúdo audiovisual conta com grandes nomes da educação nacional e internacional que estiveram presentes no II Congresso de Educação Sesc Senac, realizado em fevereiro, tais como: o pedagogo português José Pacheco; o professor José Motta Filho, especialista em Metodologias Ativas de Ensino; a professora e vice-governadora do Ceará Izolda Cela; e o palestrante e consultor Eduardo Shinyashiki.

Entre os temas abordados no material estão mudanças tecnológicas, novos conceitos na educação integral de jovens e competências socioemocionais, assim como novas construções sociais para modelos de aprendizado no mundo.

Confira o conteúdo da playlist “Pra pensar Educação”:

Novas Construções Sociais 

Na palestra de José Pacheco, um dos fundadores da renomada Escola da Ponte, instituição pública de ensino que se baseia nas chamadas escolas democráticas e na educação inclusiva, ele destaca a qualidade da educação brasileira, dos métodos de ensino aplicados no País, e provoca: “O educador brasileiro não deve nortear a sua reflexão, mas ‘sulear’ a sua práxis”, ressalta, ao lançar crítica sobre a busca de alguns educadores por soluções externas.

“Contrariamente àquilo que se pensa, a melhor educação do mundo está no hemisfério Sul e, mais propriamente, no Brasil”, diz o pedagogo. Ainda em tom provocativo, mas bem-humorado, Pacheco ressalta que seja numa aula remota ou presencial, nada se aprende e que “em uma prova não se prova nada”.

Educação do analógico para o digital 

No vídeo do professor José Motta Filho, diretor de Educação da Moonshot Educação e da Silicon Valley, você pode acompanhar sua trajetória como educador. Na palestra, ele fala sobre os desafios enfrentados ao longo de sua jornada e sobre os desafios para se adaptar a um novo ambiente em sala de aula, diante de alunos hiperconectados.

“Os professores são resistentes a mudanças bruscas”, ressalta. “Mas ninguém consegue mudar o mundo sem mudar as pessoas que estão nele”. Durante a palestra, Motta aborda os desafios gerados pela pandemia, focando sobretudo nas inúmeras oportunidades para professores e alunos se aprimorarem. “É um vírus que tem o tamanho de um milésimo da espessura de um fio de cabelo, mas é capaz de mexer com todos do planeta”.

Educação Integral de Jovens 

Em sua palestra em vídeo, a vice-governadora do Ceará, Izolda Cela, fala sobre o projeto Virando o Jogo, voltado para inclusão do jovem no sistema educacional para, assim, afastá-lo da violência. “Uma parte importante da juventude fica em uma situação de vulnerabilidade social que faz com que os jovens corram o risco de se desencaminhar e serem cooptados”. Segundo Cela, o projeto busca ampliar as capacidades dos jovens, fortalecendo a cidadania e criando oportunidades, além de focar no fortalecimento dos vínculos familiares.

Sentir e aprender 

Na palestra de Eduardo Shinyashiki, consultor organizacional e especialista em desenvolvimento de Competências de Liderança e Preparação de Equipes, ele fala sobre as competências socioemocionais na educação.

O consultor relata que o ano de 2020 foi uma grande oportunidade para se reinventar. “Foi um dos anos em que houve mais desenvolvimento, mais capacitação, mais aptidões”, afirma. “Tivemos a possibilidade de nos colocarmos no lugar dos educadores, de pais que perderam seus empregos, de crianças que se sentiram distantes desse acolhimento que o professor dá a elas”.

Em sua palestra, Shinyashiki observa que muitas vezes as pessoas ficam brigando com os cenários em vez de buscar se adaptar a eles, sobretudo por medo da mudança. “Há medo de inovar, mas a pandemia mudou essa mentalidade. O que parecia impossível hoje é uma realidade. A pandemia deu para a gente esse convite, de desenvolver novas aptidões”.

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