Respirando Música

WALLS, o novo disco do Kings Of Leon

Afastado dos lançamentos inéditos desde 2013, quando lançou Mechanical Bull, o Kings of Leon retoma a boa fase com algumas receitas antigas que os colocou no topo das paradas com vários singles mundiais e garantia de turnês e bons públicos em todos os continentes.

WALLS chega com 10 músicas, rápido, fácil, agradável de ouvir, com a assinatura do produtor Mark Dravs (Coldplay e Arcade Fire) e com vários sons que devem recolocar o KOL no mapa das turnês bem sucedidas.

A fórmula estilo “Sex on Fire” é usada em “Waste A Moment” para abrir o disco com grande êxito e talvez, já de cara, o ponto alto do novo trabalho. A música ganhou um ótimo clipe que pode ser conferido mais abaixo. “Reverend” segue na mesma fórmula já citada com garantia de lugar certo nos clássicos da banda daqui pra frente. Em “Around The World”, nota-se claramente a pegada do atual produtor, até podendo comparar com um estilo “Coldplay” de se fazer música, vide alguns elementos inseridos e o refrão radiofônico.  A faixa também ganhou clipe com imagens de várias cidades, incluindo Salvador na Bahia. “Find Me” retoma o disco com a pegada preferida da banda, direta, limpa, guitarras nos locais e aquele refrão marcante. Outro ponto alto do disco.

“Over” vem numa pegada mais lenta, mas com as características de sonoridade dos discos mais recentes, já “Muchacho” traz um momento mais leve, uma tentativa de balada que agrada bastante, não compromete o andamento do disco, mas também não faria falta se não estivesse presente. A banda “diminui” a velocidade em “Conversation Piece” para “voltar ao normal que agrada” em “Eyes On You”, mais um grande acerto. O disco encerra com as faixas “Wild”, que lembra mais uma vez os trabalhos regulares como “Mechanical Bulls” (2013) e “WALLS”, assim mesmo em caixa alta, uma balada que carrega o nome do disco, carregada de piano e arrastada em todo o andamento.

WALLS não é o melhor trabalho do Kings Of Leon, mas também passa longe de ser um disco ruim. Vale demais ver uma banda do porte do KOL voltando com ótimos singles e um lançamento que dá uma boa levantada na discografia.

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