Ancoradouro

Militantes querem transformar pedofilia em orientação sexual

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Disque 100 para denunciar casos de Pedofilia.

Disque 100 para denunciar casos de Pedofilia.

O que mais chamou minha atenção no episódio polêmico envolvendo as imagens “adultizadas” e erotizadas de uma criança em campanha publicitária no Ceará que tomou proporções nacionais, não foi a ingenuidade da mãe, em ter concedido o ensaio, ou a inépcia da Agência, no desenvolvimento das peças e emissão da desastrosa nota, posteriormente.

Foram os comentários de internautas na fanpage da publicação que me fizeram  acender a luz amarela. Algumas pessoas alertavam para o perigo de imagens de crianças em poses sensuais incitarem a mente doente de pedófilos. Mas outros comentários – estes me chamaram a atenção – seguiam a linha “pedofilia não é crime, por isso não pode ser punida”.

É recorrente nos últimos anos  a tentativa  de militantes e grupos organizados  transformarem a pedofilia em orientação sexual, evitando que se identifique a prática como doença mental como é  registrada no CID-10 (Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados á Saúde).

No mês de outubro a Associação de Psiquiatria dos Estados Unidos, na publicação do novo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais 5ª edição (DSM-V) trocou o termo pedofilia por transtorno pedófilo. A substituição recebeu forte reação dos grupos cristãos que militam contra a pedofilia e a Associação se retratou. “Esse erro será corrigido na versão eletrônica do DSM-5 e na próxima impressão do manual”, diz trecho da nota, mas emenda: “Apoiamos os esforços contínuos para desenvolver tratamentos para pessoas com distúrbio pedófilo, visando prevenir futuros atos de abuso”.

Há um grupo de estudos na prestigiada Universidade de  Harvard, o B4U-ACT, criado em 2003, que nem de pedófilos chamam tais dementes, mas “pessoas que sentem atração por menores”, isso para tirar a carga negativa do termo. A substituição do termo faz parte da engenharia da linguagem que busca retirar o efeito negativo de alguns termos, como já utilizados nos casos de  “interrupção da gravidez”  para aborto e “boa morte” para eutanásia.

Grupo de pesquisa usa engenharia da linguagem na tentativa de tornar a Pedofilia algo aceitável.

Grupo de pesquisa usa engenharia da linguagem na tentativa de tornar a Pedofilia algo aceitável.

Para estes estudiosos, a pedofilia é  uma orientação sexual, ou seja, o indivíduo pedófilo é naturalmente atraído  por crianças, apresenta como um dado ontológico. Em 2010, Van Gijseghem, psicólogo e professor aposentado da Universidade de Montreal, disse aos membros do Parlamento: “Os verdadeiros pedófilos possuem uma preferência exclusiva por crianças, o que é o mesmo que ter uma orientação sexual. Você não pode mudar a orientação sexual de uma pessoa”.

“Esta semana, nos EUA, o Dr. Gregory Popcak , do Instituto de Soluções Pastorais, organização católica dedicada a tratar do ponto de vista da fé questões relacionadas ao casamento e a família, alerta: ‘se chamarmos de ‘orientação’ algo que pode ser utilizado por algum grupo de defesa, acabaremos ouvindo que a pedofilia é ‘apenas mais uma expressão normal do desejo sexual, o que seria extremamente problemático”, informou o site Gospel Prime.

Na Holanda, em 2006, um grupo de três pedófilos fundou um partido político que militava pela redução da idade do sexo

Para filósofo crescerá militância por aprovação do crime da Pedofilia.

Para filósofo crescerá militância por aprovação do crime da Pedofilia.

consensual de 16 para 12 anos, mas também pela legalização da pornografia infantil, profissionalização da prostituição e sexo com animais  foram outras bandeiras do grupo denominado ironicamente  de partido da Caridade, Liberdade e Diversidade (NVD, na sigla em holandês). Ainda no mesmo país, com informações do Gospel Prime, “No início deste ano, um Tribunal Federal aprovou a existência da Associação Martijn, defensora do sexo consensual entre crianças e adultos”.

Existe ainda a americana NAMBLA , Associação do amor livre entre homens e meninos. Na identificação do grupo em seu site apelam para o empoderamento (independência) sexual de crianças e adolescentes. “NAMBLA se opõe fortemente às leis de idade de consentimento e todas as outras restrições que negam a homens e meninos pleno gozo de seus corpos e de controle sobre suas próprias vidas”, diz parte do texto de identificação, no site do organismo.

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