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Pastorais da Juventude de 14 estados declaram militância petista

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As pastorais da Juventude, da Juventude do Meio Popular e da Juventude Rural de 14 estados brasileiros (MG, BA, PA, AM, SP, RJ, PE, GO, AL, RS, PR, SC, PI, CE) declararam militância pró-petismo através de manifesto para estas eleições.

Site oficial de Dilma comemorou atitude dos pejoteiros.

Site oficial de Dilma comemorou atitude dos pejoteiros.

O documento não é oficial e não representa o posicionamento da juventude católica ou mesmo da Igreja Católica do Brasil, embora na redação os autores se apresentem como ” os jovens católicos”. O manifesto apenas reafirma a ligação dos jovens deste segmento com partidos de esquerda como o PT. Em 2010, houve o mesmo apoio dos “Pejoteiros” e não consta diálogo destas pastorais com os demais partidos para ouvi-los quanto às propostas que têm para os próximos quatro anos, antes de manifestarem publicamente apoio ao PT.

Em um trecho da nota, os governos anteriores ao PT são criticados. “Muito diferente dos governos neoliberais, o Brasil hoje ocupa uma posição de  destaque no cenário internacional, com o fortalecimento da economia e a ampliação das relações com os outros países da América Latina e da África”.

O grupo elenca os motivos pelos quais Dilma seria a melhor opção para por em andamento a agenda destas pastorais: “Renovação do mandato no campo democrático popular garantindo condições para o fortalecimento da luta contra a redução da maioridade penal, realização da reforma política com plebiscito popular e constituinte exclusiva, e refundação do atual modelo de segurança pública com uma profunda revisão quanto ao papel da polícia”. Sobre o último ponto, muitos dos filiados aos movimentos populares coadunam com a ideia da desmilitarização da Polícia.

As PJ’s como são conhecidas popularmente reafirmam no texto “repúdio à corrupção”, mas não cobram nenhum  compromisso público do Partido dos Trabalhadores no combate a esta que foi uma marca negativa nos anos de governo. Outras questões éticas defendidas pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) como “Ficha-limpa” e  defesa da vida (luta contra o aborto) não foram mencionadas no texto. 

Ao final do  manifesto é reforçado o carimbo do medo que marca a militância do Partido dos Trabalhadores nestas eleições. “Eleger Dilma é uma tarefa das forças populares . Não vamos deixar o Brasil retroceder”. 

 

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