Artesanato da Mente

A prática da empatia

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Outro dia eu li uma frase do filósofo Roman Krznaric que me fez refletir sobre um sentimento que está fazendo muita falta no mundo atual e precisa ser resgatado, para vivermos de forma mais harmoniosa e feliz. Refiro-me a EMPATIA e a frase é a seguinte:

Imagine que você vê um mendigo debaixo da ponte. Você pode ficar penalizado e dar-lhe uma esmola. Isso é piedade, não é empatia. Se, por outro lado, você fizer um esforço para ver o mundo através dos olhos daquele mendigo, tentando perceber como é a vida para ele, quem sabe até conversando com ele e transformando aquele estranho num indivíduo único, aí sim você estará lidando com a empatia.”

Lembro que quando li esta frase o primeiro pensamento que me veio foi: “Nossa! Mas isso é muito difícil…”. Será que você pensou algo parecido com isso? Leia esta frase mais uma vez… O que este filósofo está sugerindo é a prática da empatia no nosso dia a dia, e nos levando a não confundir empatia com piedade, que é completamente diferente.

É um fato que a nossa sociedade está se tornando cada vez mais egoísta e autossuficiente, isso é um veneno para o cultivo da empatia, que segue um caminho oposto, o da generosidade, do desprendimento e do amor ao próximo. Não é fácil vivenciar a empatia no dia a dia, que é você ver as pessoas também sob a perspectiva delas e sendo respeitoso. Ainda mais de uma forma tão forte como o Roman está sugerindo, mas digo a você que se trata de um exercício, e que a cada dia podemos melhorar. Sei que ainda preciso melhorar muito o cultivo desse sentimento tão nobre chamado empatia, mas procuro me alimentar quase todos os dias das palavras sábias de um mestre que admiro do fundo do meu coração, o grande Dalai Lama. Ele é um dos maiores mestres da empatia e vive conosco, mas muitos nem se dão conta da existência deste homem tão bom e sábio. Quero compartilhar algumas palavras dele que falam um pouco sobre a empatia e a flexibilidade na vida.

Às vezes sou tão flexível que sou acusado de não ter coerência política. Alguém pode vir a mim e apresentar uma ideia. E eu vejo a razão para aquilo que a pessoa diz e concordo com ela, comentando que é ótimo… Mas então aparece outra pessoa com um ponto de vista contrário, eu também vejo a razão para o que está dizendo e concordo também com ela. Às vezes sou criticado por isso e preciso me relembrar que estamos comprometidos com tal e tal conduta e que por enquanto devemos nos ater a esse lado

Para concluir, quero deixar uma sugestão de livro maravilhosa, que tem tudo a ver com o que foi exposto nesse texto. Inclusive foi um livro que mexeu completamente com as minhas perspectivas sobre a vida e sobre a humanidade. O nome do livro é: “O futuro da humanidade”, do psiquiatra e escritor Augusto Cury. Este livro conta a história do estudante de medicina Marco Polo e sua jornada depois de iniciar este curso. Trata da frieza dos profissionais da saúde no cuidado com os pacientes e no quanto ele ficava arrasado com isso, justamente porque ele queria viver a empatia no seu dia a dia acadêmico e não via isso por parte de seus colegas e professores.

Além disso, ele conhece um mendigo extremamente sábio e que se torna seu amigo, ensinando grandes coisas sobre a vida. Percebe a semelhança com o que foi colocado aqui? Eu li esse livro duas vezes e aprendi muito, principalmente sobre a empatia e a humildade. Recomendo fortemente a sua leitura.

Que neste dia você observe mais atentamente o mundo e as pessoas, principalmente as que estão mais próximas a você e exercite essa empatia. Você e o mundo inteiro serão beneficiados com essa mudança de perspectiva…

* Para ouvir a leitura desse texto basta clicar [aqui]

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