Discografia

Cinema transcendental

Ainda em cartaz, O bem amado trouxe de volta aos cinemas o hilário prefeito de Sucupira, Odorico Paraguassú, vivido por Marco Nanini, para os cinemas brasileiros. Dirigido por Guel Arraes, o filme é baseado na obra de Dias Gomes e colocou nas lojas a trilha sonora lançada pela Universal. O disco conta com as participações de Zélia Duncan, Mallu Magalhães, Leo Jaime e outros. À frente do time, Caetano Veloso, figura já tarimbada em filmes nacionais. Ela canta, em clima de embolada, Esta terra e compõe o samba-canção A vida é ruim. Compositor atemporal, Caetano transporta Zélia para um ambiente que poderia ser de Dalva de Oliveira ou Angela Maria. Mesmo com apenas pouco mais de 26 minutos, a trilha ainda traz Mallu interpretando (mais uma vez) Nossa canção, de Luiz Ayrão, e aquela que deve ser a melhor do disco: Zé Ramalho com Carcará. Há ainda três faixas instrumentais, sendo uma o Boogie Sem Nome cantado por Leo Jaime e Os Miquinhos Amestrados, e outra uma versão de A vida é ruim, que impressiona tanto quanto a versão cantada. Fechando o curto disco, Jorge Mautner compõe o hino de Sucupira, chamado A bandeira do meu partido, e o trio Thalma de Freitas, Nina Becker e Cecília Spyer se divertem em Jingle do Odorico. Até pelo tamanho diminuto, esta parece ser a trilha menos inspirada de Caetano, embora traga faixas bem curiosas. Nos próximos dias, colocaremos informações sobre outras trilhas compostas por Caetano para o cinema.