Plínio Bortolotti

Jornais: circulação cresce e diminui

A circulação dos jornais impressos no mundo cresceu 1,3%, apesar da crise econômica, anunciou o presidente da Associção Mundial do Jornais [WAN – World Association Newspaper], Gavin O’Reilly.

O discurso foi feito na semana passada na conferência anual da entidade, este ano ocorrido em Barcelona [Espanha]. Executivos de jornais de 50 países participarem do evento. Os números sobre a circulação de jornais serão divulgados no relatório anual World Press Trends, que será publicado em julho.

O’Reilly destacou que são 540 milhões de pessoas, em todo o mundo, leem jornais pagos diariamente.

O aumento de circulação mundial dos jornais dever-se basicamente aos países africanos [6,9%], da América do Sul [1,8%] e da Ásia [2,9%]. Na América do Norte e na Europa, está havendo queda de circulação.

Brasil

Nos újltimos cinco anos o Brasil teve aumento de circulação de jornais. Mas o mês de abril deste ano registrou  a pior circulação média diária de jornais de 2009, segundo dados do IVC [Instituto Verificador de Circulação].

Em abril deste ano, foram vendidos 4.171.249 exemplares,  6,7% a menos do que o mesmo mês de 2008. Na média acumulada de 2009, a queda é de 3,8%.
 
Para a ANJ [Associação Nacional de Jornais] o resultado do primeiro quadrimestre é reflexo da crise que provocou abalos em toda a economia.  

Para Ricardo Pereira, diretor da ANJ, a situação difere do que ocorre nos Estados Unidos, que vem assistindo uma queda consistente na venda de jornais. Segundo ele, no Brasil, a queda seria passageira.

Em algumas publicações as quedas foram altas, como a Folha de S. Paulo, com circulação 10,84% menor e O Estado de S. Paulo, com queda foi de -16,93%). No Extra [Rio] a situação a redução foi foi de 25,69%.

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