Plínio Bortolotti

Israel mantém 60 jornalistas presos, segundo Repórteres sem Fronteiras

A organização Repórteres sem Fronteiras, publicou o texto abaixo em seu portal, que reproduzo de forma resumida:

Repórteres sem Fronteiras reitera seu pedido urgente para que as autoridades israelenses ponham em liberdades os jornalistas que acompanhavam a flotilha humanitária com destino a Gaza.

Segundo as útlimas informações, se encontravam a bordo pelo menos 60 jornalistas.

Recordamos que os jornalistas estavam ali para cobrir os acontecimentos. E não se pode, de maneira nenhuma, confundi-los com ativistas. Agora [Israel] estão expulsando 300 passageiros, entretanto os jornalistas seguem detidos. Pedimos às autoridades que ponham em liberdade todos os jornalistas detidos, assim como a restituição de seu material [de trabalho] que foram confiscados pelos militares.

Repórteres sem Fronteiras soube também que o correspondente Abbas Nasser e o cinegrfista Issam Zaatar, da equipe da [TV] Al-Jazeera, foram expulsos de Israel.

Repórteres sem Fronteiras tem ciência que 16 jornalistas estão internados no centro de detenção Be’er Scheva, são ele : Svetoslav Ivanov, Valentin Vassilev, (canal de televisión búlgaro BTV), Muna Shester, (Kuwait News Agency), Talat Hussain, (Aaj TV), Paul McGeough, Kate Geraghty, (Sydney Morning Herald). Mario Damolin, (Frankfurter Allgemeine Zeitung), David Segarra, (teleSUR) Ayse Sarioglu (Taraf), Murat Palavar, Hakan Albayrak, (Yeni Safak), Sümeyye Ertekin, Ümit Sönmez, Ersin Esen (TVNET), Ashwad Ismail y Samsul Kamal Abdul Latip, (Astro Awani).

Repórteres sem Fronteiras tem tentando, por várias vezes, contato com os jornalistas, sem sucesso. [Com as desculpas pela tradução. Veja a íntegra, em espanhol]

Comentário

Agora, imaginem se o presidente Hugo Chávez tivessem mandado prender 60 jornalistas; imaginem se fosse o Irã. Lembrem do que aconteceu quando Lula quis expulsar do Brasil o jornalista americano Larry Rhoter. Obviamente as ações seriam condenáveis do mesmo jeito. Mas pensem como são encaradas de modo diferenciado dependendo de quem as pratica. E isso vale para a esquerda e para a direita. A “esquerda” tudo desculpa de Chávez e Castro; a direita tudo condena o que vem desses países – e absolve ações equivalentes de governos de direita.

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