Ancoradouro

Inquisição Protestante, Ela existiu

8779 23

Quando falamos de inquisição a primeira palavra que nos vêm à cabeça é a Igreja Católica. O triste fato é  usado por muitos protestantes e não-crentes como trunfo nas acusações contra a Igreja. Ela, de fato, foi um ato horrendo e contrário à pureza do Evangelho. João Paulo II no ano jubilar pediu perdão à  humanidade pelos erros da Igreja no bimilênio decorrido, entre eles, pela inquisição.

O que muitos não sabem é que também ocorreu uma inquisição protestante, cujos requintes de crueldade não ficaram a dever em nada comparando às acusações contra a Igreja. Nos países dominados pelo protestantes os católicos tinham que se mudar ou se converterem à nova fé e se fosse encontrados celebrando a missa eram brutalmente assassinados.

Fátima, do site Veritatis Splendor escreve sobre o assunto: “Os primeiros protestantes não eram distingüidos por serem os “campeões da liberdade de opinião” como querem nos fazer crer. Eles, que clamavam pela liberdade religiosa nos países católicos, em seus territórios suspendiam rapidamente a celebração da Missa e obrigavam os cidadãos, por lei, a assistir obrigatoriamente os cultos reformados; também destruíam os templos católicos e as imagens [sagradas], além de assassinarem bispos, sacerdotes e religiosos; foram muito mais radicais em seus territórios do que ocorreu nos territórios católicos.

Citaremos apenas alguns exemplos (já que [quase] todas as fontes pesquisadas apenas se referem à inquisição católica e nenhuma a [inquisição] protestante):

– Registre-se o massacre dos monges da Abadia de São Bernardo de Brémen, no séc. XVI: os monges foram assassinados ou desfolados, atirando-lhes sal na carne viva, sendo a seguir pendurados no campanário por bandos protestantes.

– Seis monges cartuxos e o bispo de Rochester, na Inglaterra protestante, foram enforcados em 1535.

– Henrique VIII mandou queimar milhares de católicos e anabatistas no séc. XVI (mas foi sua filha católica, Maria, que acabou recebendo o título de “Maria, a sanguinária”!).

– João Servet, o descobridor da circulação do sangue, foi queimado em Genebra, por ordem de Calvino (porém, é comum se recordar apenas do “caso Galileu”, o qual NÃO foi justiçado!).

– Quando Henrique VIII iniciou a perseguição protestante contra os católicos, existiam mais de 1.000 (mil) monges dominicanos na Irlanda, dos quais apenas 02 (DOIS) sobreviveram à perseguição“. Prossiga a leitura clicando aqui.

Recomendado para você

23 Comentários

  • Maviael Coelho disse:

    Onde estão os irmãos protestantes que fecharam
    os olho para esta página? Infelizmente muitos ca-
    tólicos e protestantes foram iguais ou piores do
    que Judas.Pois havia de ter um traidor.Porém es-
    cândalos hão de vir,mas ai daqueles por quem vierem os escândalos(palavras de Jesus). A oração
    do Pai-nosso nos orienta,perfeitamente quanto ao
    Amor e Misericórdia de Deus.
    Infelizmente,muitos católicos não buscam viver
    a fé e ler as escrituras com orientação correta e
    caem nas falsas doutrinas.Deveria haver só um (luterana),porém são mais de 30mil.Certamente,algo está errado.E ainda algu-
    mas pessoas buscam a cotenda. “Sejam um como Eu
    e o Pai somos Um”(Jesus Cristo)

  • Luis disse:

    Sr. Maviael, quanta confusãono seu comentário. Primeiro comclama, com uma pergunta, os “irmãos protestantes” criticarem esta página, ao menos é o que se compreende. Depois se refere aos Católicos como se com estes se preocupasse, as depois diz que só deveria haver uma igreja Católica, a Luterana…??? Desculpe Sr., mas só há uma Igreja deixada p9or Criso, a Católica Apostólica Romanae há milhares de igrejas protestantes descendentes de Lutero e demais reformadores…

  • Maviael Coelho disse:

    Vocês protestantes não tem jeito.Naõ sabem que Jesus só fundou uma Igreja?(Mt16,18) e que até o ano de 1500 só existiam os cristãos católicos.Infelizmente,a maioria dos católicos e
    protestantes são como alguns que além de não sa-
    berem escrever,não compreendem um texto que afir-
    ma que Jesus não permite a proliferação de “igre-
    jinhas que na verdade são grandes negócios”.A
    afirmação do texto é que Lutero provocou uma ava-
    lanche de falsas igrejas e que a culpa é de mui-
    tos católicos que não vivem nem valorizam os
    ensinamentos de Cristo.Até alguns padres como
    ocorreu com Lutero,enveredam pelo erro,só que hoje é pela pedofilia ou o de não assumirem o
    verdadeiro papel de ministros do Evangelho e
    da Eucaristia(Mt26,26;Jo6;Lc1,48;Jo19,25-27).
    Quantos são os que buscam em primeiro lugar re-
    galias e salários? Perderam o verdadeiro senti-
    do de representates de Cristo na terra na Igreja Militante? Graças a Deus que ainda exis-
    tem alguns que buscam representar,verdadeiramente,o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

  • Maviael Coelho disse:

    Infelizmente,há pessoas que pensam serem as ú-
    nicas detentoras do conhecimento.Uma certa vez,em
    Juazeiro do Norte,encontrei um senhor católico do
    Rio Grande do Norte que se dizia missionário e que conhecia (muito),pois tinha 50 livros.Então,
    falei para ele que só religios,tenho mais de 2.000 livros.Ele ficou sem graça. Quantas pessoas
    tem bibliotecas com acervos superiores a 10mil ou
    mais?
    Um certo irmão sugeriu que eu era protestante,
    porém,é bom que ele leia nos outros posts relacionados.

  • Paulo César disse:

    Toda religião afasta o homem de Deus, seja ela católica ou protestante. Jesus criticava duramente os religiosos, mas hoje defendemos denominações religiosas mais do que o evangelho. É triste ver pessoas discutindo religião ao invés de proclamar os ensinamentos de Cristo. Temos que acabar com essas contendas religiosas e nos preocupar com coisas maiores.

  • Servo disse:

    Tanto católicos como protestantes podem ter matado no passado,embora sobre protestantes não se tenha nada concreto.
    Mas a igreja católica devia é abandonar as heresias e se voltar ao evangelho verdadeiro,pois do contrário estão caido seus membros,e por mais que queiram dar um certo destaque a inquisição protestante,não empede o avanço dos evangélicos.
    Nota se que esse assunto é uma tentativa fracassada para acordar os católicos em vão.

  • Polly disse:

    Bom…primeiramente, a matança que protestantes faziam (que não se compara com o que a Católica já fez durante séculos e séculos) era uma resposta para a perseguição de católicos contra protestantes. Mas em números absolutos a igreja Católica ganha com números absurdos. Não é atoa que, segundo especialistas a Roma papal derramou mais sangue que a Roma pagã.

  • É, mas, do jeito que contam a história, só nós, os católicos fomos ruins. É aquele que aniquilou falando mal do que assassinou. Deus, tenha piedade de todos nós. Vem Senhor Jesus, vem, a hora é boa pra voltar!

  • Malena disse:

    É importantíssimo conhecermos os erros do passado para q não voltem acontecer, e mais importante ainda é compreender que infelizmente a questão da tortura para redimir pecado era um pensamento cumum do contexto medieval e tanto catolicos como protestantes erraram muito, embora os protestantes não reconhecam seus erros também.

  • Fernando disse:

    Na verdade sempre que a religião se aliou ao Estado, perdeu sua pureza, por mais sinceros que sejam, aqueles que se envolvem em política, acabam se corrompendo.

    Paulo nos exorta a não formarmos facções, por elas causam divisões e contendas.

    Mas o que se deve analisar não são apenas as obras do passado e sim as do presente. Quem hoje prega o Evangelho embasado na Palavra? Quem hoje cultua e venera imagens? Quem hoje cede às tentações das riquezas. Analisemos o presente para nos purificarmos, pois o passado ficou para trás e o que foi feito, foi feito.

    Que cada um hoje analise sua vida se está de acordo com o Evangelho, se não está se encurvando diante de imagens, praticando idolatria e autolatria, senão estará revivendo os mesmos erros do passado.

  • andreia disse:

    As pessoas não percebem que guerras começaram assim? Todos querem ser detentores da verdade, qual é a verdade? Para mim é aquela que Jesus deixou “Amar o próximo como a si mesmo”. Qual é a minha religião? Sou admiradora dos ensinamentos de Jesus, tento colocar em pratica o que ele veio nos ensinar, amar quem me ama é fácil agora tento amar os que me fazem mal, perdoar então é muito difícil, mas tento e vou consegui, eu não conheço a bíblia, nunca a li inteira, mas como já disse Gandhi ” Li o sermão da montanha e me bastou”.

  • Tay disse:

    Sr. Luiz, querer ser o dono da verdade é uma responsabilidade tamanha. Quero que me relate BIBLICAMENTE E HISTORICAMENTE que a unica igreja deixada foi a q você citou. Me desculpe meu caro, mas IGREJAS não foram deixadas, IGREJAS foram criadas NÃO PONHA ATOS A DEUS. Pois ele não deixou a IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA que sinto pelas suas palavras que encheu a boca pra falar. Deus deixou amor, seu filho e seu perdão. Igrejas? Dominações? Pensar antes de falar né filho’. Claro, se vc não enquadrar entre os muitos que se dizem católicos, que se deixam levar pelo o que seu ”superior ” na terra fala no púlpito.

  • Alexandre disse:

    Meu Deus,
    Da onde inventaram tanta aberração.
    Oh, Maviael Coelho, você precisa estudar mais a Bíblia para não falar tanta bobagem. É lógico que O Senhor Jesus deixou somente uma Igreja na Terra, e é a que triunfa até hoje, só quem não sabe disso são vocês, sabe porque, porque vocês não cumprem, vocês estão mais preocupados em cumprir tradição humana e rituais humanos do que obedecer a Bíblia. Se vocês estudassem a Bíblia, não falariam nem faziam tanta bobagem.

  • Zafenate Panéa disse:

    Eu estou aqui, e quero dar o meu parecer. Na minha opinião, essa história da inquisição protestante, é semelhante a história do CRIMINOSO HEDIONDO que, quando se encontra diante do juiz diz: não sou o único PECADOR. e com isso tenta desesperadamente encobrir seus CRIMES. a Igreja Católica queimou vivos milhares de pessoas no fogo, e nunca vai poder se desculpar e nem encobrir com suas farsas, os CRIMES HEDIONDOS que praticou contra Judeus e protestantes. Essa história de inquisição protestante, é simplesmente uma manobra bem arquitetada da IGREJA CATÓLICA, com objetivo único de jogar fumaça, e encobrir as desgraças cometidas cometidas nas vidas de milhares de familias no mundo INTEIRO. sou protestante com muito ORGULHO.

  • Alisson disse:

    Sr. Vanderlúcio Souza. Boa Tarde. Quero que me responda se poder, algumas questões. Esqueçamos a INQUISIÇÃO de ambos como falou em seu texto, pois já é passado, certo!, deixando aqui bem claro que isso foi crueldade humana e não vontade de Deus nem de Jesus Cristo, pois não foi isso que ele nos ensinou.

    O que o Sr. entende por: ” Jesus ser o único mediador entre Deus e o homem”? Isso esta escrito na Bíblia em que você possui.

    Jesus ensinou sobre o Purgatório?

    Dizem que o PAPA não deve ser casado, pois é sucessor de pedro e pedro não era casado. Como assim se na Bíblia fala que a SOGRA de Pedro foi curada?

    Na Bíblia Diz em Romanos 3, vers. 23 que “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus;
    Romanos 3:23” (TODOS PECARAM)… E porque a Igreja defende que Maria não pecou???

    NOTA: (Deixo bem claro, que Maria foi a mulher mais PRIVILEGIADA DESSA TERRA em ter em seu ventre nosso único e SUFICIENTE SALVADOR, amada por Deus, um exemplo orgulhoso de fé e obediência aos ensinamentos de Jesus. Isso é incontestável. Antes que se levante alguém de forma acusadora e façam injurias a essa pergunta DIZENDO que estou injuriando Maria. Pois NÃO a ADORO mas sei da sua ENORME IMPORTÂNCIA nos planos de DEUS, porém o único mediador é JESUS CRISTO , POR TANTO ELA NÃO PODE SER IGUALADA A ELE).

    O que é a CANONIZAÇÃO SENÃO A NOMEAÇÃO FEITA POR HOMENS VIVOS EM FAVOR DE HOMENS MORTOS?
    O PAPA JOÃO PAULO II IRÁ ESCUTAR SUAS PETIÇÕES ASSIM QUE FOR CANONIZADO? COMO SE ESTA MORTO? “Os mortos não louvam ao Senhor, nem os que descem ao silêncio. Salmos 115:17”

    PEÇO QUE, Não leve essa questões como afronta, por favor, pois são dúvidas claras, em que lendo a Bíblia são contrárias a mesma e praticadas de forma espantosa pela igreja que vocês chamam de (santa) e que proibiam a leitura da Bíblia pois sabiam o que poderia acarretar quando lessem o mesmo conteúdo que os sacerdotes. Estudando sobre isso vemos a PURA POLÍTICA, em que estamos vivendo hoje assim como foi no passado da igreja CATÓLICA, onde não se da a educação para não haver um população pensante e conhecedora da verdade. A igreja mudou de opinião ou esta “dançando conforme a música para não perder os FIÉIS?”

    Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim. João 14:6… Vendo esse Versículo vem outra questão que muitos se perguntam!!

    Pra que santo “CASAMENTEIRO”, OU “SANTO DAS CAUSAS IMPOSSÍVEIS”. Existe até “SANTO DOS ENDIVIDADOS!!” Como assim? será que foi isso que Jesus ensinou?

    Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai.
    E tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho.

    João 14:12-13

    Lembrando que as petições são em vida depois de morto é só esperar o JULGAMENTO DE DEUS.

    Amém.

    Fica aqui as questões para serem sanadas.

    SERÁ QUE JESUS ESTA SE AGRADANDO DESSAS PRÁTICAS ?

    Desde já agradeço. E aguardo respostas.

  • Maria do carmo disse:

    Muito mimimimi…quero as fontes…d tudo isso..pois nenhum livro de historia d época contém tais informações e acusações feitas pelos católicos …site católico é sempre assim..mentem..diminuem os mortos da inquisição criada por eles e colocam mortes nas costas dos protestantes!!

  • Sergio disse:

    Cade as fontes sobre o que ela citou

  • Patricia disse:

    Mas, esses protestantes são os que saíram do catolicismo! E por isso etand9 ainda com a mente cauterizada, contiuaram agindo da mesma forma… logo ainda tinham a mente dentro dos dogmas católicos.

    Tentar “jogar” essas ações isoladas também para o protestanismo generalizando é tentar tapar o sol com a peneira é mais ou menos comparado a uma síndrome Adâmica.

    O protestanismo não tem como pedir perdão pq não existe um único sistema protestante ao contrário da igreja católica – hoje o que existe são apenas placas de igrejas de concreto e cnpj diferentes e uma igreja com seus dogmas não pode se arrepender pela outra igreja q tem observações dos mesmos dogmas mas, os vê de forma diferente. Não estou defendo essas atitudes, mas também não sou tola ao ponto de generalizar!

    Não se pode odiar todas as Rosas, só porquê algumas tem espinhos….

    O Tolo Sempre Generaliza!

    O tolo generaliza tudo, porque lhe falta argumentos para defender o que ele acredita, sem ofender o outro. Em toda classe há extremismo, há pessoas de bem defendendo causas nobres e há vândalos se aproveitando de toda e qualquer situação para manchar a imagem que realmente importa em cada ação.

    Por não conseguir fazer distinção, o tolo generaliza tudo aquilo que não compreende como partes de um sistema.

    Quer conhecer o tolo? Ele generaliza a sua experiência como ponto de referência.

  • O conteúdo é muito bom para termos uma ideia e fazer uma reflexão sobre a Historia da religião Católica e Protestante.
    gostaria de sabe mais sobre esse assunto da Inquisição Protestante.

  • A INQUISIÇÃO PROTESTANTE.“O progresso delas foi marcado pela destruição de igrejas e o incêndio de monastérios. Os bispos de Constance, Basle, Lausanne e Genebra foram forçados a abandonar suas arquidioceses.” (Daniel-Rops, 81-82). “O sermão dele em St. Peter’s foi ocasião de várias rebeliões; estátuas foram quebradas, pinturas destruídas, e tesouros da Igreja, no valor de 10,000 crowns, desapareceram.” (Hughes, 226-227). “Em 1522 uma turba forçou a entrada na igreja de Wittenberg, nas portas da qual Lutero havia pregado suas teses, e destruíram todos os seus altares e estátuas, e expulsaram os clérigos. Também foi assim em Rotenburg, em 1525, a figura de Cristo foi decapitada… Em 9 de fevereiro de 1529, tudo o que anteriormente era reverenciado na bela e antiga catedral de Basle, na Suíça, estava destruído . . . Esses exemplos de brutalidade e fanatismo poderiam ser citados aos montes.” (Stoddard, 94). “Em Constance, em 10 de março de 1528, a fé católica estava plenamente interditada… pelo Conselho […] ‘Não há direito algum além daqueles previstos nos evangelhos como agora interpretados’; Altares foram demolidos; os órgãos foram removidos como sendo obras de idolatria, tesouros da igreja foram enviados ao fisco.” (Janssen, V, 146). “É nosso costume amedrontar aqueles que não aparecem na pregação; e ameaçar com banimento e com a lei. Caso eles se provem contumazes, excomunguemos-los, como se fossem pagãos.” (Grisar, VI, 263; EN, IX, 365; carta para Leonard Beyer, 1533). “Embora a excomunhão no papado tenha sido vergonhosamente abusada, mesmo assim não devemos aboli-la, mas fazer bom uso dela, como Cristo mandou.” (Durant, 424-425). “Os poderes espirituais e também os temporais, terão que sucumbir ao evangelho, ou por amor ou pela força, como é claramente provado por toda a história bíblica.” (Janssen, III, 267; carta para Frederick, Elector da Saxônia, 1522). Zwinglio chegou a declarar que o massacre dos bispos era necessário ao estabelecimento de um Evangelho puro. Em 4 de maio de 1528, ele escreveu: ‘Os bispos não desistirão de sua fraude, até um segundo Elias aparecer para fazer chover espadas sobre eles. É mais sábio arrancar for a um olho cego do que deixar o corpo todo corromper-se.’” (Janssen, V, 180; Zwingli’s Works, VII, 174-184). “Ovelhas, gado, servos-homens eram todos posses a serem vendidas como aprouvesse aos seus donos. Era uma boa coisa então e ainda o é; Caso contrário, nenhum homem poderá compelir ou domesticar o povo servil.” (Durant, 449; WA, XV, 276; Belfort Bax, The Peasants’ War in Germany, London: 1899, 352). “Há outros que ensinam em oposição a alguns artigos de fé relacionados que é manifestamente fundamentado nas Escrituras e professado pelos bons cristãos ao redor de todo o mundo, como os que são ensinados às crianças, no credo. Hereges desse tipo não devem ser tolerados, mas punidos como blasfemos abertos. Se alguém quer pregar ou ensinar, deixe-o dar a conhecer o chamado ou o comando que o impele de fazê-lo, ou deixe-o manter silêncio. Se ele não vai manter-se quieto, então deixe as autoridades civis comandarem o canalha a seu legítimo mestre, nomeadamente, Mestre Hans [i.e., O Carrasco].” (Janssen, X, 222; EA, Bd. 39, 250-258; Comentário no 82º Salmo, 1530; cf. Durant, 423, Grisar, VI, 26-27). “Aqueles sediciosos artigos de doutrina deveriam ser punidos pela espada, sem que houvesse necessidade de mais provas. Para o resto, os Anabatistas mantêm princípios relativos ao batismo de crianças, ao pecado original e inspiração, que não tem conexão com a Palavra de Deus, e são na verdade opostos a isso. Autoridades seculares são também compelidas a restringir e punir manifestamente falsas doutrinas, por pensar que desastre aconteceria se crianças não fossem batizadas? Além disso, os Anabatistas separam-se de igrejas e estabelecem um ministério e congregação próprios, que é também contrário à ordem de Deus. De tudo isso, se torna claro que as autoridades seculares estão compelidas a infligir punições corporais nos ofensores. Também quando é um caso de apenas defender alguns princípios espirituais, como o batismo de crianças, pecado original e separação desnecessária, e então, nós concluímos que os sectários teimosos devem ser postos à morte.” (Janssen, X, 222-223; panfleto de 1536). “Que todo seguidor do Evangelho dele, esteve compelido a considerar todas as opiniões que divergiram das dele como heresias ateias. Ele nunca duvidou a partir do momento em que ele descobriu seu novo Evangelho.” (Grisar, VI, 238). “Em 1530 Lutero avançou na visão de que duas ofensas deveriam ser penalizadas até mesmo com morte, nomeadamente sedição e blasfêmia. Lutero interpretou mera abstenção do ofício público e serviço militar como sedição e uma rejeição de um artigo do credo dos apóstolos como blasfêmia. Em um memorando de 1531, composto por Melanchthon e assinado por Lutero, uma rejeição do ofício ministerial foi descrita como blasfêmia insuportável, e a desintegração da Igreja como sedição contra a ordem eclesial. Em um memorando de 1536, novamente composto por Melanchthon e assinado por Lutero, a distinção entre os Anabatistas pacíficos e os revolucionários foi obliterada.” (Bainton, 295). Sob os vários critérios que Lutero pensou serem heréticos, sediciosos ou blasfemos, os seguintes grupos seriam passivos de morte: Batistas, Pentecostais, muitos evangélicos independentes, Operação de Resgate de ativistas provida, ativistas pelos direitos civis, Abolicionistas, Os Pais Descobridores da América, muitos Libertários e Conservadores, Comunistas e Socialistas, muitos membros de comunas, irmãos de Plymouth, Menonitas, “Quakers”, “Amish”, humanistas e ateus, todos os não Cristãos, a maioria dos liberais teológicos, todos os cultistas, projeto de trapaceiros e objetores de consciência, e alguns estudantes caseiros. Eu, por mim, teria falhado o teste tirassol de Lutero para ortodoxia em pelo menos cinco desses motivos. “É instrutivo observar como Lutero se moveu da tolerância para o dogma como poder dele e certamente cresceu. Em 1520 Lutero ordenou “todo homem um padre” e adicionou “nós deveríamos vencer hereges com livros, não com queimadas.” (Carta Aberta à Nobreza Cristã, Trabalhos de Lutero, Filadélfia, 1943, I, 76, 142). “Em 1530, em seu comentário no 82º salmo, ele aconselhou aos governantes a darem sentença de morte a todos os hereges que pregaram sedição ou contra a propriedade privada, e àqueles que ensinaram contra um manifesto artigo de fé.” (WA, XXXI, 1, 208 ff.). “A igreja “invisível” que Lutero teve a esperança de estabelecer nos corações dos fiéis cresceu em uma tão visível instituição humana. Lutero viu-se compelido a mantê-la à força e se virar contra os próprios princípios de liberdade individual e tolerância. Os ideais de liberdade espiritual, julgamento individual e pura intimidade de Lutero na verdade nunca foram corporificados na completa estrutura de sua igreja; a maior parte das ideias que o levaram à quase ruptura com Roma teve que procurar refúgio no abrigo dessas seitas separatistas que foram perseguidas a ferro e fogo pelas três igrejas reformadas.” (Alemanha: 2000 Anos, I, Nova Iorque: Ungar, edição revisada de 1961, 235, 237). Pode-se imaginar como os judeus poderiam passar por essa atmosfera intolerante entre cristãos, reais ou de fachada. Para os judeus, Lutero aconselhou: “Deixe que suas casas sejam aniquiladas e destruídas. Deixe que seus livros de orações e Talmuds sejam tirados deles, assim como suas Bíblias Sagradas. Deixe que seus rabinos sejam proibidos, na dor da morte, de ensinar mais doravante. Deise que as ruas e estradas sejam fechadas contra eles. Deixe que eles sejam proibidos de praticar a usura, e deixe que todo o dinheiro, todos os tesouros de prata e ouro deles sejam tirados e guardados em algum lugar em segurança. E se tudo isso não for suficiente, deixe que eles sejam dirigidos como cachorros loucos para fora da terra.” (EA, XXXII, 217-233; Durant, 422; Sobre os Judeus e Suas Mentiras, 1543; Durant cita como sendo sua fonte Janssen, III, 211-212). “Melanchthon aceitou a presidência da inquisição secular que suprimiu os Anabatistas na Alemanha com prisão ou morte. “Por que deveríamos ter mais pena desses homens do que Deus tem?” ele perguntou, por pensar que Deus tinha destinado todos os Anabatistas para o inferno.” (Durant, 423). “Uma inquisição regular foi estabelecida em Saxony, com Melanchthon no banco, e sob isso muitas pessoas foram punidas, algumas com morte, outras com prisão perpétua, outras com exílio.” (Smith, 177). “Mesmo que os Anabatistas não defendessem nada sedicioso ou blasfemo” era, em sua opinião, “dever das autoridades colocarem-nos à morte.” (Grisar, VI, 250; BR, II, 17 ff.; Fevereiro de 1530). “Melanchthon estava acostumado a não perder tempo recorrendo a ferro e fogo. Isso forma uma mancha escura em sua vida. Muitos homens foram vítimas de seu memorando.” (Grisar, VI, 270; Die Theol. Der Gegenwart, 1909, II, 3, 49). Zuinglio. “Jovens estudiosos da bíblia, dos quais uma vez ele foi mentor, estavam agora defendendo uma reforma mais radical, recusando-se a ter seus bebês batizados, citando Zwingli em suas ideias anteriores. Em Janeiro de 1525, Zwingli concordou que eles merecessem punição capital, por rasgar o tecido de uma sociedade cristã perfeita.” (John L. Ruth., “Anabatistas da América: Quem São Eles”, Cristianismo Hoje, 22 de Outubro de 1990, 26 / cf. Dickens, 117; Lucas, 511). Zurique de Zwinglio, sem misericórdia, perseguiu os Anabatistas: “A perseguição dos Anabatistas começou em Zurique. As sanções prescritas pelo Conselho da cidade de Zurique foram “afogamento, queimadura ou decapitação”, de acordo com o que parecia aconselhável. “É nosso desejo”, proclamou o Conselho, “de que independentemente de onde forem encontrados, sozinhos ou em companhia, eles devem ser arrastados à morte, e nenhum deles deve ser poupado”.” (Janssen, V, 153-157). 4. Bucer. “No seu Dialogo, de 1535, Bucer chamou os governantes a exterminar, a ferro e fogo, todos os que professavam falsa religião, e até suas esposas, filhos e gado.” (Janssen, V, 367-368, 290-291). 5. Knox. “Sua convicção,. relembra as mais escuras práticas da Inquisição. Cada herege era para ser condenado à morte, e as cidades predominantemente heréticas deviam ser feridas com a espada e totalmente destruídas: Inglaterra. “Elizabeth. Está no registro pela queima de dois anabatistas holandeses em 1575. Henrique VIII. queimou um grupo deles em um dia, em 1535.” (Hughes, 143); Hugh Latimer, um “reformador” Inglês, tinha, comenta Will Durant: “manchou sua carreira eloquente, aprovando a queima de anabatistas e franciscanos obstinados sob Henrique VIII.” (Durant, 597). Da Rainha Elizabete, escreve Philip Hughes: “ promulgou uma definição de heresia que fez a vida segura para todos os que acreditavam na Trindade e na Encarnação. Mas o estatuto deixado intacto que a heresia era, por lei comum, um crime punível com a morte. Um Servet Inglês pode ter sido queimado sob Elizabeth, e, de fato, em 1589 ela queimou um ariano. “ (Hughes, 274). Para o homem carnal, isso pode parecer um julgamento severo. No entanto, não encontramos nenhuma exceção, mas todos são nomeados para a morte cruel. Mas, nesses casos, Deus quer que todos. . . desistam de raciocínio quando mandamento é dado para executar os seus juízos.” (Durant, 614; Edwin Muir, John Knox, London: 1920, 142). John Stoddard dá uma conta de Henrique VIII, que fundou o anglicanismo: “o assassino de duas mulheres e carrasco de muitos dos mais nobres ingleses da época, que tiveram a consciência e a coragem de se opor a ele. Entre estes estavam o venerável bispo Fisher e Sir Thomas More, um dos homens mais ilustres do seu século. Quando Henrique começou sua perseguição, havia cerca de 1.000 monges dominicanos na Irlanda, apenas quatro dos quais sobreviveram quando Elizabete subiu ao trono trinta anos depois. Execuções rapidamente começaram. Ao mesmo tempo, cerca de 800 por ano [mais ou menos a última metade do século 16]. Hallam [protestante]: diz que as torturas repugnantes e execuções de padres jesuítas no reinado de Elizabete foram caracterizados por uma ‘selvageria e fanatismo, que eu sou muito certo que nenhum relato da Inquisição poderia ter superado’. Os detalhes destas atrocidades, formariam leitura muito desagradável para os protestantes, habituados como estão a pensar que toda a perseguição religiosa foi feita por católicos. Como Newman diz: Calvino. Apanhado geral. “No prefácio das Institutas, admitiu o direito do governo de condenar os hereges à morte. Ele achava que os cristãos deveriam odiar os inimigos de Deus. Aqueles que defendiam hereges deveriam ser igualmente punidos.” (Smith, 178). Durante o reinado de Calvino em Genebra, entre 1542 e 1546,: “58 pessoas foram condenados à morte por heresia.” (Durant, 473). “Enquanto ele não recomendou diretamente o uso da pena de morte por blasfêmia, defendeu o seu uso entre os judeus.” (Harkness, 102). Em defesa do apedrejamento dos falsos profetas, Calvino observa: “O pai não deve poupar o filho, nem o marido a sua própria esposa. Se ele tem algum amigo que é tão caro a ele como sua própria vida, colocai-o a morte à morte.” (Harknesss, 107; Calvin, Opera [Obras], Vol. 27, 251;. Sermão em Deuteronômio 13, 6-11). Ele fala da execução de católicos, mas, como Lutero, não tenta prontamente agir em sua retórica: “Pessoas que persistem nas superstições do anticristo romano… merecem ser reprimidos pela espada.” (Harkness, 96, carta ao Duque de Somerset, outubro 22, 1548). B. James Gruet. Em janeiro de 1547, em Genebra de Calvino, um James Gruet, uma espécie de livre-pensador de moral duvidosa, foi acusado de ter publicado uma nota que implicava que Calvino deveria deixar a cidade: “Ele foi imediatamente preso e uma busca de casa em casa feita por seus cúmplices. Este método não revelava nada, exceto que Gruet havia escrito em um dos trechos de Calvino as palavras ‘tudo o lixo.’ Os juízes colocá-lo na tortura, duas vezes por dia, de manhã e à noite, durante um mês inteiro. . . Ele foi condenado à morte por blasfêmia e decapitado em 26 de julho de 1547… a Liberdade evangélica já tinha chegado ao ponto em que seus campeões tiravam a vida de um homem, apenas por escrever uma sátira!” (Huizinga, 176; cf. Daniel-Rops, 82-83). Durant dá mais detalhes: “Meio morto, ele foi amarrado a uma estaca, os pés foram pregados nela, e sua cabeça foi cortada.”(Durant, 479). C. Os Irmãos Comparet. Em maio de 1555, um motim bêbado ocorreu, precipitado por um grupo que se opôs ao excesso de refugiados estrangeiros em Genebra. Dissidentes de Calvino foram denominados “Libertinos”. “Os irmãos Comparet, dois barqueiros humildes, foram executadas e pedaços de seus corpos desmembrados pregadas nas portas da cidade.” (Daniel- Em defesa do apedrejamento dos falsos profetas, Calvino observa: “O pai não deve poupar o filho, nem o marido a sua própria esposa. Se ele tem algum amigo que é tão caro a ele como sua própria vida, colocai-o a morte à morte.” (Harknesss, 107; Calvin, Opera [Obras], Vol. 27, 251;. Sermão em Deuteronômio 13, 6-11). Ele fala da execução de católicos, mas, como Lutero, não tenta prontamente agir em sua retórica: “Pessoas que persistem nas superstições do anticristo romano… merecem ser reprimidos pela espada.” (Harkness, 96, carta ao Duque de Somerset, outubro 22, 1548). B. James Gruet. Em janeiro de 1547, em Genebra de Calvino, um James Gruet, uma espécie de livre-pensador de moral duvidosa, foi acusado de ter publicado uma nota que implicava que Calvino deveria deixar a cidade: “Ele foi imediatamente preso e uma busca de casa em casa feita por seus cúmplices. Este método não revelava nada, exceto que Gruet havia escrito em um dos trechos de Calvino as palavras ‘tudo o lixo.’ Os juízes colocá-lo na tortura, duas vezes por dia, de manhã e à noite, durante um mês inteiro. . . Ele foi condenado à morte por blasfêmia e decapitado em 26 de julho de 1547… a Liberdade evangélica já tinha chegado ao ponto em que seus campeões tiravam a vida de um homem, apenas por escrever uma sátira!” (Huizinga, 176; cf. Daniel-Rops, 82-83). Durant dá mais detalhes: “Meio morto, ele foi amarrado a uma estaca, os pés foram pregados nela, e sua cabeça foi cortada.”(Durant, 479). C. Os Irmãos Comparet. Em maio de 1555, um motim bêbado ocorreu, precipitado por um grupo que se opôs ao excesso de refugiados estrangeiros em Genebra. Dissidentes de Calvino foram denominados “Libertinos”. Rops, 192). “Os irmãos Comparet, com a aprovação de Calvino, foram torturados. . . Sob tortura eles disseram que o motim tinha… sido premeditado, mas negaram novamente antes de sua execução. Um número, incluindo François Berthelier, foram decapitados. . . Vários outros foram banidos, e as esposas dos condenados também foram expulsas da cidade.” (Harkness, 48). “Todos os outros líderes do partido fugiram e foram condenados à morte na sua ausência.” (Daniel-Rops, 192). D. Miguel Servetus. A execução mais infame em Genebra foi a de Miguel Servet, médico espanhol que negava a Trindade, e era uma espécie de panteísta gnóstico. Conhecera Calvino, e este último declarou em 13 fevereiro de 1547 em uma carta a Farel: “Se ele vier, que a minha autoridade prevalece eu não o deixarei voltar para casa vivo.” (Daniel-Rops, 186). “Com o conhecimento de Calvino e, provavelmente, a sua instigação, William Trie, de Genebra, denunciou Servet à Inquisição católica em Viena e encaminhou o material enviado pelo herege para Calvino.” (Huizinga, 177). Daniel-Rops diz deste episódio, que “os historiadores protestantes referem-se a ele com vergonha.” (Daniel-Rops, 187). “O fato não pode ser evitado que Calvino entregou Servet à Inquisição, e depois tentou quer por uma mentira ou um subterfúgio cobrir sua parte no assunto.” (Harkness, 42). “Ao chegar em Genebra, em 13 de agosto de 1553, ele foi detectado quase que imediatamente. . . através da instigação de Calvino, ele foi preso e colocado na prisão. Calvino. esperava por sua execução.” (Harkness, 42). Em 20 de agosto, ele escreveu para Farel: “‘Espero que Servet seja condenado à morte, mas gostaria que ele fosse poupado da pior parte da punição’, que significa fogo.” (Daniel-Rops, 190).Isso é o máximo que pode ser dito sobre “misericórdia” de Calvino neste caso. “Em 26 de outubro, o Conselho ordenou que ele fosse queimado vivo no dia seguinte. . . Que ele desejou a morte de Servet é claro.” (Harkness, 44). Observações de Calvino sobre esta morte terrível tornar a leitura horripilante: “Ele mostrou a estupidez muda de uma besta. Ele continuou berrando, na moda espanhola: ‘Misericórdias’ ” (Daniel-Rops, 190-191). Henry Hallam, o historiador protestante, deu o seguinte parecer: “Servet, de fato, foi queimado não tanto por suas heresias, como por ofensa pessoal que ele tinha feito vários anos antes a Calvino, . o que parece ter irritado o temperamento do grande reformista, de modo a faze-lo resolver o que ele posteriormente executou. Assim, no segundo período da Reforma, esses sintomas sinistros que haviam aparecido em sua primeira fase, a desunião, a virulência, o fanatismo, a intolerância, cresceram mais inveterados e incuráveis.” (Hallam, ibid., I, 280). “‘A morte de Servet, pela qual Calvino tem grande parte da responsabilidade’, escreve Wendel, ‘marcou o reformador com um estigma maldito que nada foi capaz de apagar.’” (Daniel-Rops, 191). Esse estigma, no entanto, é compartilhada por muitos outros “reformadores”, que elogiaram esta vingança atroz: “Melanchthon, em uma carta a Calvino e Bullinger, deu ‘graças ao Filho de Deus e chamou a queima ‘um exemplo piedoso e memorável para toda a posteridade.’ Bucer declarou de seu púlpito, em Estrasburgo, que Servet merecia ser estripado e rasgado em pedaços. Bullinger, geralmente humano, concordou que os magistrados civis devessem punir blasfêmia com a morte.” (Durant, 484). Em 1554 Calvino escreveu o tratado contra os erros de Servet, em que ele tentou justificar sua ação cruel: “Muitas pessoas têm me acusado de tal crueldade feroz que (eles alegam) Eu gostaria de matar de novo o homem que eu destruí. Não só estou indiferente a seus comentários, mas eu me alegro no fato de que eles cospem na minha cara.” (Daniel-Rops, 191). Esta foi a atitude de Calvino para a punição e execução de hereges. De que maneira, eu submeto, ele é moralmente melhor do que aqueles que cometeram atrocidades por meio da Inquisição? 8. A Tortura Protestante. Quanto ao mito de que a tortura era uma tática apenas dos católicos, Janssen cita uma testemunha ocular protestante falando o contrário: “O teólogo protestante Meyfart, descreveu as torturas que ele tinha testemunhado pessoalmente. ‘O espanhol sutil e o astuto italiano têm horror dessas bestialidades e brutalidades, e em Roma, não é habitual submeter a um assassino… uma pessoa incestuosa ou um adúltero a tortura pelo espaço de mais de uma hora’; mas na Alemanha… tortura é mantida por um dia inteiro, durante um dia e uma noite, por dois dias… mesmo também por quatro dias… após isso se começa de novo. ‘Há histórias existentes tão horríveis e revoltantes que nenhum verdadeiro homem pode ouvi-las sem um estremecimento.’” (Janssen, XVI, 516-518, 521). Ele também proporciona um outro exemplo típico do tratamento de Anabaptistas: “Em Augsburg, na primeira metade do ano 1528, cerca de 170 anabatistas de ambos os sexos foram presos ou expulsos por ordem do novo Câmara Municipal religiosa . Alguns eram. . . queimados nas bochechas com ferros quentes; muitos foram decapitados; alguns tiveram suas línguas cortadas.” (Janssen, V, 160). 9. Conclusão: Perseguição, incluindo penas de morte por heresia, não é apenas uma “falha” Católica. É evidente que é também um erro protestante e um “ponto cego” geral da Idade Média, assim como o aborto é em nossa época supostamente “iluminada”. Além disso, é uma mentira deslavada afirmar que o protestantismo em sua aparência inicial, defendeu a tolerância. A evidência, até agora, apresentada refuta essa noção para além de qualquer dúvida. É mais agradável (para eles) declamar contra a perseguição, e chamar a Inquisição um inferno, do que considerar os seus próprios dispositivos e as obras das suas próprias mãos.” (Stoddard, 131-132, 135; citing Henry Hallam, Constitutional History of England, I, 146). Stoddard narra a posterior perseguição na Inglaterra – dos dissidentes. Sob Elizabete, presbiterianos, por exemplo, foram “de marca, … presos, banidos, mutilados e até mesmo condenados à morte. Alguns anabatistas e unitários foram queimados vivos.” (Stoddard, 205) Bispos anglicanos eram cúmplices silenciosos e testemunhas de muita tortura. (Stoddard, 205-206). Na Irlanda, os bispos foram executados pelos Inglêses em 1578 (dois), 1585 e 1611. Em 1652 foi feita uma tentativa de exterminar todo o sacerdócio católico irlandês. “Uma lei assinada pelos membros da Comissão para o Parlamento da Inglaterra decretou que cada sacerdote romanista deveria ser: enforcado, decapitado e esquartejado, suas entranhas retiradas e queimadas, e sua cabeça fixada em um poste em algum lugar público. . . Finalmente, somente um prelado católico foi deixado em toda a ilha.” (Stoddard, 206). “Dissidentes na Irlanda, também sofrera misérias, Instâncias são registradas de dissidentes cujos dedos foram arrancados pedaços, cujos corpos foram cauterizados com ferro em brasa, e cujas pernas foram quebradas. Suas esposas também foram chicoteadas em público.” (Stoddard, 207).

  • A Inquisição Protestante nasce com Lutero e Calvino e era totalmente submissa ao poder civil da época, portanto no Século XVI. Todas as injustiças e penas abomináveis de que sempre acusaram a Inquisição (em abstrato), na realidade, foram praticadas pela Inquisição Protestante. Mais tardiamente, pois, que a Inquisição Católica, surgem os tribunais da Inquisição Protestante utilizados pelas igrejas protestantes. Nos países de maioria protestante houve perseguições terríveis contra Católicos, contra reformadores radicais, outras igrejas protestantes, como os anabatistas, e contra supostos praticantes de bruxaria. Neste caso, os tribunais constituíam-se no âmbito do poder real ou local, geralmente ad-hoc, e não como uma instituição específica. A “Reforma Protestante” (leia-se o “Ataque e sectarismo contra a Igreja Católica”) expandiu-se rapidamente, porque foi imposta de cima para baixo, sem excepção, em todos os países em que se implantou. O povo foi obrigado a aceitar as novas doutrinas porque os reis e príncipes cobiçavam as terras e bens materiais da Igreja Católica. Foi com os olhos postos nesta riqueza mundana que os soberanos “escolheram” para si e para seu povo as doutrinas dos novos evangelistas, esquecidos de que todo ouro, terra ou prata se enferruja e fenece conforme ensina a escritura: “O vosso ouro e a vossa prata estão enferrujados e a sua ferrugem testemunhará contra vós e devorará as vossas carnes” (Tg 5, 2-3 ). Prova disto foi o facto de que as primeiras providências, eram recolher para o fisco real tudo o que da Igreja Católica poderia se converter em dinheiro. O facto do Protestantismo ter superado as outras “Inquisições”, em número de mortes e atrocidades, ficou-se a dever a um ingrediente violentíssimo, que cega qualquer autocrítica – o fanatismo desenfreado. Enquanto o Tribunal Católico e os Juízes Civis, absolveram muitos dos acusados de bruxaria, tome-se como exemplo: Galileu e Casanova, o Protestantismo, em muitos países, não deixou viver um suspeito sequer, enlouquecidos e ávidos por verem as labaredas devorarem a carne trémula de seus condenados sem julgamento, bradando versículos bíblicos endoidecidos, como por exemplo o livro do Êxodo (22,17): “Não deixarás viver a feiticeira”. Hoje sabe-se, que foi o fanatismo Protestante aliado à superstição da época, que causou o maior genocídio de todos os tempos: A Inquisição Protestante. Já no início, as posições de Lutero, contra os anabaptistas, causaram a morte de milhares de pessoas…

  • Julio Gomes disse:

    Não consegue perceber algo de errado no fato das fontes pesquisadas não apontarem pra “inquisição protestante”? Isso não parece indício de alguma coisa?
    E tá confundindo “reforma protestante” com “igreja anglicana”. Se não entende a diferença deveria se reservar ao direito de não falar a respeito, pode gerar provas contra si mesmo.

\

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *