O esteriótipo que se criou das freiras é o de mulheres frias, arrogantes, megeras e sisudas. Definitivamente, esse protótipo não se encaixa na desenvoltura da Irmã Cristina, freira que tem arrebatado a atenção do público e críticos em suas apresentações no The Voice, versão Italiana. 

Irmã Cristina segue no Reality

Ela não usa decotes, não faz coreografias sensuais, não diz palavras dúbias. Conquista a todos com a potência de sua voz, a simpatia contagiante que brota de uma alegria pura, inocente. O resultado é visto a olho nu a cada performance da freira, que já foi noviça e de reblede não traz nada. “Sou verdadeirissimamente, friera”, disse em sua primeira apresentação. Poderíamos chamá-la de ousada.

Em sua última apresentação no palco do Reality, o público a acompanhou de pé. O jurado, cabeça do time em que a freira optou em ficar, não disfarça a emoção. J-Ax mareja os olhos, vibra e externa um olhar de contemplação e admiração  à freira de sorriso inocente.

Irmã Cristina passou em mais uma fase do Reality. A decisão foi do público que gostou e aprovou a apresentação da irmã cantando “Uno su mille”.

Veja a apresentação de Irmã Cristina

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Da Itália para Fortaleza

Irmã Maria Teresa na aula de bateria.

A cena não é muito comum e desperta a curiosidade de muita gente. De hábito marrom e crucifixo à mostra, as freiras do Instituto Hesed se dedicam ao toque das baquetas e do contrabaixo na Escola Bateras Beat, em Fortaleza. Com uma postura disciplinada e cheia de entusiasmo, as irmãs religiosas Maria Teresa, 29 anos, e Maria Michaela, 30 anos, mostram talento e ousadia quando o assunto é tocar e evangelizar.

“Muita gente fica surpresa, mas estamos atendendo ao chamado do São João Paulo II de procurar novos meios de evangelizar. Queremos resgatar a juventude através da música” afirma irmã Maria Teresa que há 12 anos se consagrou à vida religiosa.

“Tocar e cantar é muito mais que expressar um sentimento, é uma forma de se chegar ao coração das pessoas. Cada música, cada nota é uma forma de tocar na alma. A música ajuda os jovens a terem uma experiência real com Deus nesse mundo marcado pelo pecado” explica a religiosa irmã Maria Michaela.

 Tocando com arte  

O coordenador e professor da Escola Bateras Beat, Giovanni Giandinni também é outra forte influência para as alunas.  Ele é músico e baterista por formação, concluiu seus estudos de bateria na Academia de Música Moderna de Milão e foi integrante da Banda italiana Gen Rosso, do movimento Focolares,  que nasceu como finalidade a construção de um mundo melhor e unido.

 

Aulas de bateria atraem freiras que evangelizam através da música
Aprender a tocar um instrumento leva tempo e muito esforço, o que realmente lhe ensina paciência e perseverança. Aqui no Bateras Beat, única escola especializada em Bateria, o aluno aprende a técnica, lê as partituras e faz exercícios de coordenação motora. É um estudo metódico, repetitivo, coordenado e que exige do aluno de qualquer idade concentração e disciplina. Além de ser um excelente antídoto contra o stress. Tocar um instrumento promove a felicidade em sua vida e aqueles ao seu redor” ressalta Giovanni.

Para quem gosta de baquetas 

Criada em 2012, a Escola de Bateria Bateras BEAT é uma franquia presente em todo o Brasil e no exterior com foco no ensino exclusivo de bateria. O BaterasBeat utiliza metodologia própria, o método de Dino Verdade, com aulas individuais e estrutura especial. “Contamos com professores capacitados em suas áreas de conhecimentos musicais e instrumentais, ambiente propício para a troca e ao aprendizado, salas individuais e coletivas, apostilas próprias e livros direcionados, intercâmbios, workshops e eventos exclusivos”, explica Giovanni Giandini.

Serviço: Escola Bateras Beat – Rua Joaquim Nabuco, 2326. Dionísio Torres (85) 3081-8081.Baterasbeatfortaleza.blogspot.com

About the Author

Vanderlúcio Souza

Padre da Arquidiocese de Fortaleza. À busca de colaborar com a Verdade.

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