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Vaticano se pronuncia sobre ataque terrorista na França que deixou 3 mortos dentro de Igreja

Um ataque terrorista deixa três pessoas mortas na manhã desta quarta-feira, dia 29, na Basílica de Notre-Dame de Nice, na França. “É um momento de dor em um momento de confusão. Terrorismo e violência nunca podem ser aceitos ” reagiu em nota o porta-voz do Vaticano, Matteo Bruni, pontuando que o Papa Francisco “ reza pelas vítimas e seus parentes ”.

Uma das vítimas foi decapitada pelo terrorista dentro da Igreja.

O primeiro-ministro francês  Jean Castex elevou o nível de segurança para “ataque de emergência”. O terrorista foi baleado e preso. Uma de suas vítimas foi decapitada dentro da Igreja. A segunda vítima era o sacristão da Basílica, um leigo de cerca de 45 anos, disse o cônego Philippe Asso à Agência France-Press. Uma terceira vítima ficou gravemente ferida, refugiou-se num café em frente à Igreja, onde faleceu poucos minutos depois.

De acordo com o jornal Le Monde a Conferência dos Bispos Franceses (CEF) anunciou que o toque fúnebre dos sinos nas Igrejas da França  vão  soar às 15h, em homenagem às vítimas do ataque. “Os bispos são  chamados nas suas dioceses a tocar, sempre que possível, este sino dos defuntos às 15 horas, hora da morte de Cristo, hora simbólica”,  anunciou um porta-voz da CEF.

O  autor do crime gritou repetidamente durante o atentado na  Basílica de Notre-Dame “Allahu akbar” (“Alá  é maior”), de acordo com fontes policiais do Le Monde. Nesta mesma manhã, em Avignon, segundo  fontes policiais, um homem foi morto por policiais após ameaçar transeuntes com uma arma de fogo. Chamados às 11h15 para uma intervenção, os policiais  pediram ao homem que jogasse a arma no chão. Enquanto o homem avançava, a polícia atirou nele.

O modus operandi, segundo o Le Monde, lembra o ataque islâmico em Conflans-Sainte-Honorine (Yvelines) em 16 de outubro . Duas semanas antes, Samuel Paty, um professor de história e geografia, havia sido decapitado por Abdouallakh Anzorov, assim como a primeira vítima dentro da Basílica.

O ataque de Nice também ecoa dois outros ataques islâmicos. O que ocorreu na mesma cidade em 14 de julho de 2016. Mohamed Lahouaiej Bouhlel assassinou 86 pessoas e feriu outras 458. Ao volante de um caminhão, ele foi de encontro à multidão reunida na Promenade des Anglais, por ocasião dos fogos de artifício programados para o Dia Nacional, antes de ser baleado pela polícia.

O atentado ocorrido em uma igreja, já, em Saint-Etienne-du-Rouvray , poucos dias depois do de Nice, em 26 de julho de 2016. Adel Kermiche e Abdel Malik Petitjean haviam esfaqueado e massacrado o padre Jacques Hamel no coração da Igreja e feriu gravemente um paroquiano, antes de levar como reféns três pessoas. Eles foram mortos a tiros pela polícia.

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