Ancoradouro

Arcebispo de Fortaleza informa que seu decreto de agosto/20 continua a valer

Indagado sobre o que mudaria na Igreja, a partir do Decreto de 18 de fevereiro, emitido pelo Governo do Ceará, o arcebispo de Fortaleza, Dom José Antonio, informou que “tudo continua igual”. Ou seja, as Paróquias e organismos da Arquidiocese devem continuar a obedecer o Decreto homologado por Dom José, em agosto de 2020, quando orientou sobre a abertura gradual das Igrejas no contexto de pandemia do Covid-19.

Catedral Metropolitana de Fortaleza.

A informação foi repassada pela coordenação da Pastoral da Comunicação.

“Tudo continua igual. Agora, é preciso intensificar os cuidados para que, de fato, sejam cumpridas todas as normas de seguranças exigidas, tais como: uso de máscaras, álcool gel, distanciamento, higienização dos objetos litúrgicos e das mãos dos celebrantes, sobretudo durante a distribuição da comunhão”, disse o arcebispo.

“Quanto aos horários de início e término das atividades religiosas, estas podem acontecer no intervalo das 5hs às 21h30, em virtude do toque de recolher estabelecido no já citado Decreto do Governador, que proíbe a circulação de pessoas nas ruas e espaços públicos das 22h às 5h”, é o que consta no informe que chegou às paróquias.

O Decreto que o arcebispo se refere acompanhou a Carta 008 e prescreve 68 determinações referentes a cuidados preventivos ao novo Coronavírus na administração dos sacramentos. Mesmo quando as autoridades civis afrouxaram os cuidados e amenizaram nos decretos, a Igreja Católica continuou seguindo o rigoroso protocolo.

As festas de padroeiros, por exemplo, o ápice da evangelização em uma paróquia, foram completamente reformuladas para evitar aglomerações. Grandes solenidades como a festa da padroeira de Fortaleza, Missas de ordenação diaconal e presbiteral, Natal e Ano Novo seguiram as orientações arquiepiscopais de prevenção a Covid.

Vale ressaltar que neste período, onde a Igreja seguia seu protocolo de segurança sanitária, a campanha eleitoral, em Fortaleza e interior do Ceará,  promoveu diversas aglomerações durantes os meses de setembro e outubro; hospitais de campanha foram desmontados. O secretário de saúde do Estado, em agosto de 2020,  chegou a afirmar em um seminário que “segunda onda de Coronavírus no Ceará era improvável, embora não pudesse ser descartada“.

Nos meses de dezembro a fevereiro diversas aglomerações foram registradas por conta das festividades de Natal, final de ano e carnaval, mas a Igreja continuou firme sob o Decreto eclesiástico que pede cautela e não abre mão de conscientizar os fiéis sobre a importância de cada um fazer a sua parte.

 

 

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